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Desabafo longo de um hipocondríaco 'panicofilico' resumido.

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Re: Desabafo longo de um hipocondríaco 'panicofilico' resumido.

Mensagem por Pedro_S em Dom Jun 29 2014, 10:01

As escamas são de que cor? Prateadas ou acizentadas?

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Re: Desabafo longo de um hipocondríaco 'panicofilico' resumido.

Mensagem por Srhipocondria em Dom Jun 29 2014, 12:50

Entre o vermelho e o acizentado. Mas só escamam quando lhes mexo.
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Re: Desabafo longo de um hipocondríaco 'panicofilico' resumido.

Mensagem por Huan2 em Dom Jun 29 2014, 13:40

Srhipocondria, aconselho-te a ver em que partes o zyprexa actua e tens as tuas respostas:

" a olanzapina demonstrou afinidade pelos receptores de serotonina 5HT2A/C, 5HT3, 5HT6; dopamina D1, D2, D3, D4, D5; muscarínicos M1-5; alfa1-adrenérgico e histamina H1."

Isso dará resposta aos níveis das catecolaminas. Ele antagoniza esses receptores. Serotonina, Dopamina, muscarínicos (sub da Acetilcolina), histamina, Adrenalina.

Como nas análises que fizeste as catecolaminas, que será ;adrenalina, noradrenalina, dopamina. Como estavam os teus níveis de cada uma ? Tomavas o Zyprexa quando foste fazer as análises?
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Re: Desabafo longo de um hipocondríaco 'panicofilico' resumido.

Mensagem por Srhipocondria em Dom Jun 29 2014, 13:44

Na primeira análise ainda não tomava zyprexa e os níveis estavam baixos. Nas segundas análises já tomava (há poucos dias) e os níveis estavam todos no limite superior dos marcadores do laboratório.
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Re: Desabafo longo de um hipocondríaco 'panicofilico' resumido.

Mensagem por Srhipocondria em Qua Jul 02 2014, 23:26

Tinha uma colonoscopia total marcada para amanhã (tenho queixas já há mais de 2 anos), mas telefonei a desmarcar tudo pois fiquei com medo e, devido à ansiedade, sentia-me incapaz de fazer a asquerosa preparação. Não me sentia preparado para ser anestesiado também. Acho que me preciso estabilizar mental e psicologicamente primeiro para depois fazer os exames. Foi pelo melhor? Não sei!

Agora talvez volte a tentar só para Setembro ou Outubro (se tentar),altura em que volto ao continente e posso marcar pela ADSE. Se vier a descobrir, mais tarde, que de facto tenho uma doença... vou ficar lixado comigo próprio por não me ter forçado a fazer o exame, mas... o que passou, passou.
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Re: Desabafo longo de um hipocondríaco 'panicofilico' resumido.

Mensagem por Brick em Qui Jul 03 2014, 12:26

uma colonoscopia não é um exame qualquer, acho que fizeste bem em adiar para quando estiveres mais bem preparado.

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Re: Desabafo longo de um hipocondríaco 'panicofilico' resumido.

Mensagem por Srhipocondria em Seg Jul 07 2014, 00:26

Esqueci-me de dizer que fiz um holter 24h há pouco tempo e que detectou 4 arritmias supraventriculares e 1 ventricular. O que nem é muito para quem já teve 1500 há 6 anos atrás... Tenho tido os batimentos cardíacos baixos há uns 2 meses (por vezes menos de 60 bpm, normalmente tinha 80bpm)e, de repente, tenho taquicardias com sensações de desmaio e de morte eminente. Tudo acompanhado de uma sensação de desregulação no coração. Poderá este mal-estar e estas sensações de desfalecimento estarem, não relacionadas com o pânico e a ansiedade, mas com problemas cardíacos? Devo consultar um cardiologista? Tive também uma dor súbita e aguda debaixo do esterno há pouco tempo, e este ainda permanece dorido.

A verdade é que já fiz vários exames, mas o único que fiz após o começo deste mal-estar foi o holter 24h. Tenho imenso medo das arritmias, especialmente as ventriculares e sinto sempre o coração a bater estranho. E foi precisamente no início destes fenómenos cardíacos que a ansiedade e o pânico voltaram numa dose difícil de suportar. O que precede o quê?

E agora tenho uma viagem de avião para fazer e fico preocupado com as arritmias e este desconforto peitoral permanente.
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Re: Desabafo longo de um hipocondríaco 'panicofilico' resumido.

Mensagem por Srhipocondria em Sab Ago 16 2014, 15:50

Só para informar que permaneço a tomar 10 mg de escitalopram. Sinto alguns efeitos secundários, como secura da boca, dor de cabeça, petéquias no abdómen e braços, etc.

Ultimamente ando a ser pressionado para aumentar para os 20 mg recomendados pelo psiquiatra uma vez que cada vez estou a enterrar-me mais neste buraco sem fundo. Devo fazê-lo? No entanto, há cerca de 2 semanas, decidi deixar os 2,5 mg de olanzapina que estava a tomar (10 dias de desmame com 1,25mg) e desde então que tenho acordado cheio de suores, com dormência nos braços, carótidas e pernas, fraqueza extrema, sono leve e perturbado, depressão agravada, palpitações, vontade de estar deitado o dia todo, etc. Devem ser sintomas de descontinuação? Deverei voltar à olanzapina ou suportar estes sintomas (se forem causados por isto)?

Outra coisa que já está presente desde finais de Abril, mas que agora (últimas semanas) piorou muito, é uma sensação incrível de pressão na cabeça acompanhada de uma irritabilidade grave e extrema. Parece que tudo me irrita e que a cabeça vai explodir. É mesmo uma sensação horrível, sinto-me a perder o controlo. E acho que o diazepam só aumenta/causa ainda mais esta sensação. Pondero substituir pelo sedoxil, o que acham?

Ando também com ideação suicida e um desespero muito grande. Não consigo fazer nada do que gosto e tudo me causa mal-estar supremo. Por este andar qualquer dia vou ao hospital para me internar.
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Re: Desabafo longo de um hipocondríaco 'panicofilico' resumido.

Mensagem por Huan2 em Sab Ago 16 2014, 17:21

Diz-me quais os medicamentos todos que usas e em que fase estás de desmames ?

Ao ler este teu último texto, parece-me que seja da retirada da olanzapina. Foi rápido de mais.

O último pedaço era de 1,25mg. O que é ainda muito, por mais minúsculo que te pareça. Na última etapa da olanzapina tens que ir muito lentamente. Tirando bocados que mal se vêem. Para não sentires esses tais sintomas.

Mas gostava de saber os restantes medicamentos e que desmames andas a fazer. Pode ser agravado daí também.
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Re: Desabafo longo de um hipocondríaco 'panicofilico' resumido.

Mensagem por Srhipocondria em Sab Ago 16 2014, 18:01

Neste momento estou a tomar 5 a 10 mg de diazepam há vários meses (não me dou lá muito bem com ele), 10 mg de escitalopram há 1 mês e tal (para eventualmente subir para 20 mg) e, como disse, parei com a olanzapina (apesar do psiquiatra ter recomendado aumentar para 5 mg).

Pois, eu sei. Mas os comprimidos são tão minúsculos e eu sentia-me sem energia para andar a medir pesos em balanças de microgramas que parei assim de modo algo abrupto. Mas pensei que como não tomava assim à tanto tempo não ia sentir grandes efeitos de descontinuação. Neste momento também já não tenho comprimidos de 2,5 mg, só orodispersiveis de 5 mg. Devo parti-los a meio e tomar ou aguento-me à bronca a ver se passa?
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Re: Desabafo longo de um hipocondríaco 'panicofilico' resumido.

Mensagem por Huan2 em Dom Ago 17 2014, 00:29

Não, não, não... não deves aguentar-te a bronca nada.
Tens que fazer isso nas devidas condições. Se tens o de 5mg, partes o orodispersivel com cuidado para isso não se desfazer ao meio. Cortas uma metade ao meio e tomas.

Para não estares a mandar fora o resto, tenta colocar o resto dentro da lata maleável onde vem o comprimido, sem tirares o plástico debaixo e depois fechas os cantos, para o comprimido ficar outra vez selado, para no outro dia tomares mais 1/4.

Continuas com os outros medicamentos conforme estão.

Mas digo-te uma coisa, na minha opinião devias desmamar primeiro os outros medicamentos, visto que a olanzapina irá servir de suporte. Porque ao desmamares primeiro a olanzapina, não há medicamento, sem contar com alguns da família, que tape os efeitos da descontinuação.

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Re: Desabafo longo de um hipocondríaco 'panicofilico' resumido.

Mensagem por Story-of-my-life em Dom Ago 17 2014, 00:56

Tás no "olho" do furacão,segue os conselhos do Médico e espera que o furacão perca intensidade,eu só senti efeitos com o Escitalopram a 20 mg e esperei 2 meses para ver resultados( 8 dias a 10 mg,depois o resto a 20 mg),se for a tua primeira vez que o tomas pode ser que te sintas melhor em algumas semanas,cada um reage diferente..muitos sintomas teus,também os tive e sei que é um inferno,a falta de vontade de saír da cama,a pressão na cabeça,um sintoma bem conhecido de mim,etc,não me parece é que te queiram internar,eles querem lá saber que digas que sintas isso tudo,desde que te vejam entrar pelo teu pé. Nem queiras ser internado,li o relato de um jovem estrangeiro na net que escreveu que é um ambiente horrível e que em nada resolveu o problema dele,boa sorte,vais melhorar.
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Re: Desabafo longo de um hipocondríaco 'panicofilico' resumido.

Mensagem por Brick em Dom Ago 17 2014, 10:58

Só devias deixar a olanzapina quando o escitalopram estivesse a funcionar a 100%. Ia ser muito mais fácil.

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Re: Desabafo longo de um hipocondríaco 'panicofilico' resumido.

Mensagem por Srhipocondria em Seg Ago 25 2014, 02:33

Decidi não voltar a tomar. Até porque apanhei uma infecção manhosa pelo meio e não quis complicar ainda mais o meu estado. A infecção ou a descontinuação fez-me acordar a meio da noite com fraqueza no lado esquerdo do corpo, pressão imensa no peito e dormência nas carótidas. Tudo isto acompanhado de sensação de desmaio. Estive para ir ao hospital, mas deixei-me ficar e passei a noite em branco, mal disposto. Ainda vou ponderar se tomo o veneno da olanzapina outra vez.

No entanto, apercebi-me que posso estar há 4 meses a cometer um imenso erro e que pode estar directamente relacionado com muitos sintomas que tenho. Tomava ~0,75mg de sedoxil e passei para 5 a 10 mg de diazepam, posto isto tudo bem, as doses são mais ou menos equivalentes. Mas o problema está na forma como tenho tomado o diazepam. Como este se desfaz muito facilmente na boca tenho tomado por via sublingual, sempre pensei que ia dar ao mesmo. Mas, ao que parece, o diazepam precisa de ser metabolizado pelo fígado e quando o tomamos por via sublingual essa metabolização não acontece como devia. Resultado, a substância fica em concentrações bem inferiores no organismo!

A pergunta é: Será que é mesmo assim? Estarei a ter todos estes sintomas marados devidos a descontinuação involuntária de benzodiazepinas?
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Re: Desabafo longo de um hipocondríaco 'panicofilico' resumido.

Mensagem por Brick em Seg Ago 25 2014, 10:58

É possível. Ao tomares dessa forma tens uma actuação mais rápida mas talvez menos prolongada.


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Re: Desabafo longo de um hipocondríaco 'panicofilico' resumido.

Mensagem por deltaomega em Seg Ago 25 2014, 18:59

Boa tarde , na sequencia deste tópico , e peço desculpa por me estar a introduzir assim em tópico alheio gostaria de ouvir as vossas sugestões relativas á olanzapina. Curto resumo , andei a tomar anti depressivos , e benzos por algum tempo , (4 anos aproximadamente ) - as benzo por meio ano de inicio. Até á pouco tempo atrás vinha apenas vindo a tomar Mutabom M , sendo que nos últimos tempos e por ter sido descontinuado passei a fazer o desmame bem devagar . Nas ultimas 2 semanas estava apenas com 1/4 do mesmo - Mutabom M .  Estava a sentir-me bem mas nos últimos tempos não conseguia dormir e o meu médico em quem confio plenamente receitou-me a olanzapina 2,5mg . Dito isto gostaria de obter a opinião do Huan2 uma vez que pelo que já vi relatado noutro post já o tomaste e descontinuaste correto ?   Gostaria de saber concretamente se será difícil , mais difícil , ou tão difícil descontinuá-lo como um anti depressivo tricicliclo ? Sei que tudo depende de mim , mas foi.me receitado por estar com ansiedade extrema e para não cair no risco de ficar dependente de benzos. Ou seja , no fundo gostaria de saber se achas que tomando 1.25 ou 2.5 no máximo por umas semanas se se faz um desmame relativamente fácil ... Obrigado pela atenção.

PS- Relativo á perca de peso , gostaria tb de ouvir feedback e se com exercício físico e dieta ketogenica é possível contorná-la..,
Ao autor do tópico Boa sorte e Força para si.

deltaomega

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Re: Desabafo longo de um hipocondríaco 'panicofilico' resumido.

Mensagem por Huan2 em Ter Ago 26 2014, 15:04

Olá deltaomega !
A olanzapina faz-te bem a ansiedade e dormes que nem um anjo.

O desmame da olanzapina é bastante difícil. O teu médico está a atacar as tuas queixas de uma forma moderada (2,5mg). Mas lá está o clássico engano destes medicamentos todos que por aqui debatemos. Podem fazer sentir-te bem inicialmente, mas depois o que supostamente deveria ser a "cura" torna-se o problema.

A olanzapina abafa qualquer benzodiazepina ou AD de longe.

Fica ao teu critério, dei-te a minha opinião como ex-usuário de olanzapina.

Quanto a perca de peso, a olanzapina vai aumentar-te bem mais o apetite e vais ganhar ainda mais peso. Comigo não aconteceu, felizmente, mas conheço casos que isso lhe causou obesidade.

Escolhe uma alimentação mais cuidada, há inúmeras dietas por aí, mais uma vez apoio as mais alternativas.
Desporto: podes começar a fazer caminhadas, se conseguires, faz umas corridas. Andar de bicicleta. Preferencialmente pela  natureza.
Natação, dos desportos mais completos.
Pesquisa exercícios de alongamentos. E tenta fazer também algum desporto anaeróbio.

Força !
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Re: Desabafo longo de um hipocondríaco 'panicofilico' resumido.

Mensagem por Srhipocondria em Qui Set 11 2014, 03:14

Óptimo! Esta treta conseguiu apagar o post todo que estava a fazer... Não tenho energia para voltar a escrever as mesmas coisas. Nem me consigo exprimir bem. O que interessa é que as coisas têm estado péssimas, todos os dias são uma tortura, sinto-me amordaçado por um negrume inqualificável. Não consigo fazer nada do que gosto, e, quando o faço, fico frustrado e deprimido por só sentir sofrimento. Sinto-me terrivelmente doente, nada melhora a minha condição. A minha lista de sintomas é tão extensa (dezenas ou centenas), que vos poupo ao drama e ao tédio.

Ainda ontem fui correr e, como já suspeitava - uma vez que apenas ao caminhar parece que vou desmaiar -, fiquei cheio de dores no peito (imediatamente atrás do esterno), senti que ia desfalecer (vertigem descoordenação motora e desorientação espácio-temporal), entrei em arritmias aflitivas e tropecei por 2 ou 3 vezes. Eu sei que o meu coração não está bom, mas não tenho dinheiro para ir ao médico fazer um check-up como deve ser. E o médico de família não me quis passar para um cardiologista, alegando que já fiz muitos exames estes ano.

Adiante, numa altura em que devia estar a lutar pelos meus projectos de vida e a conquistar a minha independência, estou complemente dependente de pais e familiares quer financeiramente quer para fazer tarefas básicas. Sinto-me um incapaz, um diminuído, um frustrado e um desamparado. Sinto-me um parasita, um parasita em sofrimento. Estou a viver por viver, num palear de uma vida cheia de sonhos agora sem sentido. O que me desespera é não conseguir perceber como sair desta situação, aliás não me parece que haja maneira de o perceber. Algo de muitíssimo errado se passa comigo e não é falta de vontade - Talvez seja ter a vontade e não conseguir nem fazer a mais básica das actividades. Ter consciência do meu estado, do meu potencial e da minha actualidade transtorna-me.

Sinto-me um não-eu. Já não tenho perspicácia, inteligência ou espontaneidade. Sinto-me física e, sobretudo, intelectualmente limitado, e para quem faz (ou devia fazer) da sua vida pensar, nada é mais catastrófico do que reconhecer as limitações que surgiram. Refugio-me e escondo-me da ansiedade e sensação de alienação que me causa estar a conversar e a discutir com as pessoas. Já não me encontro com os meus amigos, não atendo telefonemas, não me prenuncio, custa-me falar e dói-me pensar. Estou extremamente isolado, ou estaria, se este eu fosse o meu eu - não me reconheço.

Tudo o que existe é uma sensação permanente, aflitiva e inquietante de irritabilidade extrema e incapacitante acompanhada de problemas físicos, ansiedade, despersonalização e depressão. Para juntar à festa a minha RM do crânio mostrou um quisto no cerebelo (que não estava lá há uns anos), ainda tenho de ir levantar o exame e falar com o neurologista. Mas nem para isso tenho energia. Fui antes ao psiquiatra, estive lá 1h30m, 20m dos quais a discutir a equivalência de dosagens entre a paroxetina e o escitalopram. Ele insistia que eram equivalentes em dosagens e eu dizia-lhe que não, que 10 mg de escitalopram equivalem a 20 mg de paroxetina. Como é que um psiquiatra não sabe isto? Mandou-me aumentar para 20 mg e voltar à olanzapina... É para já! Rolling Eyes

Estou tão fraco e debilitado que já me cansei de lutar. Já houve uma altura pior, em que andar 50 m fora de casa me parecia correr uma maratona duas vezes. Mas as melhorias são insignificantes, continuo limitado e sem conseguir fazer uma vida bela. Há vários meses que penso todos os dias no suicídio, isto que faço não é viver, é consumir oxigénio. Não vejo nenhuma saída e a cada dia que passa o meu potencial e as minhas experiências são diminuídas em probabilidade. Todos os meus amigos estão a fazer a sua vida, cheios de projectos, cheios de activismo social e de actividades culturais - e eu, eu estou nesta lástima, nesta nuvem negra indissipável.

Já nem consigo ler, ver filmes, ir a concertos, ir a exposições, nada... Não tenho criatividade e sinto-me extremamente mal e ignorante perante coisas que antes eram evidentes - estou esgotado. Só resta esta alienação, estes dias todos iguais e infrutíferos - esta espera da morte. E morrer? Se não fosse o sofrimento que iria causar a 2 ou 3 pessoas...
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Re: Desabafo longo de um hipocondríaco 'panicofilico' resumido.

Mensagem por Huan2 em Qui Set 11 2014, 09:43

é no que dá muita misturada. deixa lá a vida dos outros agora.

Vai melhorando certos aspectos, os que vejas mais fáceis de inicio. E deixa de pensar coisas parvas masé. Yes? Wink
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Re: Desabafo longo de um hipocondríaco 'panicofilico' resumido.

Mensagem por Story-of-my-life em Ter Dez 09 2014, 19:44

Srhipocondria escreveu:Óptimo! Esta treta conseguiu apagar o post todo que estava a fazer... Não tenho energia para voltar a escrever as mesmas coisas. Nem me consigo exprimir bem. O que interessa é que as coisas têm estado péssimas, todos os dias são uma tortura, sinto-me amordaçado por um negrume inqualificável. Não consigo fazer nada do que gosto, e, quando o faço, fico frustrado e deprimido por só sentir sofrimento. Sinto-me terrivelmente doente, nada melhora a minha condição. A minha lista de sintomas é tão extensa (dezenas ou centenas), que vos poupo ao drama e ao tédio.

Ainda ontem fui correr e, como já suspeitava - uma vez que apenas ao caminhar parece que vou desmaiar -, fiquei cheio de dores no peito (imediatamente atrás do esterno), senti que ia desfalecer (vertigem descoordenação motora e desorientação espácio-temporal), entrei em arritmias aflitivas e tropecei por 2 ou 3 vezes. Eu sei que o meu coração não está bom, mas não tenho dinheiro para ir ao médico fazer um check-up como deve ser. E o médico de família não me quis passar para um cardiologista, alegando que já fiz muitos exames estes ano.

Adiante, numa altura em que devia estar a lutar pelos meus projectos de vida e a conquistar a minha independência, estou complemente dependente de pais e familiares quer financeiramente quer para fazer tarefas básicas. Sinto-me um incapaz, um diminuído, um frustrado e um desamparado. Sinto-me um parasita, um parasita em sofrimento. Estou a viver por viver, num palear de uma vida cheia de sonhos agora sem sentido. O que me desespera é não conseguir perceber como sair desta situação, aliás não me parece que haja maneira de o perceber. Algo de muitíssimo errado se passa comigo e não é falta de vontade - Talvez seja ter a vontade e não conseguir nem fazer a mais básica das actividades. Ter consciência do meu estado, do meu potencial e da minha actualidade transtorna-me.

Sinto-me um não-eu. Já não tenho perspicácia, inteligência ou espontaneidade. Sinto-me física e, sobretudo, intelectualmente limitado, e para quem faz (ou devia fazer) da sua vida pensar, nada é mais catastrófico do que reconhecer as limitações que surgiram. Refugio-me e escondo-me da ansiedade e sensação de alienação que me causa estar a conversar e a discutir com as pessoas. Já não me encontro com os meus amigos, não atendo telefonemas, não me prenuncio, custa-me falar e dói-me pensar. Estou extremamente isolado, ou estaria, se este eu fosse o meu eu - não me reconheço.

Tudo o que existe é uma sensação permanente, aflitiva e inquietante de irritabilidade extrema e incapacitante acompanhada de problemas físicos, ansiedade, despersonalização e depressão. Para juntar à festa a minha RM do crânio mostrou um quisto no cerebelo (que não estava lá há uns anos), ainda tenho de ir levantar o exame e falar com o neurologista. Mas nem para isso tenho energia. Fui antes ao psiquiatra, estive lá 1h30m, 20m dos quais a discutir a equivalência de dosagens entre a paroxetina e o escitalopram. Ele insistia que eram equivalentes em dosagens e eu dizia-lhe que não, que 10 mg de escitalopram equivalem a 20 mg de paroxetina. Como é que um psiquiatra não sabe isto? Mandou-me aumentar para 20 mg e voltar à olanzapina... É para já! Rolling Eyes

Estou tão fraco e debilitado que já me cansei de lutar. Já houve uma altura pior, em que andar 50 m fora de casa me parecia correr uma maratona duas vezes. Mas as melhorias são insignificantes, continuo limitado e sem conseguir fazer uma vida bela. Há vários meses que penso todos os dias no suicídio, isto que faço não é viver, é consumir oxigénio. Não vejo nenhuma saída e a cada dia que passa o meu potencial e as minhas experiências são diminuídas em probabilidade. Todos os meus amigos estão a fazer a sua vida, cheios de projectos, cheios de activismo social e de actividades culturais - e eu, eu estou nesta lástima, nesta nuvem negra indissipável.

Já nem consigo ler, ver filmes, ir a concertos, ir a exposições, nada... Não tenho criatividade e sinto-me extremamente mal e ignorante perante coisas que antes eram evidentes - estou esgotado. Só resta esta alienação, estes dias todos iguais e infrutíferos - esta espera da morte. E morrer? Se não fosse o sofrimento que iria causar a 2 ou 3 pessoas...


Amigo,

Já equacionou a Electroconvulsoterapia ou a Estimulação magnética transcraniana?
Quem sabe,poderia fazer muita diferença..já que a medicação parece não arrancar essa situação que vive.

Diga qualquer coisa, pois este post (agora,que o li) revela intenso sofrimento, e eu sei o que é isso.

Espero que esteja melhor.
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Re: Desabafo longo de um hipocondríaco 'panicofilico' resumido.

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