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E quando somos o nosso maior inimigo?

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E quando somos o nosso maior inimigo?

Mensagem por CMSilvas em Dom Set 14 2014, 11:07

Olá, bom dia:)

Antes de mais obrigada por me terem aceite neste forum, aliás é a primeira vez que vejo realmente utilidade num formato destes, visto que muitos de nós andamos em permanente inquietação, sem saber ao certo porquê. Digamos, não conto encontrar a solução para o meu problema neste forum, mas uma partilha e isso ajuda sobremaneira. Por hoje, não gostaria de começar a explanar a minha real situação clínica (talvez porque tenha metido na cabeça que demasiado tempo ao computador angustia-me ainda mais), por isso vou pegar no assunto pela rama, em tom de desabafo, depois irei sair um pouco e aproveitar o belo dia e tentar esquecer todo este mau estar que me tolhe a razão. Mas, numa próxima vez, terei muito gosto em falar-vos do meu real problema.

O que vou dizer, não é em meu abono, mas tenho a mania que sou 'esperta' e talvez por isso um dia (talvez há um mês atrás) tenha decidido limpar o organismo de todo e qualquer medicamento. Tomava Seroxat, soube desde sempre que em certos países é ilegal e mesmo proibido em especial para administrar a crianças e adolescentes, mas nunca tive qualquer problema com Seroxat. Por isso, tomá-lo desta última vez foi como um 'cry for help', já tinha andado com Prozac (que foi bom mas depois o organismo habituou-se), tive uma horrível experiência com o Zoloft (se bem que a critica é muito abonatória a este fármaco, o que só prova que cada caso é um caso), então depois do regresso ao Seroxat (talvez por três meses) pensei que resolvesse (e talvez ainda pense) estas minhas terríveis oscilações de humor.

Literalmente, meti os comprimidos de lado e não os voltei a tomar, ando assim há um mês e o que dizer? Não estou bem.
Para tentarem perceber-me, sou extremamente ponderada, calma, boa ouvinte, boa conselheira e tenho aquela característica que por defeito falha à maior parte dos portugueses (tolhidos pelos nervos), quando o plano A não corre de feição, têm dificuldades em remediar um plano B, C, ou D, em apenas alguns minutos. Eu era tudo isto, mas agora não faço ideia quem sou. Sinto-me odiosa, intolerante, agressiva, capaz de partir coisas, atirá-los à bruta e ontem ao volante do carro tive muito medo de mim. Quando cheguei a casa e barrava uma carcaça com manteiga, olha para a serrilha da faca e sei porque o fiz, o pensamento ocorreu-me 'porque não?'. Depois sozinha na cama, chorei como um bebe, alto e com muita vontade, e quando o meu parceiro chegou fingi que dormia para que ele não se apercebesse de nada.

Hoje é outro dia, e sinto-me exactamente na mesma. O meu plano B, é ir à rua, beber um café, olhar o céu que não estando limpo aprecio-lhe as formas das nuvens cinzentas, talvez por isso veja encantos em todas as estações do ano. Mas eu sei, que à mínima pedra que se enfie no meu sapato, vou estoirar. Basta o mínimo e transformo-me numa louca que atira coisas ao ar e levanta a voz sem razão. Porque a minha patologia se trata de adição (falarei disso noutro dia), tento viver um dia de cada vez. É só hoje, digo. Mas hoje não está fácil (tal como os 'ontens' também não) e penso, não valerá a pena voltar ao Prozac, que foi de longe a medicação que mais me equilibrou? Ou estarei a ir pelo caminho mais fácil e o cobarde, e como uma mulher feita, devo apenas assumir as consequências? Serei realmente aquela mulher odiosa e os medicamentos são apenas uma camuflagem para a real 'besta' que sou enquanto mulher, filha e namorada.

Obrigada uma vez mais. E se estão por Lisboa, passem por Alcântara, há por lá uma feira bem gira no LxFactory. Ver gente às vezes faz-nos esquecer desta gente (que não somos nós) mas nos atormenta a cada silêncio, a cada apagar da luz.

beijinhos e abraços a todos.

Claudia
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Re: E quando somos o nosso maior inimigo?

Mensagem por Brick em Dom Set 14 2014, 11:23

Olá! Bem-vinda ao fórum! Ao ler o teu testemunho lembrei-me de quando estava a descontinuar o seroxat, o meu pai tinha uma faca (de cortar presunto nos casamentos) em cima do armário, aquela faca para mim deixou de ser uma simples faca e passou a ser o gatilho das ideias suicidas, via-a como uma arma, mas nunca passou disso, uma ideia apenas.

O que sentes é normal, e para quem largou o seroxat abruptamente parece-me que estás até muito bem, contudo a descarga completa pode vir dentro de alguns meses, esperemos que não.

Continua a distrair-te, tenta não dar muita importância que o tempo trata do resto.

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Re: E quando somos o nosso maior inimigo?

Mensagem por Gustavo BS em Dom Set 14 2014, 17:04

Pelo que eu li, procuraste ajuda apenas em medicamentos, acredito que um psicólogo ajude, por mais que não vá resolver o problema em si, já que é uma questão mais psiquiátrica, um psicólogo pode te ajudar a lidar melhor com ele.
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Re: E quando somos o nosso maior inimigo?

Mensagem por CMSilvas em Seg Set 15 2014, 10:55

Olá Gustavo, o assunto 'psicóloga' daria pano para mangas. Sem querer desrespeitar a tua opinião, creio até que um psicólogo seria de grande ajuda para muitas pessoas, não creio ser o meu caso. Sim, já tentei um psicólogo e até psicanálise e sinceramente, senti-me ofendida, um atentado à minha inteligência. Mas, como neste forum chegamos todos à mesma conclusão, cada caso é um caso, creio que possa funcionar com outros. Eu tenho um grande sentido auto-critico e auto-conhecimento, conheço-me por dentro, por fora e do avesso, são 37 anos a olhar para o mesmo umbigo e muita sede de compreender certos fenómenos produzidos pela psique humana. Em breve explicarei o meu 'estado clínico', porque me parece ser útil a que outras pessoas a quem lhes detectam depressões, talvez possam ter outra coisa (até um pouco mais simples) ou com outros contornos.

Obrigada pela resposta Gustavo. Hoje é outro dia, chove, mas vesti a minha melhor roupa e sai de casa logo às 6 da manhã com atitude de 'vencedora'. A atitude conta, mas às vezes não é tudo. Continuo a dar o meu melhor.

Até já, caro(a)s:)

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Re: E quando somos o nosso maior inimigo?

Mensagem por cepp em Seg Set 15 2014, 14:17

há psicologos e psicologos, eu fui a uns 3 ou 4 cada um pior que outro, então houve um que até fiz queixa dele na ordem dos psicologos, devido a maneira como me tratava, ou não tratava, mas não vamos ver que é tudo mau, existem psicologos e psiquiatras bons, e com ceretza no teu caso precisavas d ambos os acompanhamentos. A psicanalise é boa mas demora muito tempo até fazer efeito, uns 5 anos até uma pessoa estabilizar totalmente. Eu tb fiz psicodrama, pouca gente conhece mas é muito bom.

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Re: E quando somos o nosso maior inimigo?

Mensagem por CMSilvas em Seg Set 15 2014, 19:56

Especialmente a psicanálise é muito cara, da minha experência, no fim das contas era um ordenado no final do mês. Se acreditasse, talvez não me custasse o 'sacrificio financeiro' mas saía das sessões profundamente irritada por achar que para desabafar prefiro os meus amigos. No entanto fiquei curiosa sobre psicodrama, podes falar um pouco disso ou até abrires um novo tópico.

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Re: E quando somos o nosso maior inimigo?

Mensagem por cepp em Seg Set 15 2014, 23:44

CMSilvas escreveu:Especialmente a psicanálise é muito cara, da minha experência, no fim das contas era um ordenado no final do mês. Se acreditasse, talvez não me custasse o 'sacrificio financeiro' mas saía das sessões profundamente irritada por achar que para desabafar prefiro os meus amigos. No entanto fiquei curiosa sobre psicodrama, podes falar um pouco disso ou até abrires um novo tópico.  

O psicodrama era um grupo criado por 4 ou 5 pessoas geralmente em que dramatizamos o nosso dia a dia, fazemos teatro dos nossos medos, nossas manias, dos nossos problemas, td acompanhado por uma equipa de psicologos. Eu gostei imenso e vi lá casos de pessoas com melhorias brutais. Axo que devias ver e tentar Smile

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Re: E quando somos o nosso maior inimigo?

Mensagem por CMSilvas em Ter Set 16 2014, 11:49

Acho essa ideia absolutamente genial!
E vai até de encontro uma das minhas técnicas para afastar estas nuvens negras que pairam (por vezes) em cima da nossa cabeça, falar ao espelho. Sou filha única e sempre me habituei à solidão, gosto dela e na maior parte das vezes é a melhor amiga que posso ter. No entanto, com a idade a técnica foi-se perdendo (ou afastando do espelho) para outras, menos artísticas (diga-se assim), porque embora quem goste de mim faça questão de escutar os meus desabafos, mas eu sinto-me francamente ridícula a dar 'tempo de antena' a problemas que apenas estão na minha cabeça, 'fantasminhas' tolos, medos que me manipulam.

Então e essas sessões acontecem onde?

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Re: E quando somos o nosso maior inimigo?

Mensagem por Helena1974 em Ter Set 16 2014, 20:39

ola Claudia, como te entendo...as tuas palavras podiam bem ser as minhas, à excepção do nome das drogas...devemos ter uma costela comum. O problema deve ser mesmo esse "pensar que somos espertas"...

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Re: E quando somos o nosso maior inimigo?

Mensagem por FSL em Ter Set 23 2014, 00:24

Olá. A fase pós desmame, quando ficas mesmo a zero em termos de medicação, é mesmo uma fase complicada das nossas vidas. O teu relato de sintomas tem muito a ver com descontinuação: as mudanças de humor com esses mini tornados de agressividade vs tristeza, os pensamentos intrusivos e repetitivos sobre mutilação e fobia do impulso, são frequentes em quadros de desmame. Sintomas de um cérebro que está a tentar se recompor e como disse o brick ootempo é o teu melhor aliado. É viver um dia de cada vez, e nos dias em que a coisa aperta, tentar respirar fundo e que o próximo dia venha rápido. Força!

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Outubro 2015 9mg de Escitalopram 3.0mg de Bromazepam ----- Novembro 2015 8,1mg of Escitalopram 3.0mg de Bromazepam
Marco 2016 5mg de Escitalopram 3.0mg de Bromazepam ---- Julho 2016 2,70mg de Escitalopram 3.0mg de Bromazepam
Agosto 2016 2,42mg de Escitalopram 3.0mg de Bromazepam --- Setembro 2016 2,27mg de Escitalopram 3.0mg de Bromazepam --- Outubro 2016 2,12mg de Escitalopram 3.0mg de Bromazepam --- Novembro 2016 1,97mg de Escitalopram 3.0mg de Bromazepam
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Re: E quando somos o nosso maior inimigo?

Mensagem por Kity em Sab Nov 01 2014, 16:05

Concordo com o que o FSL disse e acrescento...faz algo que realmente gostes, ocupa a tua mente....tenta te conhecer, pensa que só usas-te os medicamentos como bengala, agora não precisas mais e vais conseguir levar a tua vida avante! Força!
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Re: E quando somos o nosso maior inimigo?

Mensagem por Panda em Seg Nov 24 2014, 15:28

Compreendo.te apesar de nao tomar nada nem ter pensamentos suicidas. Fico frustrada por nao conseguir sair disto.

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lrazepam ajuda por favor

Mensagem por catarina em Sab Jan 03 2015, 01:56

Ha 4anos que tomo lorazepam 2,5mg em primeiro tomava 3 comprimido reduzi para um e tive um ataque em setembro de 2014. Desde de ontem que tenho tirado só um pouco do comprimido mas não tenho balança para pesar por isso gostava de saber cimo reduzir a quantidade e como faço por favor alguém me ajude. Tou com medo que me ideia mais um ataque ao reduzir mas essa medicacao esta a matar me sinto me péssima sem forcas e luto contra issso sozinha sem ninguém saber ninguém mesmo o medico vai querer tirar a medicação tudo como vou conseguir receitas? Sinto me ao menos feliz por reduzir dois comprimidos e só esta a tomar um alguma opinião?

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Re: E quando somos o nosso maior inimigo?

Mensagem por superunknown em Sab Jan 03 2015, 13:02

fizeste bem reduzir catarina, enquanto é tempo, sem receitas medicas é que vai ser dificil, tenta largar os medicamentos, por mais que custe, mas tenta, desporto de manha, acordar cedo e levantar cedo, faz a tua vida normal mas com desporto e uma rotina saudavel. Força catarina

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Re: E quando somos o nosso maior inimigo?

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