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Uma espécie de sinopse de mim

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Uma espécie de sinopse de mim

Mensagem por Alice_Jones em Qui Abr 18 2013, 22:36

Olá a todos
Registei-me ontem no fórum e tenho lido alguns tópicos com que me tenho identificado muito.
Resumindo isto mesmo antes de começar a divagar, chego à conclusão com toda a lucidez e clareza que a única solução para mim é suicidar-me (ou morrer espontaneamente, porque sinceramente às vezes sinto-me num estado de tensão e desespero tais que acho que nem preciso me dar ao trabalho, um dia acabo mesmo por morrer subitamente de frustração e ansiedade).
Não me lembro de alguma vez ter tido sonhos ou ambições, talvez porque já sabia que sendo como sou, nunca nada resultaria. Desde que me conheço que sou socialmente incapaz, nunca falava com ninguém na escola, e aos trinta anos de vida sou uma miserável sem emprego, sem amigos, e com uma família que jamais compreenderia os meus problemas e, antes pelo contrário, me ridiculariza e me deita abaixo.
Não sou daquelas pessoas que sofreram grandes traumas e que não os conseguem ultrapassar; pelo menos que me lembre nunca sofri abusos sexuais ou bullying ou seja o que for. A minha família nunca teve dificuldades financeiras e nunca tive de fazer sacrifícios nesse sentido (mas também nunca fui consumista nem materialista ou daquelas crianças mimadas que têm tudo o que têm). Por essa razão, muitas pessoas subestimam a depressão acham que os meus problemas são absurdos e irreais.
Imagino que as pessoas achem que eu tenho uma vida santa, sem problemas, porque apesar de não ter emprego a minha família sustenta-me. Devem pensar que eu adoro viver às custas dos meus pais... -.-
Tenho dois amigos que adoro, mas não moram na mesma cidade que eu, e também não estou para os bombardear a toda a hora com os meus dramas. Desde que me lembro que tenho uma necessidade inominável e inexplicável de ter amigos, de ser aceite e compreendida por alguém. Ao longo da vida conheci algumas pessoas de quem gostei muito, mas acabaram sempre por sair da minha vida, nomeadamente as pessoas que me garantiram que nunca o fariam. Não sei o que fazer para mudar, para me tornar uma pessoa melhor e assim manter as pessoas na minha vida. Sinto-me uma inútil, uma porcaria qualquer que anda aqui. Não vivo, sobrevivo, arrasto-me pela vida à espera que ela passe depressa. Não sei fazer nada, não encontro emprego, e duvido que alguma vez trabalhe outra vez, porque entretanto acho que estou a desenvolver um ódio e uma psicopatia que não sei até quando consigo controlar. Há algum tempo que me sinto antropofóbica e que acho que estava bem era numa ilha deserta, mas o meu último emprego (do qual me despedi precisamente porque me estava a sentir enlouquecer e às vezes entrava numa espiral de raiva de tal ordem que nem sei como é que não me tornei a primeira mulher serial-killer de Portugal) arruinou-me a vida em todos os sentidos, nomeadamente no que referi sobre o ódio à sociedade. Já saí de lá em Julho, mas ainda sinto tremores ao pensar no que vivia lá. Eu sei que ninguém compreenderá isto, mas as pessoas às vezes são tão estúpidas, tão intolerantes, tão ignorantes, tão misólogas, que nem consigo descrever sem dizer aqui um chorrilho de palavrões. Não me quero fazer de vítima nem comparar o meu problema a problemas muito mais graves, mas acho que aquele emprego me provocou uma espécie de stress pós-traumático. Agora, qualquer emprego que pesquise ou ache que possa ser bom para mim, me recorda de tudo o que vivi no trabalho anterior (e sei que se falar dessa experiência às pessoas elas não vão perceber a gravidade da situação), e põe-me nervosa e com sintomas de ataque de pânico, fazendo-me adiar permanentemente o a procura de trabalho (e mesmo que seja chamada para entrevistas é claro que nenhum idiota contrataria uma pessoa como eu). Bom, nem vale a pena alongar-me mais nisto, porque já escrevi bastante, mas o busílis da questão é que me sinto completamente incapaz, totalmente vazia e despojada de interesse, sem esperança de que alguma coisa possa um dia vir a melhorar. Nem sei porque é que estou a escrever isto aqui; talvez tenha a esperança absurda de encontrar alguém com quem conversar, alguém que tenha tempo e paciência para tentar compreender-me... Mas sei que isso é impossível, e que hoje em dia nem eu própria já consigo expressar o que sinto em condições...
Peço desculpa se o texto estiver muito atabalhoado, mas também estou a perder a capacidade de raciocinar. (Escrevi tanto e sinto que não expliquei nem 1% do que me transtorna).
Obrigada e boa noite.

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Re: Uma espécie de sinopse de mim

Mensagem por Tag em Qui Abr 18 2013, 22:53

Também me registei ontem aqui e também para explanar o meu caso.
Neste momento nem a mim me consigo apoiar, portanto não sou de todo alguém que te consiga ajudar.
Por respeito, nem devia responder, mas depois de ler esse texto... compreendo tão bem, tão bem que até doi...

Tag

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Re: Uma espécie de sinopse de mim

Mensagem por Alice_Jones em Qui Abr 18 2013, 23:13

Sim, eu também li o texto que escreveste e identifiquei-me com muitas coisas, mas não respondi porque enfim, acho que não te ia acrescentar nada de novo, e não sou apologista de frases feitas tipo "Tu vais conseguir, eu sei que tu és forte", ou "é só uma fase", porque são coisas que geralmente me dizem e em vez de me fazerem bem ainda me fazem sentir mais irremediavelmente incapaz. Mas obrigada, e se precisares de conversar com alguém diz

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Re: Uma espécie de sinopse de mim

Mensagem por shibiuza em Sex Abr 19 2013, 09:12

Não menosprezando de forma nenhuma os vossos sentimentos e frustações, eu tenho outro entendimento, talvez por ser muito positiva.

Como já disse ao Tag, somos nós que definimos o nosso caminho e nossa maneira de estar na vida. Também compreendo que quando se inicia numa espiral decrescente, é cada vez mais dificil subir. Mas já tentaram ver as coisas numa outra perspectiva? Com luz? Darem a volta à vossa vida?
Vocês têm força para isso, têm é que a encontrar e se for necessária ajuda médica, porque não?

Mas eu acredito que tudo reside em nós e falo por experiencia própria!!

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Re: Uma espécie de sinopse de mim

Mensagem por Alice_Jones em Seg Abr 22 2013, 18:07

Eu costumava ir à psicóloga do IPJ, mas agora que tenho trinta anos, acho que já não estou na faixa etária que eles aceitam. Poderei encontrar essa ajuda no centro de saúde?

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Re: Uma espécie de sinopse de mim

Mensagem por shibiuza em Seg Abr 22 2013, 21:56

Alice_Jones escreveu:Eu costumava ir à psicóloga do IPJ, mas agora que tenho trinta anos, acho que já não estou na faixa etária que eles aceitam. Poderei encontrar essa ajuda no centro de saúde?

Eu penso que sim, é uma questao de te informares Very Happy
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Re: Uma espécie de sinopse de mim

Mensagem por Alice_Jones em Sab Maio 04 2013, 22:26

Vou a uma consulta na 4ª-feira

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Re: Uma espécie de sinopse de mim

Mensagem por Pedro_S em Dom Maio 05 2013, 13:52

Eu costumava ir à psicóloga do IPJ, mas agora que tenho trinta anos, acho que já não estou na faixa etária que eles aceitam. Poderei encontrar essa ajuda no centro de saúde?

Podes e tens todo o direito em recorrer ao psicologo que trabalha com os utentes dos centros de saúde da tua área. Fala com o teu médico de familia para te encaminhar para isso. Não te deixes desmotivar com o discurso feito de "háa, mas o Dr. Psicólogo está cheio de gente, é melhor ir a ele pelo seu consultório privado", explicas que não podes neste momento ter mais essa despesa e que tens tanto direito como os outros. Se tudo correr bem, até pode ser um psicólogo que te dês bem a a terapia, se não logo procuras outro, mas para já vale a pena tentar essa via.

Muita força

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Re: Uma espécie de sinopse de mim

Mensagem por Alice_Jones em Dom Maio 05 2013, 22:03

Sim, Pedro_S, para mim psicólogos em consultório privado está fora de questão, se me vierem com essa conversa mando-os logo bugiar. É a quinta vez que procuro a ajuda de um terapeuta desse género, e nunca resultou, nem sei para que é que ainda tento. O melhor e o que tem mesmo de ser é o suicídio, não tenho dúvidas

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Re: Uma espécie de sinopse de mim

Mensagem por shibiuza em Dom Maio 05 2013, 23:18

Suicídio?

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Re: Uma espécie de sinopse de mim

Mensagem por isaferreira em Seg Maio 06 2013, 10:24

Olá Alice, desculpa a minha expressão, "não sejas tonta", eu já passei por tudo isso, estou um pouco melhor, acredita mesmo. Já me tentei suicidar 3 vezes, já estive internada por causa disso, ando na psiquiatra do Centro de Saúde, mas tens que gostar de ti primeiro, (ás vezes eu dizia á minha mãe que não gostava de mim, e ainda não gosto, e ela dizia-me que era uma palermice, e eu respondia-lhe ´"lá porque sou eu, porque hei-de gostar de mim, se não faço nada de jeito?"), sabes que eu há anos que nem me consigo olhar ao espelho? só para me pentear. Mas não podemos pensar assim. Há sempre coisas para fazer, toda a gente no mundo tem um propósito, não é á tôa que estamos aqui, já pensas-te que enquanto pensas em suicídio há pessoas e crianças que queriam viver e estão a lutar pela vida? E essas pessoas, o que são mais do que tu, para terem o "direito" á vida e tu não? já pensas-te em fazer voluntariado, eu também quero fazer, se calhar vou ver que afinal sou uma felizarda por não passar por o que algumas pessoas passam sem quererem, e continuo com pensamentos tristes e destrutivos. Começa por coisas pequenas, olha á tua volta, há flores e animais, há gente boa, mesmo assim, eu também não me dou com ninguém, infelizmente as pessoas que vou conhecendo são um lixo, são falsas, etc, etc, como sabemos, mas por exemplo eu tenho que trabalhar, sempre vivi com a minha mãe, tenho 47 anos e ela faleceu há dois anos, eu nem comida sabia fazer, tem sido tudo muito difícil para mim, (ando na fase da lei da sobrevivência)as minhas colegas de trabalho também não deixam nada a desejar, sabes que há sempre competição nestes sítios, mas eu cá estou, uns dias nem vejo o sol, fico na cama todo o dia, e não quero ver ninguém, mas no outro dia lá tenho eu que vir trabalhar, arranjo uma justificação e tenho que vir porque infelizmente o trabalho é um mal necessário..., quase todos os dias venho para o trabalho "a arrastar-me", mas também penso que se não tivesse esta ocupação (que nem gosto) ainda era pior, pois pensava mais na minha auto destruição. E tu tens de pensar assim, estás a ver neste forum há muita gente mal, mas vamos trocando ideias e desabafando, não penses que és só tu, não penses que o suicídio é o melhor remédio, faz meditação, reiki, tenta encontrar uma coisa porreira para fazeres, hás-de encontrar algo, não entres no caminho de auto destruição, as pessoas que tu gostavas e te deixaram não eram teus amigos verdadeiros, por isso também não dês importância a isso, vai convivendo com gente sem contares muito com elas, mas para te ocupares e divertires, um dia no meio dessas pessoas há-de aparecer alguém especial. tem força, muita força, e fé, está bem? Faz um esforço por ti. Beijos
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Re: Uma espécie de sinopse de mim

Mensagem por Pedro_S em Seg Maio 06 2013, 12:57

Alice_Jones,

Não desistas, eu li o teu texto e percebi perfeitamente tudo o que falaste. Eu, tu e a maioria dos que aqui estão no fórum sabem melhor que ninguém o que é ter essa sensação horrível: de que não existe mais esperança, que a morte é a única solução. E em alturas que nos vamos mais abaixo essa sensação vem ao de cima e ficamos ali na fronteira, mas tens de pensar que isso seria aceitares a derrota e esse fim por muita paz que te fosse trazer finalmente ia trazer muita dor e tristeza à tua família. Eles não percebem de facto o que se passa, porque nunca vivenciaram isso, mas mesmo só como "espectadores" percebem que seja qual for o motivo, tu não estás bem, e querem o melhor para ti e estão do teu lado.

Já imaginaste como eles iriam ficar com isso? SEMPRE que sintas a tentação, e estiveres na fronteira, lembra te do que estou a dizer agora e faz um favor a ti mesmo e não desistas. Desistir inviabiliza tudo o que estamos todos nós aqui a fazer, que é dar luta a esta maldita doença.

Só na minha família já tive 2 suicídios, sei do que estou a falar.

Muita força, as melhoras

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Re: Uma espécie de sinopse de mim

Mensagem por Alice_Jones em Seg Maio 06 2013, 21:33

Obrigada pela colaboração

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Re: Uma espécie de sinopse de mim

Mensagem por isaferreira em Ter Maio 07 2013, 11:57

Olá Alicinha, tens o nome da minha filha, Very Happy postei este avatar no meu perfil mais por causa de ti, para leres quando estiveres mais em baixo, leres
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Re: Uma espécie de sinopse de mim

Mensagem por Alice_Jones em Ter Maio 07 2013, 21:26

Obrigada, senhora, a sua filha tem um nome muito bonito Smile

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Re: Uma espécie de sinopse de mim

Mensagem por isaferreira em Qua Maio 08 2013, 11:11

Obrigada, querida, não me chames de senhora, até me sinto mal, lol.
Estás melhor?
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Re: Uma espécie de sinopse de mim

Mensagem por Alice_Jones em Qua Maio 08 2013, 11:47

Eu acho que nunca estou melhor, às vezes não tenho é tão presente a ideia de suicídio, e distraio-me com outras coisas, mas depois vem tudo outra vez. Enfim, hoje tenho uma consulta com o médico de família e vou ver o que acontece.
Obrigada, pessoa Wink

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Re: Uma espécie de sinopse de mim

Mensagem por Vitor em Qua Maio 08 2013, 12:19

Olá Alice_Jones

Fiquei surpreendido ao ler o seu post e encontrar a palavra "suicídio". Em primeiro lugar quero pedir-lhe que faça um esforço, nem que tenha que ser enorme, que esse pensamento não apareça mais na sua cabeça. Em segundo lugar quero dizer-lhe que todos nós somos vítimas desta coisa horrível que é o "pensamento". O pensamento não é aquilo que você é na realidade; ele embora viva dentro de si, você é muito mais que o pensamento. O pensamento é como um vício, uma droga que vive connosco há muito tempo e o grande problema é que não sabemos ter controlo sobre ele. O pensamento vive de momentos passados e futuros, nunca se manifesta no presente, no AGORA. Repare que por vezes e por curtos períodos não estamos pensando em nada. Esses curtos períodos é o AGORA, o presente. E desta forma os pensamentos não nos deixam viver, não nos deixam ter a consciência do que na realidade somos, porque os pensamentos geram emoções e as emoções por sua vez manifestam-se no nosso corpo. Temos que aprender a controlar os nossos pensamentos. Como é que isso se faz? Por exemplo meditando: procure um lugar calmo livre de ruídos, sons e interrupções. Utilize um objeto, que pode ser uma vela ou outra coisa qualquer ponha à sua frente e mantenha o seu olhar e pensamento só nesse objeto. Inicialmente não conseguimos grande coisa mas aos poucos os resultados começam a aparecer. Veja esto vídeo, por favor,

http://www.youtube.com/watch?v=YpbFOhDsUSw

E se lhe for possível adquira o livro "O PODER DO AGORA" de Eckhart Tolle.
vai ajudar-lhe bastante.
Espero ter dado um pequeno contributo, mas o restante vai depender de si e das várias ferramentas que utilizar para tirar esses pensamentos negativos.

VOCÊ VAI CONSEGUIR ULTRAPASSAR ESTA FASE MENOS BOA.









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Re: Uma espécie de sinopse de mim

Mensagem por Alice_Jones em Qua Maio 08 2013, 18:47

Obrigada pela contribuição, Vitor Smile
Não é que eu queira pensar no suicídio, mas esse pensamento simplesmente faz parte do meu dia-a-dia. Nem sempre penso com tanta força, às vezes é só um pensamento periférico, como aqueles logotipos das televisões, que sabemos que estão lá, mas muitas vezes nem reparamos neles. Mas há quinze ou dezasseis anos que isso me passa pela cabeça muitas vezes. Não digo que penso na forma de o concretizar realmente, mas cheguei ao ponto em que concluo que é a única solução. Já não se trata de um pensamento que surge nas alturas de mais raiva ou desespero, é um pensamento contínuo e que me surge racionalmente e com toda a clarividência, mesmo quando tenho momentos um pouco mais alegres. Não é que eu queira morrer, mas simplesmente não consigo viver, ou pelo menos não consigo ter qualidade de vida. Eu sei que muita gente não compreende isto, porque não tenho nenhuma doença visível, nem nenhuma deficiência física ou assim, e portanto as pessoas acham que não sou menos do que ninguém para assumir o controlo da minha vida, mas eu não consigo mesmo fazer nada de bom por mim. O suicídio tornou-se já uma necessidade, não um acto de desespero, e tenho a sensação de que se não o concretizar sou muito mais cobarde.

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Re: Uma espécie de sinopse de mim

Mensagem por shibiuza em Qua Maio 08 2013, 18:53

Suicídio NUNCA é solução. Nunca!!

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Re: Uma espécie de sinopse de mim

Mensagem por Vitor em Qua Maio 08 2013, 20:35

Alice_Jones escreveu:Obrigada pela contribuição, Vitor Smile
Não é que eu queira pensar no suicídio, mas esse pensamento simplesmente faz parte do meu dia-a-dia. Nem sempre penso com tanta força, às vezes é só um pensamento periférico, como aqueles logotipos das televisões, que sabemos que estão lá, mas muitas vezes nem reparamos neles. Mas há quinze ou dezasseis anos que isso me passa pela cabeça muitas vezes. Não digo que penso na forma de o concretizar realmente, mas cheguei ao ponto em que concluo que é a única solução. Já não se trata de um pensamento que surge nas alturas de mais raiva ou desespero, é um pensamento contínuo e que me surge racionalmente e com toda a clarividência, mesmo quando tenho momentos um pouco mais alegres. Não é que eu queira morrer, mas simplesmente não consigo viver, ou pelo menos não consigo ter qualidade de vida. Eu sei que muita gente não compreende isto, porque não tenho nenhuma doença visível, nem nenhuma deficiência física ou assim, e portanto as pessoas acham que não sou menos do que ninguém para assumir o controlo da minha vida, mas eu não consigo mesmo fazer nada de bom por mim. O suicídio tornou-se já uma necessidade, não um acto de desespero, e tenho a sensação de que se não o concretizar sou muito mais cobarde.

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Se cometeres suicídio irás sofrer muito mais do que alguma vez possas imaginar. Olha que a vida não acaba aqui. Sei do que falo. em termos karmicos o suicídio far-te-á sofrer muito mais no "outro lado" do que aqui.
Para não mencionar o quanto e por quanto tempo irão sofrer aqueles que a ti estão ligados. Já pensaste nisso? Por favor compra o livro do Eckhart Tolle O Poder do Agora. Se não quiseres comprar posso enviar-te por email em formato PDF.



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Re: Uma espécie de sinopse de mim

Mensagem por Kathya em Qua Maio 08 2013, 20:36

Alice_Jones escreveu:. O suicídio tornou-se já uma necessidade, não um acto de desespero, e tenho a sensação de que se não o concretizar sou muito mais cobarde.

Na minha opinião... O suicídio não é um ato de coragem, mas sim de cobardia. Quem faz isso está pensando só em si mesma... Para tudo há solução, não há é para a morte. Estamos aqui por alguma razão e temos de lutar para sermos felizes...sair do escuro...VIVER!!
Cobarde é quem tem medo de enfrentar os problemas e de arranjar uma solução que não magoe os que rodeiam.

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Re: Uma espécie de sinopse de mim

Mensagem por shibiuza em Qua Maio 08 2013, 20:50

Vítor, podes enviar esse livro para o meu email? Smile

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Re: Uma espécie de sinopse de mim

Mensagem por Vitor em Qua Maio 08 2013, 21:44

Claro Shibiuza. Podes enviar por PM o teu email Very Happy

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Re: Uma espécie de sinopse de mim

Mensagem por Alice_Jones em Qua Maio 08 2013, 21:46

Então, mas as pessoas que estão ligadas a mim, neste caso a minha família, não me compreendem nem me aceitam como sou, e sinceramente contribuem em grande parte para eu querer acabar com tudo...
Mas eu percebo os vossos pontos de vista, palavra que percebo

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