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Ser a pessoa mais sozinha do mundo

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Ser a pessoa mais sozinha do mundo

Mensagem por Vicent_Vega em Qui Jan 08 2015, 21:36

Não tenho com quem falar.

Há pessoas que sabem tocar violino, outras saxofone, outras piano. Há pessoas que estudam afincadamente, que se dedicam a algo – vão tornar-se médicos, engenheiros, psicólogos, jornalistas, advogados, sei lá o quê. Há pessoas que justificam a existência de palavras como “talento” ou “dom”. Pessoas que não precisam inventar uma razão para levantar da cama, para existir.

Eu sinto-me no extremo oposto disso. Não tenho nada, não sei o que fazer, não tenho força de vontade. Só tédio, um incomensurável tédio que está na essência de todas as benditas coisas desta porra que é a minha vida. Está a acabar a minha folga e não fiz nada do que tinha pré-estabelecido – não passei mais tempo fora de casa, não fui passear, não nadei, não corri, não fui à faculdade, não falei com pessoas, não sai do casulo. Passei a minha preciosa folga entre lençóis, almofadas e água quente. Tomei vários banhos por dia sempre à procura daquela sensação de conforto que foi perdendo a força, tantas foram as vezes que eu lá me enfiei na banheira, pus o chuveiro a bater a água bem quente em cima da minha cara, ou das minhas costas, enquanto eu sentava em posição fetal na banheira. Fiz refeições a horas tortas, na secretária do computador no quarto ou na cama mesmo. Engoli a paroxetina, engoli as vitaminas sargenor e nada. Essa sensação de incapacidade de me dedicar fosse ao que fosse, o tédio monumental e a infelicidade desesperadora levaram-me a procurar um escape. Não bebi, porque passei por más experiência recentemente nesse campo, então simplesmente fui em busca da alienação. Precisava de algo forte, filmes ou séries que me levassem para longe, que conseguissem fazer com eu esquecesse de mim mesmo. Queria anular-me. Mas nada, não encontrei nada. Dos meus livros, filmes e séries preferidos já não pude recorrer. Já voltei a eles demasiadas vezes para continuar a encontrar o efeito mágico intacto, como se fosse a primeira vez. Então fui à procura de algo novo. Não costumo ter sorte, mas lá encontrei uma serie produzida pela amazon, uma coisa que só se saca da cartola fuçando pela net. Não foi uma experiência retumbante, mas uma experiência de magia simples, se não mesmo simplória. A série é “Mozart in the jungle”, livremente inspirada num livro homónimo que eu tenho e que curiosamente há uns anos larguei no começo por não estar a achar piada. Coisas da vida.

Já vi os episódios disponíveis, já acabou. E eu sabia que ia acabar, sempre acaba. E depois tenho de voltar a aterrar dentro deste corpo, desta mente phodida. E aí o choque é ainda maior. Esse é o problema da alienação do entretenimento, não nos permite uma fuga eterna.

E agora estou eu aqui, e isso é tão difícil, é tão triste, tão doloroso. Às vezes, mesmo sabendo que isso é improvável, sinto-me a pessoa mais sozinha do mundo. Há sempre uma boa dose de pessoas neste mundo gigantesco que são sempre mais alguma coisa do que nós. Mas saber disso não muda o que eu sinto. E hoje eu sinto que sou a pessoa mais sozinha do mundo.


Há esta rapariga daqui de perto – mais uma, uma entre tantas. Já a vi a correr por onde eu também corria, já a vi no supermercado aqui perto. Eu gosto dela. Não a conheço, não sei como se chama, mas gosto dela. Assim como sou capaz de gostar e já gostei de tantas outras que cruzaram o meu caminho. Hoje encontrei-a no tal supermercado quando me arrastei agora ao final do dia para a rua. Encontrei-a nos corredores, nas compras, andei às voltas só para passar por ela e vê-la bem. Depois achei que ela tinha-me topado e afastei-me. Reencontrei-a na saída do supermercado, caminhei atrás dela, por um momento aproximei-me pensando por que raio teria eu sempre de cumprir o mesmo papel, ser o mesmo tipo. Sempre a mesma inércia, sempre o mesmo adiamento, sempre o mesmo medo. Cheguei perto, cheguei perto, cheguei perto. E fui-me embora. Ali tão perto, olhei para o rabo de cavalo do cabeço loiro escuro balançando como um pêndulo e achei que aquela era mais uma de todas as mulher/meninas que sempre foram e sempre serão o inalcançável, o inatingível. Cheguei perto e fui pra casa.

Na televisão, nos sites vejo mais e mais notícias sobre a tragédia horrenda do Charlie Hebdo. Leio a notícia uma primeira vez, uma segunda vez, várias vezes. Levanto-me e ando de um lado para o outro na urgência de fazer alguma coisa que nem sonho o que é. Sinto-me triste, já sei como vai ser, já aconteceu antes. Eu vou pensar sem parar naquilo, vou ter de segurar o choro que antigamente corria sem dó. Vou sentir-me preso, longe, uma ilha. Tudo a acontecer lá fora e eu aqui. Maldita inércia, maldito isolamento, maldita vida de rascunho.

Não faço ideia se devia andar a escrever este tipo de coisas aqui. Nisso sou o mais sincero que posso: não tenho com quem falar. Simplesmente não tenho com quem falar.

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Re: Ser a pessoa mais sozinha do mundo

Mensagem por Brick em Sex Jan 09 2015, 13:11

Porque não começas a falar para o mundo? Tens uma escrita que cativa.
Tens tanto talento, é uma pena que te estejas a perder...

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Re: Ser a pessoa mais sozinha do mundo

Mensagem por Brick em Sex Jan 09 2015, 13:12

Essa rapariga, sei bem o que sentes, vivi tanto tempo assim! Tudo passa acredita mais em ti!

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Re: Ser a pessoa mais sozinha do mundo

Mensagem por nandasette em Sex Jan 09 2015, 14:03

pode falar comigo. Mas te digo que olhar pra dentro e silenciar a mente é um começo dolorido mas aprenderás a te conhecer e quando te conhecer saberá o que te dá um sentido na vida. confiança e fé

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Re: Ser a pessoa mais sozinha do mundo

Mensagem por mrbombas em Sex Jan 09 2015, 15:20

tenho um desafio para ti, participação no meu livro, que me dizes?

preciso dessa inspiração e capacidade de escrita, preciso dessa forma tão simples de expor os meus pensamentos, preciso que sejas tu a escrever, pois eu não chego nem perto disso.

que me dizes? aceitas?

sem compromisso de timing ou pressões, um dos capítulos será acerca disso mesmo, o tempo que demora a escrever por não podermos pressionar os acontecimentos.

escreve tudo que te vá na alma, acerca de sentimentos e pensamentos, o tipo de escrita, dramática ou não fica ao teu critério, mas eu acho que apenas consegues escrever dessa forma sincera e transparente onde em cada frase transportas até quem lê o que realmente sentes.

escreves sentimentos e isso é o que a maior parte dos aspirantes a escritor procura.

vamos juntos?

depois vamos juntos engatar moças Laughing

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Re: Ser a pessoa mais sozinha do mundo

Mensagem por sketch em Sex Jan 09 2015, 19:49

Vicent, eu sei que li o teu texto de uma ponta a outra e senti que queria ler mais. Dizes que não tens talentos?! Oh, quem me dera escrever assim. Expressas-te tão bem e para além é interessante a forma como escreves, cativante. Smile
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Re: Ser a pessoa mais sozinha do mundo

Mensagem por Panda em Sex Jan 09 2015, 20:51

Sim, escreves tao bem. Eu adoro ler, e adoro ler este tipo que escreveste. Eu ando reprimida, ate a escrever. Tu nao Smile

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Re: Ser a pessoa mais sozinha do mundo

Mensagem por Brick em Sex Jan 09 2015, 21:17

Vês, não te sintas tão em baixo, tens tudo em ti, tens de te descobrir mais e valorizar-te!

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Re: Ser a pessoa mais sozinha do mundo

Mensagem por Vicent_Vega em Qui Jan 15 2015, 21:58

Bem, em primeiro lugar, tenho que dizer e sublinhar o meu OBRIGADO A TODOS.
O meu isolamento, a minha vida de máscaras e o eterno cumprir de um papel restrito, não me permite chegar a 10% do nível de sinceridade que aqui posso ter. Afinal de contas, Olá eu sou o Vincent Vega. É mais fácil ser o Vincent Vega.

A semana passada fui a uma sessão com a minha psicóloga e até não foi dos dias em que falei menos. Para quem já passou sessões inteiras sem abrir a boca então, não foi nada mau. O problema não foi a quantidade, mas a qualidade. Sobre as coisas que eu mais quero falar, pouco ou nada falo. No máximo apenas arranho os temas. Por falta de coragem e capacidade de exprimir-me. Às vezes vou com tudo aquilo na cabeça numa roda viva e quando lá estou sentado, há o sofá, há o candeeiro, há as plantas, há os livros sobre psicologia, há a almofada a meu lado, há os meus tiques – a tampa do tel, a caneta, a perna – há a bela vista pela janela, e até há a minha psicóloga. Quando posso, olho-a rapidamente e penso como não me importaria nada de beijar aqueles lábios, aquele rosto, aquele pescoço, como gostaria de saber qual a fragrância do seu cabelo e, sobretudo, imagino aquele expoente máximo de conforto que é cair no abraço de alguém assim.

Poderá pensar-se a esse respeito «Olha mais um a cair no cliché da paixoneta pelo\a psicólogo\a». Mas não, não. Não caí nesse cliché, nem estou apaixonado por ninguém. Eu posso pensar tudo isto sobre a minha psicóloga como penso vezes sem fim sobre um número crescente de mulheres quase todos os dias. Também há que dizer que eu sempre sinto-me mal com esses pensamentos em relação à minha psicóloga, apesar de eu não poder dizer de todo que sejam eles a atrapalhar o meu diálogo com ela.

Esses pensamentos mais não são do que uma parte de uma espécie de fórmula, que podemos chamar de Carência Absoluta.
Carência Absoluta = Carência de Hoje+Carência de ontem a multiplicar pela carência da semana passada, multiplicando pela carência do mês passado, elevado à potência da carência de todos estes anos solitários, a dividir pelo número de vezes em que conseguimos colmatar a carência de um instante bem limitado e depois multiplicado novamente por todas as fantasias que cultivamos sobre a realização perfeccionista de paixões idealizadas. Enfim, a coisa é feia, tenho uma quantidade de carência que invade cada parte do meu corpo, pertuba o funcionamento dos meus órgãos, especialmente o cérebro, chega a sair pelos olhos, a ser expelido pelos poros. Transbordo carência por todos os lados.

Outro dia sentou-se uma rapariga bonita a meu lado no autocarro. Era morena, com umas sobrancelhas carregadas e alinhadas, com o género de traços que me lembra a expressão “beleza clássica”. Ela estava perfumada como quase toda a gente hoje anda. Sentou-se a meu lado e o cotovelo dela tocava no meu e a perna dela tocava na minha, e de dois pequenos toques inocentes eu já sentia desproporcionadas vibrações, solavancos na barriga e o coração acelerado. Aquilo era triste e no entando o meu entusiasmo alimentava-se do delicioso cotovelo daquela bela menina. É triste, medíocre, deprimente.

De há uns anos para cá os meus dias alimentam-se de retumbantes hitórias como “O Cotovelo da Morena do autocarro”, “O Perfume do cabelo loiro da miúda da biclioteca”, “2 Segundos e Meio de Troca de Olhar ao Atravessar a Passadeira”, “A Vertigem do Decote da Vizinha na Viagem de Elevador”.  Nada mais do que isto. Entre eu e os outros há um vidro, eu sou uma ilha, não há proximidade, contacto, intimidade, carinho, nada. O meu nome é Solidão.

Mas enfim, não era nada disto que eu vinha aqui escrever. Perdi-me pelo caminho. Agradeço a todos o incentivo. Por um momento passei os olhos pelo meu texto e achei que o tipo que o tinha escrito parecia incrivelmente sedento por incentivo, companhia, desabafo, empurrão. Essa parte é triste, mas as vossas respostas não, são a parte luminosa.

Tenho certa dificuldade em ver-me como alguém com verdadeiro talento, e é mesmo essa descrença que também faz-me fugir para mais e mais isolamento. É por isso, mas também pela minha dificuldade crónica de concentração, falta de tempo e disposição que, mrbombas, serei obrigado a declinar do teu amável desafio. No entanto, deixa-me dizer-te que sinto-me feliz com o teu convite, é como o melhor dos elogios. Só não acho que esteja à altura do convite. Sempre lidei mal com expectativas, pressões. Mesmo com estes desabafos bem-conseguidos, a realidade é sinto-me muitas vezes um trapo, um pedaço de gente, não alguém por inteiro.

É a segunda vez que recebo um convite dessa espécie desde que aqui escrevo. E é a segunda vez que digo “não”. Sei que uma vida melhor para mim também depende de responder mais vezes “sim” às coisas. Mas não sei se é falta de coragem, se é mesmo só mesmo falta de capacidade e disposição, mas seja como for, não me sinto capaz. Mrbombas, quero ajudar, só não sei se essa ajuda poderia passar por uma acção directa, como escrever. Às vezes acho que bastará eu pensar na palavra “projecto” para a minha cabeça ficar em branco. Só me restam estes textos de impulso.

Obrigado Brick, nandasette, mrbombas, sketch, Panda.

Só mais uma nota, que é a nota do que eu realmente vinha falar, só que não falei até agora. E é esse mesmo o assunto,sobre o fato de eu querer falar sobre uma coisa e falar sobre tudo menos sobre essa coisa. Que foi o que eu fiz na psicóloga. Cheguei lá a querer falar sobre suicídio mas falei, falei e falei, e não toque no assunto até sair. Como o que se passou aqui. Escrevi, escrevi e escrevi e não falei sobre o facto de ter falado e falado com a psicóloga sem ter tocado no assunto que queria. A diferença é que lá o tempo esgotou-se e aqui há sempre a hipótese de mais uma linha, mais um parágrafo.

Seja como for, a verdade é que já não tenho vontade de falar sobre tema. Sobre suicídio. Perdi a vontade.

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Re: Ser a pessoa mais sozinha do mundo

Mensagem por Brick em Qui Jan 15 2015, 22:49

Não falaste porque é uma palavra e uma ideia, apenas isso.

Very Happy

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Re: Ser a pessoa mais sozinha do mundo

Mensagem por mrbombas em Sex Jan 16 2015, 00:37

Não encares como um projecto ou compromisso, mas sim quando te apetecer escrever ou desabafar faz, podes fazer aqui mesmo ou lanço o desafio ao brick e abrimos um espaço aqui para apenas users registados verem e postarem, textos para serem ou não inseridos no livro, mas que não serão mais que histórias pessoais, testemunhos e afins...

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Re: Ser a pessoa mais sozinha do mundo

Mensagem por Ana. em Dom Fev 01 2015, 00:42

Vicent Vega,

Já lá vão alguns meses que comentei no teu primeiro post, que li completamente por acaso. Foi esse mesmo post que me fez inscrever neste fórum.
De vez em quando lá vou vendo, mas as pessoas aqui parecem responder muitas vezes aquilo que eu própria responderia.

Não sei se te recordas dos meus comentários anteriores. Gostava realmente que acreditasses que vai chegar um dia em que vais conseguir ser a pessoa que gostavas de ser, que vais sentir que a tua vida afinal tem muito valor.
Nota-se de longe que tu és mais do que um "pedaço de gente".
O que estás a sentir vai tornar-te mil vezes mais forte.

Eu sei que sou só mais uma pessoa que não conheces e que muito provavelmente vais pensar que estou apenas a tentar animar-te. Mas estás num forum onde as pessoas te percebem, onde muitas dizem que isto vai passar, que tu és mais forte, que tens muito mais valor do que aquilo que pensas. Achas que todas as pessoas aqui te vão estar a mentir?

Gostei muito da ideia do mrbombas. Em vez de escreveres directamente alguma coisa para o livro, porque não abrir um espaço para users registados postarem as histórias das suas vidas? Vão haver certamente muito boas histórias. Podem dar esperança a alguém, podem ajudar alguém a sentir-se menos sozinho, e poderá ainda ser uma óptima ideia para quem quiser simplesmente escrever sobre a sua história. Ajuda, também. Se assim for, poderias escrever lá quando quisesses, simplesmente por escrever, não com o objectivo de ir para um livro, mas com o objectivo de partilhar a tua história, de desabafar onde saibas que há certamente alguém que vai ler e compreender.
Aproveito e acrescento: a ideia da criação do fórum foi, nada mais nada menos, que brilhante.  Smile

Volto ainda a dizer, embora já saiba à partida que vais ter muita dificuldade em acreditar: a tua escrita é demasiado boa para a deixares escapar. Tu, como pessoa, valerás certamente ainda mais que a tua escrita. Mas garanto-te, só a tua escrita já vale demasiado.

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Mais vale mal acompanhado do que sozinho

Mensagem por Bruno Maia em Sex Abr 24 2015, 14:31

Brick escreveu:Porque não começas a falar para o mundo? Tens uma escrita que cativa.
Tens tanto talento, é uma pena que te estejas a perder...


O nosso maior inimigo é a nossa mente. Na minha opinião deves procurar relacionar-te com outras pessoas. Se tens dificuldade em estabelecer contacto podes simplesmente começar por sites e redes sociais online. Mas cuidado, muitos têm perfis fraudulentos para levar as pessoas a subscreverem serviços. Sugiro o o www.wilove.net , pois promove eventos reais entre os utilizadores.

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Re: Ser a pessoa mais sozinha do mundo

Mensagem por SuperMario24 em Sex Abr 24 2015, 19:50

Eu acho que devias procurar um bom terapeuta e hipnoterapia e EMDR e tudo isso, ias-te sentir muito bem! Tens alguns traumas de infância ou falta de personalidade? Sempre te isolaste bastante? Gostei muito de ler os teus textos. Quero ler mais .. Onde está? :p
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Re: Ser a pessoa mais sozinha do mundo

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