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Tentando eliminar a fobia social pela aplicação da "intenção paradoxal", de Viktor Frankl

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Tentando eliminar a fobia social pela aplicação da "intenção paradoxal", de Viktor Frankl

Mensagem por Homem do Subsolo em Sab Maio 24 2014, 23:17

Amigos (sim, chamo a vocês -- desconhecidos -- de amigos, porque a troca de experiências que pude observar neste fórum me faz considerá-los meus amigos, companheiros de jornada, pessoas vivenciam no espírito o mesmo que eu. Observo aqui casos mais tristes e sérios que o meu, sem dúvida, mas espero que, além deste meu relato, possa trazer-lhes forças e esperança de uma vitória definitiva sobre essa maldita fobia social).

Primeiro, um relato breve do meu caso. Tenho 21 anos. A fobia social surgiu quando era adolescente (por volta dos 15 anos). Foi então que um medo desmedido de frequentar ambientes sociais se apoderou de mim. Sentia-me inquieto, nervoso, atordoado pela multidão de pessoas à minha volta. A fuga era à época a única maneira de aliviar o transtorno.

Já com 17 anos a fobia amainou. Comecei a praticar esportes, tive auxílio de uma psicóloga (sem remédios), passei a sair mais de casa e consequentemente ver mais pessoas. Graças a Deus tive -- sempre tive -- bons colegas, pessoas inexplicavelmente solícitas e gentis que me convidavam para conversar apesar de meu comportamento retraído, esquisito etc. A maioria deles tratava-me de maneira respeitosa, mas distante. Alguns deles realmente se aproximavam de mim de maneira gratuita. Admito que praticamente não sofri bullyng algum nesse período de minha vida, ao menos não guardo dele nenhuma lembrança amarga.  

Mas, tive uma recaída... Os laços de amizade que consegui, aos trancos e barrancos, construir foram destruídos quando conclui o ensino médio (ou colegial). Então cada qual foi para o seu lado. Uma vez imerso na universidade, era tudo novo. Tinha de recomeçar do zero. Mas não tive coragem nem boa vontade para isso. O medo cresceu: multidões de pessoas nas salas de aula, nos corredores, no saguão, no refeitório, em toda parte. Comecei a me isolar para encontrar alívio, mas isso só alimentou mais e mais meu medo e me tornou cada vez mais fraco e neurótico. Acabei me habituando ao comportamento neurótico e de certo modo aceitei viver como um doente. Pior: minha fobia social desenvolveu um sintoma físico descontrolado que a reforça. Assim, a ansiedade antecipatória desencadeia o sintoma temido, e o sintoma temido reforça a ansiedade antecipatória. É como estar preso à angústia inevitável, sem enxergar maneiras de sair. Um ciclo vicioso.

Para encurtar a estória entre essa fase confusa e a presente, comecei a estudar mais. Na escola nunca fui estudioso nem bom aluno. Mas tive depois a oportunidade de conhecer -- embora à distância -- uma pessoa cujo exemplo me estimulou a estudar o meu próprio caso e a lutar pela centralidade da minha psique, a ter a sanidade como ideal de vida.

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Re: Tentando eliminar a fobia social pela aplicação da "intenção paradoxal", de Viktor Frankl

Mensagem por Homem do Subsolo em Sab Maio 24 2014, 23:18

Segundo -- e mais importante. Agora tentarei compartilhar com vocês, da maneira mais consistente possível -- depois posso complementar --, algo que encontrei em meus estudos amadorísticos; mas algo que na prática me trouxe bons resultados contra a fobia e que me tem feito muito bem. Foi lendo os livros de Viktor Frankl, o psiquiatra austríaco que fundou a escola da Logoterapia, que tomei conhecimento da técnica terapêutica da INTENÇÃO PARADOXAL. Antecipando: é um experimento mental, é um exercício da força de vontade e coragem para o fóbico. A técnica tem por característica trazer o resultado imediato, no curto prazo. Dependendo do caso, o fóbico geralmente fica liberto da ansiedade no prazo de dias. Às vezes, semanas. Nos casos mais duradouros, meses. Eu testei comigo mesmo e afirmo: quando tive força de vontade, quando não cedi ao medo, me vi TOTALMENTE LIVRE da ansiedade! Ela simplesmente DESAPARECEU. Experimentei uma liberdade TAMANHA... Liberdade que não sentia desde a infância... A felicidade foi imensa. Quando você consegue, é como atingir a beatitude.

Vou agora transcrever o diagnóstico dado por Frankl para quem sofre de fobia social (quando li este trecho e alguns outros, foi como se alguém me entendesse perfeitamente e descrevesse de maneira translúcida a realidade que vivencio). Vamos a ele:

"Como se sabe, a neurose pode ser considerada em certo sentido e com certa razão como mecanismo de reflexo condicionado. A todos os métodos de tratamento psiquiátrico de orientação principalmente analítica, o que mais interessa é esclarecer conscientemente as condições primárias do reflexo condicionado, isto é, a situação interna e externa da primeira aparição de um sintoma neurótico. Mas nós opinamos que a neurose propriamente dita -- a neurose manifesta, a neurose já definida --, não é causada unicamente pela sua condição primária, mas por sua facilitação (secundária). Pois bem, o reflexo condicionado, que é como tratamos de conceber agora o sintoma neurótico, é facilitado pelo ciclo vicioso da angústia de expectativa. Sendo assim, se quisermos obstaculizar (em espanhol está “desfacilitar”) um reflexo se que introduziu, o que certamente se há de fazer é eliminar a angústia de expectativa, começando pela conduta indicada segundo o princípio que denominados "intenção paradoxal".

O que é a intenção paradoxal? Do que se trata? (Para neurose de angústia e neurose obsessiva):
"Pois bem, a tarefa da intenção paradoxal é romper os dois mecanismos do ciclo (vicioso) e desequilibrá-los. E isso se logra removendo-se, do temor do paciente, o vento que sopra em suas velas. Ou, como disse certa vez um paciente, "agarrando o touro pelos chifres". Mas há que se levar em conta que quem padece neurose de angústia tem medo de algo que possa lhe suceder, enquanto que quem padece de neurose obsessiva também tem medo de algo que possa fazer. Ambas as coisas são levadas em conta, se definirmos da seguinte maneira a intenção paradoxal:

Pede-se ao paciente que DESEJE para si precisamente aquilo pelo que sempre havia tido tanto medo (neurose de angústia), ou que o empreenda (neuroso obsessiva).

Como vemos, a intenção paradoxal se trata de uma inversão daquela intenção que caracteriza os padrões de reação patogênica, a saber, o padrão da "evitação" (ou fuga) da angústia e da obsessão, ou a luta como segunda padrão".

Observação: notem que o pedido é que desejemos, queiramos, ambicionemos, conscientemente, a situação ou a ação temida. E não que fujamos nem que lutemos. Lutar é opor-se. Pede-se que admitamos, aceitemos, queiramos que o medo se concretize da pior maneira. Daí o “paradoxal”.

Para quem leu até aqui, peço que fique calmo. Eu sou fóbico social e, quando realmente “peguei o touro pelos chifres”, me livrei da fobia na mesma hora.



Por ora, é isso! Espero ter ajudado. Agora preciso dormir. Caso alguém queira, posso mais tarde compartilhar os casos de aplicação da intenção paradoxal – alguns são realmente desconcertantes. Não digo que essa técnica seja uma fórmula mágica. Não é. Requer certa coragem – não de enfrentar – mas de desejar que o medo fóbico se realiza, por assim dizer. E não é aplicável a todos os tipos de transtornos. É tremendamente eficaz especialmente nos transtornos de ansiedade.

Para quem quiser adquirir o livro: http://www.amazon.com.br/Teor%C3%ADa-y-terapia-las-neurosis-ebook/dp/B00FOXWI8U/ref=sr_1_1?ie=UTF8&qid=1400972996&sr=8-1&keywords=neurosis+frankl

Abraço do Brasil! A propósito, sou um admirador de Portugal, de sua história e do patrimônio línguístico comum entre Brasil e Portugal, especialmente da literatura portuguesa que canta o peito ilustre lusitano!

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Re: Tentando eliminar a fobia social pela aplicação da "intenção paradoxal", de Viktor Frankl

Mensagem por FSL em Dom Maio 25 2014, 12:31

Obrigado pela partilha.

O ano passado tive o prazer de ler o livro:



em que ele conta a sua experiência nos campos de concentração. No fim do livro existe uma adenda sobre a logoterapia.

Quanto à técnica paradoxal, claro que é enfrentando o dragão que se mata o dragão.

Continua a partilhar coisas que eu gostei Wink

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Re: Tentando eliminar a fobia social pela aplicação da "intenção paradoxal", de Viktor Frankl

Mensagem por Homem do Subsolo em Sex Maio 30 2014, 04:04

Caro FSL, nos últimos dias não me tem sobrado tempo nem energias para partilhar aqui com vocês os casos de cura, pois estou em semana de provas na faculdade (entre fim dessa semana e a próxima). Mas, assim que tudo se ajeitar, voltarei a postá-los.

É claro que para quem tem um Kindle e comprou o livro na Amazon fica mais fácil. Infelizmente não encontrei nenhuma versão gratuita do livro na internet.

A intenção deste tópico era relatar os casos de cura para tomá-los como guia prático... Trocar experiências a respeito e nos ajudarmos uns aos outros.

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Re: Tentando eliminar a fobia social pela aplicação da "intenção paradoxal", de Viktor Frankl

Mensagem por Homem do Subsolo em Sex Maio 30 2014, 04:11

(E sobre o livro O homem em busca de sentido) É brutal e ao mesmo tempo magnífico. O que mais me chamou atenção nele foi a tremenda força de vontade e persistência dos prisioneiros judeus, que encontraram sentido para suas vidas dentro do campo de concentração.

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Casos de aplicação da INTENÇÃO PARADOXAL (VIKTOR FRANKL)

Mensagem por Homem do Subsolo em Qua Jun 04 2014, 06:52

Aí vão os casos de aplicação da intenção paradoxal:

Um caso de insônia e conseqüente vício por remédios soníferos:
Sadiq, a quien ya hemos citado, tuvo una vez en tratamiento a una paciente de 54 años que se había hecho dependiente de somníferos y que luego había sido ingresada en un hospital: «Hacia las diez de la noche salía de su habitación y me pedía un somnífero. Ella: “¿Me daría una píldora?” Yo: “Lo siento, hoy ya se me han acabado, y la enfermera se olvidó de pedir que me las repu sieran.” Ella: “¿Y qué voy a hacer yo ahora para dormirme?” Yo: “Hoy tendrá que pasarse sin somníferos.” Dos horas más tarde se presenta de nuevo la paciente. Ella: “Sencillamente no puedo.” Yo: “¿Qué ocurriría si usted volviera a echarse en la cama, y para cambiar intentase una vez no dormir, sino, al contrario, permanecer desvelada toda la noche?” Ella: “Siempre pensé que yo estaba chiflada, pero ahora me parece que usted lo está también.” Yo: “¿Sabe usted que a veces me divierte estar chiflado? ¿O no es usted capaz de entenderlo?” Ella: “¿Habla usted en serio?” Yo: “¿Qué es lo que hablo en serio?” Ella: “Que he de intentar no dormir.” Yo: “¡Claro que hablaba en serio! ¡Inténtelo una vez! Vamos a ver si es usted capaz de pasarse despierta toda la noche. ¿Qué le parece?” Ella: “Está bien.” Y cuando la enfermera entró por la mañana en la habitación para traerle el desayuno, la paciente no se había despertado todavía.» Hay también otra anécdota que vale la pena citar a propósito de todo esto.

Um caso de agorafobia:
Tenemos delante la carta de una mujer que durante 14 años padeció de agoragobia y que durante tres años se había sometido sin éxito a tratamiento psicoanalítico ortodoxo. Durante dos años la estuvo tratando un hipnotizador, y con ese tratamiento mejoró un poco su agorafobia. Tuvo incluso que internarse en un hospital durante seis semanas. Nada servía de remedio. En todo caso, escribe la enfermera: «Nada cambió realmente durante 14 años. Cada día de esos años fue el infierno.» Luego, las cosas se pusieron tan mal que al llegar a la calle quería darse la vuelta. Tan fuertemente la atacaba la agorafobia. Entonces, a esta mujer se le ocurrió lo que había leído en mi obra Man’s search for meaning, y se dijo para sus adentros: «Voy a demostrar ahora a toda la gente que hay a mi alrededor en la calle lo estupen damente que soy capaz de hacerlo todo eso: tener pánico y sufrir un colapso.» Y de repente se serenó. Continuó su viaje al supermercado e hizo sus compras. Pero, a la hora de llegar a la caja a pagar, le entraron sudores y se puso a temblar. Entonces se dijo: «Voy a demostrar ahora a ese cajero cómo sé sudar a mares. Se va a quedar boquiabierto.» Tan sólo en el camino de regreso se dio cuenta de lo serena que se había puesto. Y así sucedió en adelante. Al cabo de pocas semanas, esta mujer, con ayuda de la intención paradójica, era capaz de dominar hasta tal punto su agorafobia que a veces ni ella misma se podía creer que hubiera estado enferma. «Había probado muchos métodos, pero ninguno de ellos me proporcionó el rápido alivio que logré con el suyo. Creo en la intención paradójica, porque la probé por mí misma con la ayuda exclusiva de un libro.»


Claustrofobia:
La señora K. venía padeciendo por lo menos desde hacía 15 años de una grave claustrofobia, cuando vino a su consulta en Sudáfrica, por cierto una semana antes de que ella tomara el avión para Inglaterra, que es su patria. La señora es cantante de ópera y tiene que viajar mucho en avión por todo el mundo, para poder cumplir los compromisos de sus contratos. La claustrofobia se concentraba precisamente en el miedo a los aviones, los ascen sores, los restaurantes... y el teatro. «Se aplicó entonces la técnica de la intención paradójica de Frankl», se dice a continuación. Y de hecho Jacobs ordenó a la paciente que buscara las situaciones que desencadenaban su fobia y que deseara lo que tanto había temido siempre, a saber, morir de asfixia: «Quiero morir inmediatamente de asfixia», debía decirse a sí misma. «¡Vamos allá!» A esto se añadía el que se había instruido a la paciente en la relajación progresiva y en la desensibilización. Dos días más tarde se vio que la paciente era capaz, sin más, de entrar en un restaurante, de tomar el ascensor y de subirse incluso a un autobús. Cuatro días más tarde podía ir al cine sin sentir angustia, y previo su vuelo de retorno a Inglaterra sin angustia de expectativa. Contaba luego desde Londres que era capaz incluso, después de muchos años, de volver a viajar en metro. Quince meses después de aquel tratamiento tan breve, se vio que la paciente no sentía ya ninguna molestia.

Caso de depressão:
«Un jueves por la mañana me desperté deprimida, y pensé que ya no volvería a ponerme buena. En el transcurso de la mañana comencé a llorar y me encontraba sencillamente desesperada. Entonces se me ocurrió lo de la intención paradójica y me dije para mis adentros: Veremos todo lo deprimida que soy capaz de estar. Voy a llorar esta vez hasta inundar la casa de lágrimas. Y me imaginé que mi hermana llegaba a casa y me reñía: Pero, mujer, ¿a qué viene ese raudal de lágrimas? Eso me hizo tanta gracia que me puse a reír tanto que tuve miedo. Y no me quedó más remedio que decirme: la risa será tan molesta, que van a venir corriendo los vecinos para ver quién se está riendo tan estrepitosamente. Mientras tanto había dejado de sentirme deprimida; invité a mi hermana a salir conmigo. Eso era, como dije, un jueves. Y hoy estamos a sábado, y me siento magníficamente. El caso es que creo que la intención paradójica surtió su efecto hace dos días como un intento de llorar y de mirarme al mismo tiempo en el espejo. ¡Dios sabe por qué, pero desde ese instante no fue ya posible seguir llorando.»


Terror pânico de morrer por asfixia:
El señor T. había padecido durante doce años de su neurosis y se había sometido sin éxito al psicoanálisis y al tratamiento con electrochoque. Tenía miedo, sobre todo, de morir asfixiado, especialmente al comer, al beber o al cruzar una calle. Jacobs le instruyó para que hiciera precisamente lo que tanto había temido: «Empleándose la técnica de la intención paradójica, se le dio a beber un vaso de agua y se le dijo que tratara lo más posible de ahogarse.» Debía intentar, por lo menos tres veces al día, morir asfixiado. Se ejerció también la relajación. Durante la duodécima sesión, el paciente informó ya que se veía completamente libre de sus molestias.

Gagueira:
«Me pidieron que viera a un joven de Liverpool que era tartamudo. Quería dedicarse a la enseñanza, pero el tartamudeo y la docencia no se compaginan. Su mayor temor y preocupación era su vergüenza al tartamudear, de manera que sufría verdaderas agonías mentales cada vez que tenía que decir alguna cosa. Recordé que hacía poco tiempo había leído un artículo de Viktor Frankl, que escribía sobre una reacción de paradoja. Hice entonces las siguientes sugerencias: “Usted va a salir fuera este fin de semana, y va a mostrar a la gente lo bueno que es tartamudeando.” Vino a verme a la semana siguiente y evidentemente estaba contento porque su dicción había mejorado mucho. Dijo: “¿Qué cree usted que sucedió? Entré en una taberna con algunos amigos y uno de ellos me dijo: Creía que solías tartamudear; y yo le dije ¿Que yo hacía qué? Fue un ejemplo de cómo agarré al toro por los cuernos. Y la cosa tuvo éxito”.»

Outro caso:
Jores (l.c.) «trató a una paciente que vivía con la idea fija de que no dormía nunca lo suficiente. Estaba casada con un hombre que tenía importantes obligaciones sociales, de forma que no era raro que llegara muy tarde a acostarse. La mujer refería que eso lo había soportado siempre mal. En parte comenzaba ya por la noche, hacia la una de la madrugada, un acceso de dolores de cabeza; o, lo más tardar, comenzaba a la mañana siguiente. La eliminación de estos accesos de dolor de cabeza, relacionados con el hecho de esperar largo tiempo desvelada, fue posible mediante la intención paradójica. Se le recomendó a la paciente que se dijera para sus adentros: «Bueno, ahora vas a tener unos buenos dolores de cabeza.» Después de eso, los accesos de dolor de cabeza habrían cesado, como informa Jores.

Medo de entrevista de emprego:
«Tenía que presentarme en un lugar para celebrar una entrevista de la que dependía mucho para mí, porque había solicitado un puesto de trabajo, y si lo conseguía, podría llamar luego a mi mujer y a mis hijos para que vinieran a reunirse conmigo en California. Pero yo era muy nervioso y tenía que esforzarme enormemente por causar una buena impresión. Pero siempre que me ponía nervioso, comenzaban mis piernas a moverse convulsamente, y hasta tal punto que los presentes no podían menos de observarlo. Y así sucedió esta vez. Pero esta vez me dije: Ahora voy a forzar a esos malditos músculos a agitarse tan convulsamente, que ya no pueda estar sentado, sino que tenga que saltar y andar danzando por la habitación hasta que la gente crea que estoy bebido como una cuba. Esos malditos músculos se van a convulsionar hoy como nunca lo han hecho. ¡Hoy voy a batir el récord! Pues bien, durante toda la entrevista los músculos no se contrajeron ni una sola vez. Conseguí el puesto de trabajo, y mi familia vendrá pronto a California a reunirse conmigo.»

Tremores:
De un informe de Mohammed Sadiq tomamos el siguiente caso: «La señora N., paciente de 48 años, padecía de temblores hasta tal punto que era incapaz de sostener en sus manos una taza de café o un vaso de agua, sin derramar algo del contenido. Además no podía escribir ni mantener serenamente un libro para poder leer. Sucedió que una mañana estábamos los dos solos, sentados frente a frente, y ella comenzó de nuevo a temblar. Al verlo, me decidí a ensayar una vez la intención paradójica, y con verdadero humor. Comencé, pues, a decir: “¿Qué tal, señora N., si apostáramos a ver quién tiembla mejor?” Ella: “¿Qué quiere usted decir con eso?” Yo: “Veamos quién de los dos es capaz de temblar más deprisa y durante más tiempo.” Ella: “No tenía ni la menor idea de que usted padeciera también de temblores.” Yo: “No, no, en absoluto. Pero si quiero, soy, capaz también de temblar” (Comencé a hacerlo. ¡Y de qué manera!). Ella: “¡Caramba! ¡Usted es capaz de hacerlo más deprisa que yo!” (Y, entre sonrisas, comenzó ella a acelerar sus temblores.) Yo: “¡Venga, más deprisa, señora N.! ¡Tiene que temblar mucho más deprisa!” Ella: “¡Pero no soy capaz de hacerlo! ¡Cese usted! ¡Ya no puedo más!” Estaba realmen te cansada. Se levantó, fue a la cocina y volvió... con una taza de café. Se la bebió tranquilamente, sin derramar ni una sola gota. Cuando alguna vez vuelvo a atraparla temblando, no necesito más que decirle: “¿Qué, señora N., hacemos otra apuesta a ver quién tiembla más?” Y ella suele responderme: “Está bien, está bien.”

Outro:
«Llegó a mi consulta un joven con un grave tic de guiñar los ojos. Le sobrevenía ese tic, siempre que tenía que conversar con alguien. Como la gente solía preguntarle qué le pasaba, él se ponía cada vez más nervioso. Le envié a un psico analista. Pero regresó después de una serie de sesiones, para decirme que el psicoanalista no había podido encontrar la causa, y menos aún ponerle remedio. Entonces yo le recomendé que la próxima vez que hablara con alguien, guiñase los ojos lo más posible, para mostrar a su interlocutor lo bien que sabía hacerlo. El pensaba que yo debía de estar loco, por darle tales recomendaciones, porque eso lo único que conseguiría sería agravar su estado. Y se fue. Durante unas cuantas semanas no volvió a aparecer. Pero un día volvió y me contó, todo entusiasmado, lo que entretanto le había sucedido: Como no le había parecido nada bien mi propuesta, no pensó ni por un momento en ponerla por obra. Pero el tic del parpadeo se fue agravando. Una noche, al recordar lo que yo le había dicho, se dijo para sus adentros: Ya he probado todo lo que había que probar, y nada ha dado resultado. ¿Qué podrá pasarte, si pruebas una vez lo que ése te ha recomendado? Y, al día siguiente, se propuso guiñar los ojos lo más posible, con el primero que se encontrase. Para su gran sorpresa, no fue capaz —ni lo más mínimo— de hacerlo. Desde entonces no volvió a verse ya en él el tic de guiñar los ojos.»


Última edição por Homem do Subsolo em Qua Jun 04 2014, 07:01, editado 1 vez(es)

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Re: Tentando eliminar a fobia social pela aplicação da "intenção paradoxal", de Viktor Frankl

Mensagem por Homem do Subsolo em Qua Jun 04 2014, 06:59

That's all.

Então, ninguém aqui nunca tentou essa técnica?

Passados os dias angustiantes das provas, vou voltar a aplicá-la. Para mim é a única saída. É também o único modo que encontrei de me livrar, de uma vez por todas, da fobia social; em que pude experimentar a serenidade. Pessoalmente não acho que a receita de remédios (ansiolíticos) por psiquiatras ajude. Sou leigo na matéria, mas não quero isso para mim. Partilho então com vocês os resultados dessa técnica (livre de remédios).

Abraços.

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Re: Tentando eliminar a fobia social pela aplicação da "intenção paradoxal", de Viktor Frankl

Mensagem por Homem do Subsolo em Qui Jun 05 2014, 14:39

Ninguém?!  Crying or Very sad 

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Re: Tentando eliminar a fobia social pela aplicação da "intenção paradoxal", de Viktor Frankl

Mensagem por FSL em Qui Jun 05 2014, 20:12

É uma abordagem interessante. É ao enfrentar os medos que se consegue livrar das fobias. O desdramatizar as situações e consequentemente vivenciá-las é muito mais eficaz que medicações que a longo prazo não tratam estas condições e ainda as pioram.

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Re: Tentando eliminar a fobia social pela aplicação da "intenção paradoxal", de Viktor Frankl

Mensagem por thiagochaise em Qua Jun 11 2014, 23:43

Já fez TCC com psicólogo? também sou portador da FS, e obtive uma melhora absurda com medicação! Agora estou finalizando o desmame e até agora tudo parece ok, tirando a abstinência dos medicamentos. Abraço!!!

thiagochaise

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Re: Tentando eliminar a fobia social pela aplicação da "intenção paradoxal", de Viktor Frankl

Mensagem por Homem do Subsolo em Sex Set 05 2014, 04:49

Recaída. Sinto que estou definhando... Sentimento inexistente aos outros em torno, mas com que me defronto todos os dias. Sensação de lutar sozinho contra um temor que me agride, consome, paralisa, desorienta, que quer me matar.

Fica aqui esse breve relato mórbido.


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Re: Tentando eliminar a fobia social pela aplicação da "intenção paradoxal", de Viktor Frankl

Mensagem por Brick em Sex Set 05 2014, 17:35

Tudo passa! O que tens feito para sair disso?

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Re: Tentando eliminar a fobia social pela aplicação da "intenção paradoxal", de Viktor Frankl

Mensagem por Homem do Subsolo em Sab Set 06 2014, 20:40

Prezado Brick, uma coisa que a experiência me diz nesse tipo de transtorno é que, tudo a que fujo e fecho os olhos contribui para me derrotar no final.

É preciso agir, tens toda razão.

E o que tenho feito é enfrentar as situações em que o medo ataca. Desejar interiormente que ele surja logo, e que os malditos sintomas apareçam junto. Rio-me interiormente dele, distancio-me dele, sem temor.

Há vezes em que isso funciona e sinto-me reintegrado à realidade, outras não.

A solidão me enfraquece muito e isso requer de mim uma "força individual", uma coragem interior que me faltam muitas vezes...

Nos momentos de quase pânico, tomo uns comprimidos de Ritmoneuran.

Tenho parado de fumar cigarros e tomar café.

Tento às vezes dar atenção aos outros quando me falam para esquecer-me inteiramente. (Agora penso em fazer trabalho voluntário, como um colega daqui sugeriu).

Houve dias em que sai de casa acompanhado. Quem me acompanha diz não perceber nada de errado. Todo desarranjo deve ser interno - apesar dos sintomas externos...

Um outro problema é que meu caráter é uma droga. Tenho exacerbado amor-próprio. Levo-me a sério demais. Sou desconfiado e ressentido, sensível a ninharias.

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Re: Tentando eliminar a fobia social pela aplicação da "intenção paradoxal", de Viktor Frankl

Mensagem por Homem do Subsolo em Sab Set 06 2014, 20:41

Agora respondendo ao Thiago. Desculpe-me. Estive tão centrado em aplicar a intenção paradoxal, que desconsiderei outras abordagens de cura. Se não der certo, buscarei um psicólogo para fazer essa terapia.

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Re: Tentando eliminar a fobia social pela aplicação da "intenção paradoxal", de Viktor Frankl

Mensagem por Homem do Subsolo em Sab Set 06 2014, 20:58

Agora penso em praticar esportes ao ar livre. Talvez tênis, ou andar de bicicleta.

E, como todo desarranjo está em mim, sinto muita necessidade de um olhar externo. Alguém que me acompanhe nas situações fóbicas. Ou alguém do meu círculo de convivência em quem confie -- sabem, nós brasileiros somos muito fofoqueiros, e não me agrada a idéia do meu principal problema tornar-se matéria de "causos" por aí...

Penso em pedir esse feedback a um professor que admiro na universidade em que estudo. O que acham?






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Re: Tentando eliminar a fobia social pela aplicação da "intenção paradoxal", de Viktor Frankl

Mensagem por Brick em Sab Set 06 2014, 21:43

Eu quando tinha essas fobias não pensava em mais nada, e acompanhado sentia-me melhor. Sentia-me ainda melhor se tivesse alguma "âncora", ou seja, num local de trabalho por onde passei, conheci uma psicóloga que mais tarde acabou por ser uma tábua de salvação, mesmo não requerendo os serviços dela, só o facto de saber que ela estava ali era um alívio enorme. Se achas que podes fazer o mesmo com o teu professor tudo bem, eu optava antes por alguém mais próximo, uma colega, sei lá.

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Re: Tentando eliminar a fobia social pela aplicação da "intenção paradoxal", de Viktor Frankl

Mensagem por Homem do Subsolo em Dom Set 07 2014, 00:29

Sim, Briks! Imagino o quão aliviante deve ser isto...

Na minha turma existe uma moça com quem faço curso já há alguns anos. É a pessoa mais próxima. Mas tenho pouquíssimo traquejo com mulheres, sabe? Temo ademais que ela espalhe o meu caso a outras pessoas... Ou é só desconfiança minha?

Há um outro colega, esse conheci mais recentemente, muito expansivo e amigável. Mas que conheço há pouco tempo, como disse...

O que achas?




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Re: Tentando eliminar a fobia social pela aplicação da "intenção paradoxal", de Viktor Frankl

Mensagem por Brick em Dom Set 07 2014, 10:41

Acho mais provável o teu amigo espalhar a notícia do que a tua amiga, assim aproveitas e vais traquejando com mulheres e ao mesmo tempo perdendo esse medo.

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Re: Tentando eliminar a fobia social pela aplicação da "intenção paradoxal", de Viktor Frankl

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