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Estou no limite

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Estou no limite

Mensagem por Tag em Qui Abr 18 2013, 00:39

Devo começar por dizer que nunca pensei vir a um fórum pedir ajuda com situações pessoais,mas estou num estado que me está a fazer desesperar.
Vou tentar ser conciso, mas sei perfeitamente que isto se vai alongar, porque vou ter de falar de todo o meu passado relativamente recente.
Volto a dizer, vou tentar ser o mais resumido possível, mas é-me impossível.
A parte mais fácil de explicar é o início. Escola do 5º ao nono ano (antes disso mal me lembro): Aluno perfeito - notas altas em tudo (excepção óbvia a Educação Física), vítima de bullying até levar com uma pedra acima do olho 3 semanas antes de acabar o 9º ano (altura em que finalmente alguém foi castigado), 0 amigos, TPCs todos feitinhos.
No 10º ano, mudança de escola, novos ares, e comecei a ter gente amiga. Lentamente fui-me alterando até ao 12º ano, ano em que passei tudo e mais alguma coisa, incluíndo exames, mas sem ter feito um trabalho de casa, ou ter pegado num caderno que fosse (coisa que não me orgulho, especialmente se eu me lembrar de gente que se matou para passar e não conseguiu). No meio destes três anos o que eu mantive sempre:
- Muito reservado, e muito inseguro;
- Extremamente fechado a desafios (ao ponto de me perguntarem se eu tinha algum tipo de autismo)
- Muito, mas mesmo, MUITO ignorante;
- Uma necessidade inexplicável de criar laços com pessoas a todo o custo, ter medo de falhar, não tentar, e marterizar-me com isso (ao ponto de as 2 ou 3 pessoas que me tinham aceite de início, mais tarde ou mais cedo se fartarem de me ouvir).
No fim disto, 17 anos, e convencido por terceiros para ir para a universidade. Gente que não tinha nada a ver comigo, deu-me boleia para Lisboa para eu resolver tudo. Contas feitas, passou-me tudo o que ia acontecer pela cabeça se eu realmente entrasse ( e entrei...) e assim que fui fazer a matrícula caíu-me tudo, e pedi para me levarem para casa.
Um ano de nada se seguiu. Sem trabalho, e sem estudo, sendo a única coisa que eu ache que mereça menção foi eu ter tido vontade de entrar numa associação de voluntariado de ajuda aos animais, coisa que fiz através de uma ex-colega que lá estava. A parte engraçada é que o animal a que era (e é) dado mais ênfase (e é o único animal a quem a associação consegue dar protecção), é o cão. E eu, que tenho pavor a cães. Nunca entendi essa minha decisão, e hei-de morrer sem a entender. É certo que por mais medo que tenha, nunca quis mal aos cães, antes pelo contrário, e até me sentia motivado a ajudar qualquer animal que seja. Mas meter-me na toca do lobo foi algo que eu devia estar drogado para fazer, por certo.
Enfim. Em 2008, com 18 anos, entrei no meu primeiro emprego (que ainda é o actual), trabalhar na cadeia de supermercados Dia Minipreço. Terapia de choque para alguém como eu, reservado e cheio de medo das pessoas. Filosofia da empresa de trabalhar com o mínimo de pessoal possível (muitos de vós de certeza que já entraram num Minipreço e se aperceberam que para a quantidade de trabalho, 1 pessoa na caixa, a repôr, e a fazer padaria, e outra a repôr também, a fazer trabalho de chefia, e a tratar de qualquer outra situação, e a ter de abrir caixa também quando a fila fica grande, é efectivamente pouco), tudo em nós a ser medido, até a velocidade na caixa (leia-se, velocidade com a qual a gente pontapeia os clientes para fora da loja antes que alguém se chateie com a fila), horas extra assim que alguém espirrasse, total incapacidade de se trabalhar se algum imprevisto acontecesse, iminência de ter de ir trabalhar para qualquer Minipreço do distrito se assim fosse necessário. Terapia de choque, mesmo. Rapidamente me apercebi disto, mas fui sobrevivendo.
Ainda em 2008, acontece-me um milagre que eu nunca imaginaria. Caí-me do céu (ou neste caso na associação dos animais em que eu andava) uma pessoa, uma rapariga, que simplesmente fez click, que vamos chamar de Beatriz. Partilhávamos o gosto por passeios sem destino à noite só mesmo para falar. Odiávamos as cenas que hoje em dia muita gente adora, as bebedeiras, o ambiente falso das discotecas e bares, toda essa cultura nocturna que hoje em dia está em voga como "única maneira de se ser sociável". Essas coisas para nós eram desinteressantes. Partilhávamos um certo sentido crítico para com as coisas, mas mais que tudo, sentia que nos entendíamos perfeitamente. Todas as minhas inseguranças de alguém que nunca tinha tido uma relação amorosa, eram prontamente correspondidas com compreensão da parte dela, e um "antes isso que excesso de confiança". Tudo perfeito.
Isto até a gente aos poucos ir descobrindo 2 coisas:
- Ela descobrir que eu queria algo sério e que queria mesmo poder partilhar a minha vida com ela;
- Eu descobrir que para ela era um muito bom amigo, ao qual ela quando lhe apetecia não tinha problema nenhum em ter umas curtes comigo, mas deixando sempre no ar que, "um dia qualquer posso deixar de querer estar contigo, por isso não te posso prometer que amanhã a nossa relação seja a mesma que a de hoje, e não te posso prometer que nunca vou desaparecer".

Não vou entrar em pormenores, mas isto acabou numa sms dela a dizer que não aguentava mais e que tinhamos de quebrar qualquer contacto.
Fiquei na merda. O que eu não sabia é que ainda ia experienciar maior escuridão meses mais tarde.
Mas antes disso, tive outra namorada (ou a primeira, pelos vistos, já que eu era só um amigo). Esta sim aceitou namorar comigo, mas eu nunca percebi porque quis namorar com ela. Ou até percebi. Compensação. Durante 5 meses EU fui a coisa mais chatinha, mais possessivazinha, mais ignorantezinha. E a ajudar, havia do outro lado alguém que embora tivesse aceite verbalmente uma relação, tinha uma aversão enorme ao que nela é implícito. Tipo, compromisso, partilha... Enfim... Como ela me aguentou 5 meses (embora os últimos tenham sido de tempestade forte), é um mistério. Eramos opostos em tudo e sinceramente nem sei que me deu. Mas ainda bem que acabou, porque quando acabou, não era ela que me assombrava. Era a Beatriz.
E aqui começa a parte mais complicada. Entrei num pesadelo que durou mais de um ano. Completamente obcecado, cego, perdido. Desde dar voltas à cidade esperando vê-la à esquina. Ir à janela do quarto dela só para a ver. Perder a razão e zangar-me com tudo e com todos por não verem as coisas pelos meus olhos. Não ser capaz de dormir, ter medo da noite.
Durante esse tempo nutri tanto sentimento negativo como ódio e ressentimento, mas tanto, que veneno para ratos era capaz de me ser mais saudável do que isso.
No entanto, a determinada altura, quando eu estava perto de fazer algo...que vamos classificar de ligeiramente auto-destrutivo... alguma luz se acendeu e eu libertei-me dessa loucura a tempo. Mandei a devida pessoa para o sítio devido (inserir palavrão). E segui com as coisas. No entanto, após tanta escuridão, com o desenvolver ainda mais agudo do meu sentido crítico, desenvolvi um ódio de morte para toda uma cultura de curtes sem compromisso, e de joguinhos/rituaizinhos de acasalamento sem qualquer intenção além de alimentar o próprio ego.
Jurei fechar o meu coração o mais que me fosse possível a sentimentos demasiado fortes, para evitar entrar em contacto outra vez com esta sociedade de merda onde não se vê ninguém a amar outra pessoa simplesmente como ela é, mas sim baseado num monte de tretas egoístas.
" Quem? O Daniel? Não é um macho alfa a transbordar confiança, é introvertido e tem realmente alguns problemas de autoconfiança...não presta, macho que é macho tem de ser forte, resto é lixo e nem merece sentimentos. Não é forte, faça-se, que é isso que é ser homem"
" Naaaahhh, tem umas mamas muito pequenas e o meu tipo de gajas tem um cuzinho mais redondo, tipo as 3 com quem eu dormi ontem"
"Daniel, hoje em dia tens é de ir curtindo e experimentando, isso das relações sérias e da partilha verdadeira são tretas, ninguém quer saber dos teus problemas por isso não podes esperar vir a ter alguém que os queira ouvir, tal como estás a ser burro em querer ouvir os problemas da outra parte"
Até tenho mais munição para disparar, mas estes 3 preconceitos são mais do que suficientes para elucidar o que quero. Sim, o Daniel sou eu, e isto são 3 coisas que EU OUVI. Há muita coisa na sociedade que me fez mandar a dita à merda, não só isto obviamente, mas isto foi mesmo o que começou a minha batalha.
Até ao ano passado, os meus dias e noites foram sempre os mesmos. Para o bem e para o mal. E era isso exactamente a que eu me tinha proposto.
Houve coisas em mim que se aperfeiçoaram nas quais eu sinto orgulho:
- A minha capacidade crítica (para o bem e para o mal);
- Fui capaz de largar os preconceitos de certo e errado, e tornei-me simplesmente em mim, e não no que os outros acham que eu devia ser;
- Tornei-me brutalmente honesto e removi o filtro entre o meu cérebro e a minha boca, e digo o que tenho a dizer, na hora (não querendo com isso dizer que acho a minha opinião um dogma, se há coisa que gosto é de debater opiniões diferentes, e cada um tem a sua)
- Nunca bebi, nunca fumei, e nunca tomei drogas, apercebi-me da existência de um movimento / estilo-de-vida baseado nisso, e assumi-me como tal, com orgulho, sem o forçar em terceiros, como é claro ( para quem estiver interessado, pesquisar straightedge)
- Ganhei interesse no porquê das coisas acontecerem, em vez de simplesmente me conformar como elas são;
- Não cumpro, nem quebro nenhuma regra logo de início. Primeiro questiono-a, depois faço como achar apropriado.

Mas por outro lado, coisas menos boas (embora nenhuma delas me espante por aí além, eu sei perfeitamente onde me meti):
- Eu que já era recatado, fechei-me ainda mais ao desconhecido;
- Com tanta energia emocional utilizada nesta guerra contra o status quo de como a sociedade é, poderei eventualmente ter deixado passar outras coisas em que podia investir em mim, algumas delas que podiam ser bem úteis (tenho 23 anos, e não tenho carta de condução, e se me perguntarem porquê...bem...)
- Vivo diariamente com conflitos interiores em que eu quero muito ter o contacto e o amor ou amizade de alguém, e tenho de me convencer que mais tarde isso só carrega dor. No meu caso, pelo menos.
- Não tenho hobbies, passatempos, nem actividades extra-trabalho. E nem tenho interesses que me despertem a necessidade dos ditos. Nada me chama a atenção. Por outro lado, durante este tempo, criei um mundo alternativo e paralelo na minha mente, em que tenho montes deles.
- Questiono os mais básicos princípios da "boa educação" pré-feitos, regra geral mando tudo à merda, e como tal, aparentemente, sou uma besta.

Quanto aos dias em si... Durante anos foram o mesmo. Casa trabalho casa trabalho, etc. Aprendi a viver regularmente num trabalho que odeio, onde sou sobre-exposto a 2 dos meus maiores ódios, e como tal, me exausta diariamente, até mais psicologicamente do que fisicamente. (Se quiserem saber porque nunca saí deste emprego, basta perguntarem em que país é que estamos)
Contas feitas, bom com mau, PELO MENOS consegui estabelecer uma rotina à qual me guiar, e pouco tinha por onde falhar.
Até ao ano passado. Do nada, um dia comecei a ter sintomas que me pareciam como um ataque cardíaco, e um nervosismo ridículo. Nesse dia, passou, mas no seguinte eu estava pior.
Comecei a sofrer de crises de ansiedade. A primeira leva de medicamentos não fez nada, e então foi-me receitado um tratamento de meses. Antidepressivo todos os dias, Ansiolítico para as crises agudas. Não é algo de que me orgulhe. Também me aconselharam um psicólogo, mas sou da opinião que psicólogos até podem ser inteligentes, mas não são mágicos. Eles falam, mas o mundo não muda.
Passado coisa de 6 meses (o previsto), as coisas estavam normalizadas (fisicamente falando) e eu já não tomava o SOS há que tempos, e já tomava o antidepressivo intermitentemente (desmame). E chegaram as minhas férias. E eu decidi parar aí. (Altura ideal). Tudo estava normal. Voltei ao trabalho. Normal. 2 Semanas, voltei a ter uma crise de ansiedade. Caíu-me tudo. Voltei aos comprimidos, mas não durante muito tempo. Apercebi-me que os comprimidos, tal como os psicólogos, não são mágicos. Desisti de vez, desse para onde desse.
Aprendi a viver com os sintomas da ansiedade. Não tenho lidado muito bem com eles, mas tenho sobrevivido.
E agora, finalmente, o problema em que venho aqui pedir ajuda. Depois de toda a guerra, conheci alguém. E eu (estúpido estúpido estúpido) decidi dar outra hipótese a mim próprio. Como continuo reservado e me sinto inseguro neste género de coisas, demorei o meu tempo a sequer pedir um número de telefone, e a perguntar se ela gostaria de sair comigo um dia destes para nos conhecermos melhor. Isto mesmo depois de algum tempo a falar com ela. Pelo menos, quando o fiz, consegui ter lucidez suficiente para ser honesto. Disse que não tenho jeitinho nenhum para estas coisas e que tinha demorado o meu tempo antes de sequer começar a tentar ganhar coragem para pedir o que quer que fosse. Correu extraordinariamente bem. Grande sorriso, um sim, e uma ideia que ela tinha genuinamente apreciado o pouco que tínhamos falado. Fiquei radiante..até ao dia a seguir. Nada de mau aconteceu. Mas entrei inexplicavelmente numa agonia e num nervosismo que não me lembro na minha vida. Como se tudo tivesse corrido mal. Trocámos algumas sms, nas quais ela me convidou para irmos ao ginásio uma semana. Ginásios é coisa que me assombra, mas fiz o sacrifício de ir, em benefício de poder passar algum tempo com ela. Tendo ela 2 cursos e 1 trabalho, o tempo livre dela é escasso e eu não me posso dar ao luxo de descartar actividades com ela porque não gosto das ditas. Embora eu soubesse perfeitamente o quão horrível me ia sentir ali.
Na actividade em si, correu do pior possível.
No convívio, muito bem até.
Começámos a falar por sms bastante mais. Até eu voltar ao antigo. Comecei a ficar obsecado com coisas como o que eu podia ou não dizer, e até a quantidade de sms que eu podia mandar. Se por um lado queria mostrar interesse, por outro, as poucas pessoas que me deram valor, mais tarde ou mais cedo fartaram-se de mim.
Fiquei obsecado ao ponto de lhe perguntar directamente. Respondeu que até lhe podia mandar 1000 por dia, o provável é que demorasse uns minutos a responder. Fiquei contente. Por pouco tempo.
A obsessão virou-se para outro lado. Comecei a falar demais (em conteúdo, e não em quantidade). Os meus problemas, os meus medos, o meu passado. E rapidamente a obsessão passou a ser o eu sentir necessidade de expressar certas coisas, sentir que isso a vai afastar, mas acabar por falar na mesma. Ela, incrivelmente, continua na boa comigo e não tem problemas em falar.
Tivemos alguns encontros (de curta duração, é certo, basicamente fui assistir a duas aulas do curso dela, e um par de vezes fui-lhe fazer companhia no caminho dela), e as coisas correm incrivelmente bem. Quando estou com ela, sinto-me realmente aceite. E sinto genuinidade da parte dela. O problema é quando não estou. Perco a lucidez. Fico totalmente controlado por sentimentos de medo, raiva, perca e melancolia. Estou agora de férias, já conto 8 dias, e resumem-se às sms com ela e as vezes que estive com ela. Perdi o interesse nas poucas coisas que mo despertavam. Passo o tempo a ver se o telemóvel recebeu algo de novo. Tenho o PC ligado o dia inteiro e não consigo fazer nada, por mais que tente. Raramente tenho fome, e durmo pouco, e mal. Vivo com a minha mãe, e mal falo com ela, porque acaba sempre mal. A minha gata que eu sempre adorei e tratei, nem vontade tenho de a olhar. Vem uma sms, fico contente, respondo, volto à mesma. Vou ter com ela, sinto-me bem, volto para casa, volto à mesma, e começo a pensar nas 1001 coisas que ficaram por dizer. Queria ter falado mais. Essa sensação de interesse genuíno que sinto quando estou com ela, chego a casa e desaparece e é trocado por um medo paralisante de perda. Toda a lucidez e racionalidade que julguei ter ganho nestes anos, afinal não me serve de nada, pois estou a ser completamente marionetado por vá-se lá saber o quê.
Sinto-me num vazio. As únicas 2 pessoas com quem eu falo que não estão relacionadas com o meu trabalho...uma delas é ela, a outra é alguém que vive pelo "não tás bem, põe-te". Não tenho mais ninguém. Tenho a certeza que partes do que disse aqui, umas ela já notou, outras eu próprio por umas palavras ou outras já lhe disse. Mas sou incapaz de lhe dizer isto tudo, porque conhecendo-a desde há pouco mais de um mês, tenho um medo paralisante de lhe encher os ouvidos e de ela desaparecer. O que não invalida que isto tudo me esteja entalado. Eu QUERO DESESPERADAMENTE que ela me entenda e me aceite, mas sei perfeitamente o que acontece quando quero demais. E tenho medo disso. Porque vão anos desde que conheci alguém que me despertou interesse maior que os meus medos. Eu conhecer alguém, não é propriamente fácil tarefa para mim.
Além disso, é uma pessoa que toma orgulho em ter vários interesses e estar sempre em movimento.
Enquanto eu tenho duas coisas na minha vida:
- Ela;
- E um emprego que odeio com todas as minhas forças, do qual agora estou de férias.
Interesses e hobbies nunca tive muitos, mas os que tinha foram à vida. Agora nem com joguinhos de PC me entretenho. Não passava sem ouvir música, agora não consigo sequer começar a ouvir o que quer que seja. Nada me apazigua.
Eu sempre tive uma necessidade interior de encontrar alguém que me completasse, que me compreendesse e partilhasse comigo. E alguém com quem eu me pudesse sentir apreciado, e útil. Tentei reprimí-la até às últimas, mas não consigo mais. Estou completamente desesperado por essa aceitação de outrem, por esse carinho. E ao mesmo tempo, sinto-me cheio de sentimentos negativos (raiva e ódio) pelas maiorias na sociedade, que têm atitudes que eu pessoalmente desgosto/não teria, que vejo que facilmente têm aquilo que eu tanto desejo. Eu, que do alto da minha lucidez, sempre defendi a diferença de opiniões e personalidades, sou o primeiro a sucumbir a estes sentimentos nazistas em relação a outros. Esta frase, custou-me a escrever.
Tudo isto se apaga quando estou com ela, mas nem somos namorados, nem eu sei se ela gosta de mim dessa forma, nem eu acredito que eu possa dizer sinceramente que gosto dela dessa forma, se eu me puser a pensar no tempo desde que começamos a falar, e no estado mental que eu estou. E mesmo que o fôssemos, eu sinto-me mal demais. Isto não pode ser normal.
Estou sem saídas. Até eu, que acredito que os psicólogos não são mágicos, já estou a pensar em me meter num. Mas nem para isso me consigo mexer sozinho. Sinto-me como se estivesse morto, mas consciente de o estar.
Isto é uma pergunta desesperada. O que é que eu faço?...

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Re: Estou no limite

Mensagem por Rosa Oliveira em Qui Abr 18 2013, 01:39

Li a tua história e ainda estou a digerir isto tudo, é extremamente complicado o que estás a viver. É uma luta constante entre tu mesmo, a sociedade e aqueles (minoritariamente) te dão atenção. Pelo que percebo só te sentes bem quando estás com alguém que te ouve, que te dá atenção, que sentes aquele carinho (que precisas tanto como do ar que respiras), ora quando isto tudo falta tu revoltaste e pensas k é por culpa de uma sociedade sem princípios nem valores, sem amor pelo próximo, sem querer saber de ninguém e cada um só olha p o próprio umbigo. A tal sociedade em que tu nunca acreditaste e na qual estas inserido por obrigação (assim como tanta gente). O medo incessante de perder alguém que te ouviu, que te deu atenção, que te sentes bem na sua companhia, esse medo que te assombra sempre k deixas essa pessoa, pois é um medo que aparece sempre k não estas com essa pessoa, pois nunca sabes quando é a ultima vez, quando essa pessoa se vai fartar de ti e se esse dia chegou, pois morres de medo que esse dia chegue depois de tanto tempo em encontrar alguém que realmente tu te sentes bem o medo de perder esse alguém assim de um dia p o outro é assustador.

Respondendo agora a tua pergunta: no teu caso acho que deverias experimentar um psicólogo, precisas de deitar tudo isso ca para fora e entender o porque de te sentires assim. Penso que nesse sentido será de grande ajuda mesmo, se tiveres decidido tb a por em pratica o que ouves no consultório e decidido depois de perceberes o que se passa contigo de pelas tuas próprias pernas caminhar na direção correta.

Sinto que o teu problema vem de muito la p tras, do tempo da escola, da dificuldade de socializar, conviver com outras pessoas (p conviver com outras pessoas não precisamos de ser igual a elas, nem tão pouco deixarmos de sermos nos mesmos para sermos aceites). Eu, por exemplo identifico-me em algumas coisas contigo, na escola era extremamente reservada, envergonhada e agora de adulta sinto-me diferente da sociedade, principalmente do conceito de diversão por exemplo identifico-me bastante contigo e não é por isso que não tenho amigos, eles aceitam-me como eu sou, alias não eram meus amigos se não me aceitassem como eu sou.

Para as pessoas gostarem de ti, primeiro tens tu que gostar de ti próprio. E se permites a sinceridade, acho k é nisso que tens k trabalhar na tua autoestima, o que transmites aos outros através da tua forma de estar e de ser é como os outros te vão tratar. Por exemplo: se te assumes como um fraco, uma besta, uma pessoa sem valor, é isso mesmo que as pessoas vao ver em ti e te tratarem da mesma forma.

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Re: Estou no limite

Mensagem por AlexCupertino em Qui Abr 18 2013, 03:14

Li sua história, amigo. Penso que você deve se aceitar como é, antes de todos os outros. Todos temos defeitos e qualidades, a partir do momento que vc se aceitar, perceberá que a rejeição que vc vê nos outros era fruto da sua própria rejeição. Eu já passei muito tempo me preocupando com a opinião alheia, só deixei quando me dei conta que meu maior crítico era eu mesmo.

Outra coisa, procure não centralizar sua vida em torno de uma única pessoa, pois pessoas vão e vem, vc sempre estará consigo.

Espero que você consiga superar tudo isso e estou aqui para conversarmos e tentar nos ajudarmos no possível.

Um grande abraço!

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Re: Estou no limite

Mensagem por shibiuza em Qui Abr 18 2013, 10:38

Concordo com a Rosa e com o Alex.

Deverias consultar um psicologo (apesar de não acreditares muito neles). Eles ouvem tudo o que tens para dizer e tentam descortinar, no meio de toda essa confusão, o que eventualmente te poderá fazer encarar a vida de uma outra forma. Eles são profissionais académicos preparados para isso.

Outra coisa: Tu não dás um oportunidade a ti próprio. Porquê? Tu não te deixas viver, respirar...és tu que fazes isso. Porque aceitas uma vida tão revoltada? Já pensaste em fazer as coisas de uma outra forma? Encarares um dia de cada vez, mas com uma forma de pensar diferente, seres mais optimista, quereres mudar...

Tu projetas em ti próprio uma imagem que odeias. E segues por essa bitola.
Dá uma chance a ti mesmo de ser feliz...

Qualquer coisa estamos aqui

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Re: Estou no limite

Mensagem por HOMEOVER em Qui Abr 18 2013, 18:05

Precisas de um bom psicólogo e de praticares a autoconfiança.Verás que tudo isso pode ir sendo vencido,um problema de cada vez,com o passar do tempo.Fique na paz!

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Re: Estou no limite

Mensagem por Tag em Qui Abr 18 2013, 22:20

Rosa, bate quase tudo certo. Isto é ridículo, mas embora eu concorde que só me resta isso, eu não sei, há qualquer coisa que me prende. Não me sinto minimamente capaz de dar o primeiro passo e pedir ajuda especializada. Penso nisso e congelo. Em abono da verdade, eu podia dizer que é por me sentir um derrotado de chegar a este estado em que estou completamente dependente de outros. Mas sinto que é mais que isso. É ridículo eu ser capaz de escrever isto tudo num fórum da net, e sentir-me totalmente incapaz de ir à procura de ajuda. Sinto-me absolutamente paralisado.
Alex e Shibiuza, consigo perceber tudo isso, mas eu não tenho nenhum botão que eu faça click, e mude tudo em mim. Passei muito tempo a tentar ser quem não era para agradar a outros. Não me levou a lado nenhum, tal como expliquei no início. Nos últimos anos comecei a ser eu próprio e... nada melhorou. Tudo piorou. Não se trata de aceitar uma vida revoltada. Eu pura e simplesmente não tenho outra...

Hoje voltei a estar com ela. Para não variar, até chegar a hora de ir ter com ela, totalmente no escuro. Enquanto estive com ela, tudo estava bem, até ela me mencionar que se tinha interessado por uma oferta de emprego no estrangeiro (França). Dá para imaginar o soco no estômago que eu tive de fingir? E o estado em que me encontro agora? Mais do que já estava, se possível fosse?
Eu sei. Eu sei que o problema está dentro de mim. Mas...só de longe a longe eu sequer imagino em aproximar-me de alguém. E esta história de as poucas pessoas em que me interesso acabarem sempre por me deixar para trás...está a atingir níveis de ironia absolutamente lendários. Neste momento, deve haver alguém apreciador de humor negro que se está a divertir à brava às minhas custas.
E eu sinto-me completamente impotente.

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Re: Estou no limite

Mensagem por Rosa Oliveira em Qui Abr 18 2013, 23:18

Tag não sejas orgulhoso, pedir ajuda a um especialista não é uma atitude de fraqueza mas sim que assumiste que tens um problema e te queres tratar. Se fugires a isso e continuares a dizer que não dependes dos outros para nada (o que eu acho um pensamento completamente absurdo) toda a gente (fortes e fracos) precisa de ajuda e é por isso que vivemos em sociedade.

Os médicos estudaram para tratar dos doentes, eles precisam dos doentes e nós precisamos deles. Tu onde trabalhas precisas das pessoas, porque se elas não fossem fazer as suas compras, tu não serias necessário logo são elas k te pagam o salário. Não sei se já pensaste nisso mas desde k vieste ao mundo precisaste e dependeste sempre das outras pessoas, como todos nós, precisaste dos teus pais para cresceres, aprenderes princípios e valores e aplica-los na tua vida, és tu que fazes a tua vida, acho que é altura de veres que estas muito errado na forma dramática como pensas e te ligas a tudo (material e não material.

Só custa o primeiro passo e é para o teu bem. E esse passo és tu que o tens k dar e não precisas de depender de ninguém p o dar que é o seguinte: a coragem de pedir ajuda a um psicólogo. Em vez de continuares a lamentar-te e que tal dares o primeiro passo, erguer a cabeça, enterrar o passado e seguir em frente. Se vai ser difícil, vai sim mas também não penses que a maior parte das pessoas k vem aqui, que é porque são fracas, vem porque tem a humildade de pedir ajuda, de dizerem que estão desesperadas e precisam de uma mão amiga, de uma palavra amiga. Se alguém gostava de pedir essa ajuda??? MAS É CLARO QUE NÃO! QUANDO A PEDEM ESTÃO DESESPERADAS TAL COMO TU E INCOMPREENDIDAS POR OUTRAS PESSOAS K NAO PASSAM O MESMO, QUANDO AQUI SOMOS TODOS IGUAIS, NINGUEM É MAIS QUE NINGUEM.

As pessoas k não tem humildade de pedir ajuda são ainda muito mais fracas e covardes do que as que tem a coragem de pedir ajuda, a força de lutar por suas vidas e de aceitar que tem que mudar comportamentos e pensamentos para poderem ter saúde.

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Re: Estou no limite

Mensagem por AlexCupertino em Sex Abr 19 2013, 02:09

Amigo, eu sempre tive a maior descrença em psicólogos e a idéia de ir a um psiquiatra me horrorizava. Mas no fundo do poço durante uma crise, quando não via outra saída, decidi buscar ajuda médica e o resultado foi bom.

Hoje vejo o psiquiatra como qualquer outro médico, acabei com meu preconceito e passei a acreditar na psiquiatria para além dos loucos.

Dê uma chance, se dê uma chance.

Abraços.

AlexCupertino

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Re: Estou no limite

Mensagem por shibiuza em Sex Abr 19 2013, 09:00

Concordo com a Rosa e com o Alex.

Tag, está tudo nas tuas mãos

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Re: Estou no limite

Mensagem por sketch em Sex Abr 19 2013, 17:42

Olá Tag! Bem-vindo ao fórum!
Li ontem o teu texto.
Antes de tudo quero te dizer que admiro muito continuares no mesmo trabalho. Aguentas bem essa adversidade. E ainda por cima no minipreço onde se deve encontrar clientes de todos os feitios e formatos. eheh
Eu imagino-me muitas vezes a fazer de caixeira e... não sei se ía aguentar.
Também já estive a fazer um trabalho que exigia muito de mim psicologicamente e por isso consigo imaginar um pouco como te deves sentir. Chegava ao final do dia super cansada mas não tinha andado a fazer esforço físico nenhum. Quando terminei o estágio só dizia q nem que me pagassem eu voltava a fazer isto. Hoje em dia acho q preferia estar presa lá do que estar desempregada. :S
Podes ler o que escrevi no tópico que coloco o link abaixo.
http://www.ansiosos.org/t1020-terei-fobia-social-ando-confuso
Dp quando tiver tempo escrevo mais um bocadinho Wink
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Re: Estou no limite

Mensagem por Pedro_S em Ter Abr 23 2013, 15:08

Olá Tag,

Na minha humilde opinião, primeiro que tudo tens de te aceitar a ti próprio, gostar de ti e confiar em ti. Se não gostares de ti quem gostará?

Falaste inúmeras coisas que penso que as classificas de "defeitos", ou pelo menos, coisas que toda a vida te prejudicaramm, mas acredita que depois de ler todo o teu extenso texto, e sem te conhecer, posso com sinceridade afirmar que tens um predicado, sabes qual? Uma sensibilidade extrema. Uma sensibilidade muito superior à dos comuns mortais, e tu agora respondes: "Mas eu não quero nada disso, só quero ser um jovem normal!" e eu volto a dizer que tens que te aceitar. Aceitares te como alguém que tem uma sensibilidade extremamente apurada, que te pode magoar sim, mas que também te pode fazer ver coisas que outros não se apercebem.

Tens um longo trabalho pela frente, não externo, mas interno, necessitas de olhar para dentro de ti sem ser com esse sentido critico, sempre a julgares te como és actualmente e pensar antes, eu tenho de me trabalhar! Trabalhar internamente, remover bloqueios, estás cheio de bloqueios, de uma ponta à outra tens bloqueios que te acompanham desde que eras criança.

Trabalho/emprego já tens e apesar de não gostares do que fazes deves dar graças a Deus conseguires estar empregado numa altura em que Portugal tem mais de meio milhão de desempregados e outros tantos já partiram para fora.

Eu não sei se tens crenças, fé em algo, mas sem te conhecer, aposto que seres iniciado em Reiki te ia fazer extremamente bem. Caso isto te suscite curiosidade podes fazer uma pesquisa rápida e caso te interesse a leitura podemos falar mais sobre isso.

Quanto ao caso particular, da rapariga, etc., digo-te: não ponhas a fasquia demasiado alta, não tens de te aproximar de alguém de uma forma mais extensa que a amizade se do outro lado essa pessoa só te está a dar amizade neste momento. Os amigos, a amizade é importante, e infelizmente tiveste muitos poucos verdadeiros amigos nos teus 23 anos. Desfruta o que estás a ter agora, não queiras avançar para algo mais assim tão depressa. Percebo perfeitamente o teu desdém por "curtes" e afins, mas tens de aceitar que também ninguém se apaixona a sério sem realmente conhecer bem e saber quem está do outro lado, e desculpa a sinceridade, o teu desejo de amizades passa depressa demais para o desejo de ser amado e partilhar algo mais forte, mas isso vai te prejudicar, porque do outro lado as pessoas vão se assustar com a tua pressa.

Resumindo, ponto numero 1: trabalhares o teu EU, a tua autoconfiança, os teus bloqueios, ai sim estarás pronto para amar e ser amado.

Se a via para esse caminho vai ser psicólogo, reiki, etc., isso só tu poderás descobrir. Lembra-te, és muito novo, tens a vida toda pela frente. Não custa viver, custa sim saber viver.

Boa sorte
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Re: Estou no limite

Mensagem por isaferreira em Qua Abr 24 2013, 10:43

Olá Tag, li a tua história, realmente é muito deprimente, mas vou-te dizer o que acho que devias fazer, é assim: a pessoa com quem falas de pensa assim "não tás bem, põe-te", não é tua amiga e portanto não merece a tua consideração por isso manda-a à m..., porque gente dessa há muita. Depois uma pessoa que é muito insegura e não tem confiança em si própria, é porque não gosta de si mesmo, (é tb o meu caso), portanto tens de gostar de ti próprio 1º, para isso, em vez de estares sempre ansioso por uma boa relação com alguém tenta ter uma boa relação contigo mesmo, ou seja, tens de gostar de ti, para isso investe em ti, os psicólogos não fazem grande coisa, mas um bom orienta-te para o que te disse, faz terapia comportamental, arranja objetivos mesmo pequenos para começares a ganhar mais auto confiança, faz muita meditação e reiki, ajuda imenso, e acalma-te muito principalmente pelo stress do trabalho, e o teu stress interior, não dês importância a quem não te dá, não te esqueças que há muita gente no mundo, e há gente muito boa, poucas mas boas. Não tenhas medo de falar dos teus problemas, pensa que és um ser importante, porque o és, toda a gente é, quem se aborrece com as tuas conversas é porque não merece o teu respeito nem amizade (estou-te a dizer isto tudo por expriência própria), já fui assim, mas agora penso como te estou a dizer, tb não tenho amigos por causa disso, sabes o que faço? Às vezes desabafo com qualquer pessoa sem a conhecer muito bem, assim fico mais aliviada e depois se essa pessoa se interessar em me ouvir logo me dirá, senão "cagaricagaró", logo há mais gente para ir falando. Até que um dia hás-de encontrar alguém como deve de ser mesmo para estar contigo, que te ouça, que te queira e que te respeite, (se é que isto te ajuda, posso-te dizer que tenho 47 anos e ainda não encontrei niguém). Tb há muitas coisas que se podem fazer para "matar o tempo" com satisfação, vai lendo, vai vendo, com certeza encontrarás por encontrar alguma coisa interessante para fazeres, mas 1º - psicólogo, reiki e meditação. Experimenta e depois diz alguma coisa, gostava que ficasses bem. Boa sorte!!!! (há sempre alguém pior que nós)! cheers
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Re: Estou no limite

Mensagem por Tag em Qua Abr 24 2013, 18:43

Amanhã, 25 de Abril, finalmente tínhamos combinado dar um passeio porque finalmente ela ia ter um dia sem nada para fazer. Chateei o meu pai (que inclusivé faz anos nesse dia), porque quis à força estar disponível para ela durante essa tarde. É o meu último dia de férias e depois vê-la é mais complicado.
Era bom demais. Do nada, um amigo dela foi assaltado (do género, sacarem-lhe tudo da casa), e ela vai ter com ele.
Passei o dia a chorar e a berrar, não aguento mais, não consigo fazer mais, não consigo dar mais voltas a isto. Fui ter com ela hoje por um pouco, fazendo o caminho do trabalho dela para casa, e ela deve ter notado, porque perguntou se eu tinha ficado magoado com ela, obviamente respondi que não.
Mas estou, completamente. Não com ela. Mas com o facto de que TINHA de acontecer alguma coisa.
Pus sempre as pessoas de quem gostava acima de tudo, em toda a minha vida. A única coisa que eu sempre quis foi tocar o coração de alguém. E não consegui. E continuo a ser deixado para trás. Continuo a ser secundário.
E que raio de besta é que eu me tornei que na minha cabeça estou furioso com alguém que não conheço, que viu a casa esvaziada?
Porquê? Eu não pedi tanto sofrimento. Em 2 dias dormi 3 horas. Só tenho chorado, chorado. E escondido. Escondido da minha mãe com quem vivo, porque embora ela já tenha notado que eu não estou normal, "livra-te de apanhares uma depressão e não ires trabalhar".
E escondido dela. Ela com quem eu quero aproveitar cada bocado possível. Ela a quem eu quero desesperadamente contar tudo. Ela que é a única pessoa a quem posso falar e pedir ajuda, mas que não consigo, porque ia destruír tudo.
Os meus olhos já me doem, eu já não consigo mais.

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Re: Estou no limite

Mensagem por Alice_Jones em Qua Abr 24 2013, 21:03

Eu percebo que tenhas ficado desesperado com isso. Não é uma questão de seres uma besta por teres ficado furioso. Não ficaste furioso com a pessoa, mas com a situação. Isso também me acontece, parece que está tudo empenhado em virar as coisas contra nós... E sei que é difícil esconder o nosso verdadeiro estado de espírito Sad
Mas porque é que não podes falar com ela sobre os teus problemas? Achas que vai deixar de gostar de ti? Achar que a estás a pressionar?

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Re: Estou no limite

Mensagem por Tag em Qui Abr 25 2013, 14:44

Acho que a partir do momento em que ela se aperceba que é tudo o que tenho, nunca mais vai ser a mesma para mim. E sim, tenho um pavor de morte que ela me deixe e que a nossa amizade acabe.

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