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A Fascinante Vida (ironic mode on) de Vincent_Vega – Ato I Cena V

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A Fascinante Vida (ironic mode on) de Vincent_Vega – Ato I Cena V

Mensagem por Vicent_Vega em Qua Set 02 2015, 00:37

Ultimamente tem sido Pavarotti. Não sai da minha cabeça. Sobretudo canta Nessun Dorma, mas também aparece às vezes com um O Sole Mio e Caruso. Não sei nem de onde vem. Não me lembro de ouvir o Pavarotti a cantar nos últimos tempos, nem nunca fui de ir atrás dele, digamos. Era mais de encontra-lo pelo caminho e aí sim, parava estarrecido para ouvir.
A minha vida tem sido fascinante: trabalhei como um mouro no verão, 16 horas por dia, 5 ou 6 dias por semana. Servir almoços, dar ao bêbados o que eles tanto querem, um dia após o outro, sempre a levantar de manhã à espera não sei do quê.
Tive uma discussão feia com a minha mãe, porque ela não me larga e queixa-se muito de coisas que se referem aos efeitos da medicação que ela não sabe que eu tomo – como a sonolência excessiva. Provavelmente também não vê a hora que o último dos seus filhos – e que já conta com 27 anos – saia de casa. Eu quero muito ir, quero tanto, tanto, tanto. Sinto-me mal na casa dos meus pais, na convivência com eles. E estar nessa casa tem qualquer coisa que me faz sentir até humilhado.
Preciso acertar uma saída. Sei o que tenho de fazer: arranjar um emprego e, assim que tiver condições, sair. Só que eu tenho particulares dificuldades na matéria de arranjar emprego. Fico um poço de ansiedade a tratar dessas questões, sinto muito mal-estar. Forço sempre as coisas mas também é facto que sou desorganizado, atrapalhado, desorientado. O que procurar, onde procurar, como procurar, simplesmente como entregar um mero currículo. E fico com medo. Um incomensurável medo que por vezes paralisa-me.
Há uns tempos corria na minha folga e meti conversa com uma rapariga, coisa que dá para contar pelos dedos das mãos o número de vezes que fiz na vida. Meti conversa, pedi o número de telefone, consegui. Fomos tomar café, caminhamos, conversamos, ficamos a conhecer-nos. Vários outros encontros vieram. Conversamos, passeamos, uma vez fomos ao cinema. Só que eu sempre fui… insistente. Sempre deixei claro que queria mais, mais, mais e mais. Não conseguia controlar-me. Não que tenha sido abusador em avanços sobre ela, nada disso. Só era insistente com as palavras. Eis que da última vez que a convidei para ir tomar café ela disse que queria que fossemos amigos mas que não estava a correr bem, que não tinha gostado do nosso último encontro. E pronto. Assim se leva um coice. Digamos que a minha autoestima já teve dias maus que agora até parecem o arco-íris.
Antes disso, antes de ter conhecido a tal rapariga, um dia estava conversar com uma das raparigas que trabalham no restaurante, que é bonita, com que até me dava bem e estava a dizer-lhe que no dia seguinte ia estar de fola, que ela só me veria na quinta-feira e estiquei-me e dei-lhe um simples beijo na bochecha. Ela logo voltou-se dando-me um estalo. Perguntei surpreendido “Porquê?”, ela saiu e nem respondeu. Eu fiquei aparvalhado. Digamos que, ok, eu não devia ter feito aquilo, que foi despropositado. Mas eu fiz por merecer um estalo? Quer dizer, se assim é, não se devia beijar as crianças nem fazê-las beijar os outros porque elas ainda não são capazes de discernir sobre essa coisa íntima que é o beijo na bochecha. Eu mal falo com ela hoje em dia. Apenas coisas referentes a trabalho. Aquela mão a estalar na minha face…fiquei a senti-la por dias, não como uma dor física, mas como uma presença do momento.
Fico desorientado, a pensar sobre as coisas que faço. Já não sei como agir? Que porra sei eu afinal? Merda nenhuma.
E sinto-me um caco. O lixo, do escroto, da escória, da merda da humanidade.
E tudo isto se sucede, sou abalroado por uma sucessão de acontecimentos. Não dá sequer para respirar. E é tudo mau, negro, triste e só me diminui. Qualquer dia desapareço, Pluf!
Criei um blog. Não sei se é terapêutico, não sei se é passatempo, não sei se é estúpido, não sei se é efémero, resumindo, não sei o que é. Mas fi-lo e amanhã logo se vê. Só escrevi duas vezes ainda. Fui aconselhado a fazer algo do género por diferentes pessoas m diferentes contextos e altura. Já agora, experimenta-se.
Caso alguém não tenha mesmo absolutamente nada para fazer:

http://o-homem-no-escafandro.blogspot.pt/

Agora vou ver se tomo um alprazolam que já é tarde e cabeça está frenética demais para ceder ao sono tão facilmente.

Vicent_Vega

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