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O meu relato.

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O meu relato.

Mensagem por twiggysp em Sex Fev 17 2017, 14:53

Olá, antes de mais quero dar os parabéns ao (s) autor(es) deste fórum, porque é importante partilhar a nossa história, e haver quem se disponibilize a ajudar de que forma for.

Chamo-me André, tenho 34 anos, e a minha história começa cedo: na infância; não posso dizer que tenha tido uma infância infeliz, ou que tenha sofrido maus tratos, mas faltou-me uma peça que viria a ser determinante naquilo em que me tornei: o afecto. Principalmente materno. Não me recordo de um único episódio de carinho por parte da minha mãe e isso tornou-me uma pessoa emocionalmente desequilibrada. O simples abraçar para mim é um acto muito desconfortável e se for vindo da minha mãe é como se tivesse a ser abraçado por um estranho.

Durante a minha adolescência fui começando a criar uma imagem muito negativa da minha pessoa.
O aspecto físico não ajudava, nem tão pouco a reposta sempre negativa a qualquer investida amorosa de minha parte. Respostas essas que vinham quase sempre em tom de gozo.

Pode parecer algo irrelevante, mas não encontro outra explicação para ter desenvolvido aquilo que hoje é designado por Dismorfofobia.
Odeio o meu corpo, chegando ao ponto de me achar deficiente. Na praia é muito complicado e desconfortável expor-me. Sinto que toda a gente vai estar a olhar para mim e ver o monstro que eu imagino ser. O pior é que tenho a noção de ser uma pessoa "normal" mas ao mesmo tempo, e com maior intensidade, a minha fobia sobrepõe-se a tudo o que seja racional.

Aos 17 anos finalmente alguém corresponde à minha flecha do cupido! Ainda hoje me pergunto porquê! Como é que alguém se pôde interessar por isto?! A verdade é que 16 anos passaram, e ainda continua a meu lado. Surprised

Acabei a minha licenciatura em Geologia satisfatoriamente. O pior viria a seguir: o mundo do trabalho. Aqui começaram a surgir as primeiras indicações de que havia mais alguma coisa errada.

Acabei a trabalhar no mundo da Engenharia Civil, como geólogo. Aos poucos comecei a reparar que sempre que alguém me vinha questionar o meu coração disparava, o meu cérebro bloqueava, e o que saía era uma voz a tremelicar com palavras balbuciadas. A sensação que vinha a seguir era terrível: frustração, necessidade de isolamento e de auto-punição, chegando mesmo auto-agressão. Isto aumentou ainda mais o ódio por mim, que para além de físico, se tinha tornado mental também.

Terá sido aqui que desenvolvi (ou comecei a aperceber-me de) um Transtorno de Personalidade Esquiva. Muito baixa auto-estima, submissividade , incapacidade de expor opinião, necessidade de agradar a toda a gente, medo de ser rejeitado, dificuldade em tomar decisões, medo de falhar, etc.

Era muito sufocante e cada vez me sentia mais um inútil e então procurei ajuda psicológica pela primeira vez em 2011.

Em 2013 fiquei desempregado, e durante um ano e meio que estive em casa, começou a depressão; agravada por um ódio que gerei em torno de um vizinho. A minha frustração de não conseguir ser assertivo (ou explosivo) com essa pessoa canalizou mais uma vez toda essa negatividade para dentro de mim. Sentia-me cobarde, um miserável, um falhado. Tenho um ódio de morte por essa pessoa, e sei que se não fosse duas ou três coisas, o tinha matado.

Voltei a ir trabalhar (novamente para as obras) durante um ano. Tormento. Nesse período comecei a por na ideia a mudança. Queria sentir-me realizado, preenchido, feliz. Queria fazer alguma coisa que me desse prazer. Tinha uma paixão pela aviação e decidi tirar um curso nessa mesma área. Para mim era o tudo ou nada. Era a minha salvação. Depositei ali toda a minha esperança, sem me aperceber que tinha também de lutar contra mim próprio.

Continuo no curso e não está a ser a minha salvação. Voltar à "escola" trouxe-me coisas novas: desadequação social. Dificuldade em interagir com pessoas. E comecei a aperceber-me que talvez não tinha sido boa ideia o mundo da aviação. Ao fim e ao cabo  é um mundo que requer tudo aquilo que não sou. Ainda não desisti. Quero ser feliz, mas a sorte, ou a falta dela, também não está a ajudar.

Mas há coisa de um mês sentia a vida vazia e sem sentido. E pela primeira vez pensei em suicídio. Hoje em dia sinto-me pior: não tenho interesse por nada (só porcrastinar), cada vez tenho mais medo do futuro, cada vez me sinto mais desadequado e inútil, e sem capacidade de enfrentar o que aí vem.

Resumindo, ao fim de 6 anos de psicólogos e psiquiatra, contínuo a sentir-me o mesmo ser miserável e ridículo. Já fiz tanta medição (talvez perto de duas dezenas diferentes de medicamentos), nada parece ajudar. Hoje em dia tomo Fluoxetina, Inderal, Alprazolam e Bupropiom.

Começo a duvidar dos meus médicos.

Obrigado por lerem, foi apenas um desabafo muito resumido do que sou e do que sinto.

Abraço a todos.

André

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Re: O meu relato.

Mensagem por 1006 em Sab Fev 18 2017, 00:08

Olá André

Eu gostava muito de te dar uma palavra de ânimo.
Já li a tua publicação há umas horas, fiquei sem saber o que te dizer... mas vou tentar.
Também eu tenho um transtorno (borderline), também eu já pensei em suicídio (demasiadas vezes), estou no vazio que referes, desde o início do ano. Vivo sozinha, fiquei desempregada e terminei relacionamento, tudo no mesmo mês. Por isso, sei bem o que isso é... o que é passar dias inteiros a procrastinar, e a vontade de fazer algo ficar sempre adiada para o amanhã que nunca chega.
Depois de uns dias miseráveis a olhar para mim e a sentir o vazio arrasador que me consumia por dentro, comecei a abordar o meu problema/transtorno de outra forma. Achei que se as coisas (falhanços) se repetiam na minha vida, vezes sem conta, teria de haver explicação para isso, e passei a olhar para mim própria, para dentro de mim, tentando descascar todas as máscaras que nos são socialmente impostas ou esperadas pela sociedade, e tentei descobrir-me a mim própria. A meditação, mesmo que feita atabalhoadamente, ajudou-me nesse processo.
Cheguei a umas conclusões, como por exemplo... depositar muitas expectativas nos outros, e esquecer que eu tenho o meu próprio caminho para seguir.
Se conseguir melhorar estes e outros aspectos, creio que a minha vida será melhor, porque me sentirei muito melhor comigo própria.
Sabes, talvez haja um sentido para termos estes problemas. Depressão, ansiedade...são sintomas de que algo está mal na nossa vida, que não estamos a fazer o que é melhor para nós, o que combina com a nossa energia.
Tenho 41 anos, e para a semana vou encarar este "touro" pelos cornos, vou começar a fazer psicoterapia, procurar mecanismos para deixar de ser assim. Ando cansada de volta e meia ir a psiquiatras, fico meio zombie, dias depois acho que já estou bem, ando bem uns tempos, e cada crise é pior que a anterior. Não ter querido ver o meu problema, ou achar que conseguia remediar as coisas com uns lexotans, só me agravou e trouxe sofrimento. Neste momento, a minha vida está no zero, em todos os aspectos... por isso há que reparar as bases, para começar a construir algo sólido e permanente.
Espero que o meu testemunho te ajude, de alguma forma. Não te quis deixar sem uma resposta.







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Re: O meu relato.

Mensagem por viper em Sab Fev 18 2017, 11:19

Olá André,
Cada um passa por diferentes situações na vida, mas em último caso a nossa vida está sempre somente nas nossas mãos.

Identifiquei-me com isto que disseste:
"mas faltou-me uma peça que viria a ser determinante naquilo em que me tornei: o afecto"
Acreditas que quando começei a ter problemas mais a sério, foi a primeira coisa que também pensei?

Mas depois de uns anos quando começei a ponderar mais as coisas, cheguei à conclusão que não era nada disso e que estava a ser extremamente injusto. Não me lembro, também, de os meus pais me darem abraços, beijinhos, carinho,... mas sei que trabalharam no duro para me dar a mim e aos meus irmãos tudo o que conseguiram, e não foi fácil. Nunca nos trataram mal, comida nunca faltou, educação nunca foi negada (e temos todos cursos superiores). E quando estavamos doentes estavam sempre lá para nos cuidar. Descobri que há várias maneiras de demonstrar amor, e os meus pais à sua maneira demonstraram a sua. E depois a prova final e mais evidente (que devia ter visto logo) que isso não podia ser a causa dos meus problemas: dos meus 4 irmãos, sou o único que tem este tipo de problemas...
Também tenho dificuldade em demonstrar afecto, mas hoje tenho noção que isso tá nas minhas mãos e posso\devo mudar quando quiser.

Como disse no início, cada um passa na vida por situações diferentes, por isso não podemos comparar vidas e o que somos, mas só queria que ponderasses, porque às vezes (para não dizer muitas) pomos desculpas nos outros, quando o problema está em nós próprios.

Dizes que tens uma pessoa ao teu lado que gosta de ti. Não a desiludas e escolhas o caminho mais fácil.
Força!

1006, gostei muito de ler o que escreveste Smile O caminho não é fácil, vai sempre haver altos e baixos, mas temos de lutar!

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Re: O meu relato.

Mensagem por 1006 em Sab Fev 18 2017, 21:15

Obrigada pela força, Viper.

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Re: O meu relato.

Mensagem por twiggysp em Seg Fev 20 2017, 13:52


1006

Obrigado pela resposta, e fico extremamente contente por decidires agarrar o "touro" pelos cornos. Força. Wink

No meu caso os únicos falhanços são criados por mim próprio. Felizmente sempre consegui fazer tudo o que me comprometi, e sempre fui avaliado positivamente. Tenho noção disso. No entanto, não consigo pegar nessas coisas boas e reforçar essa ideia; por outro lado tendo sempre a subestimar-me e a pegar nas mínimas coisas negativas e empolar de tal forma que se sobrepõem ás positivas.

Falas na descoberta do nosso "eu"; eu sei como gostava de ser: assertivo, valorizar-me, conseguir dizer o que penso sem estar a pensar se vou melindrar o outro, não ter receio de confrontar. Mas ao longo destes 6 anos apenas tenho descoberto coisas que não queria descobrir! E evoluções nesse campo são muito poucas. Mas eu percebo o que queres dizer, e sei que é muito importante esse exercício,tal como é importante não desistirmos de lutar.

Quanto à psicoterapia, força. É bom (eu pelo menos gosto, mais não seja por falar com outra pessoa de forma totalmente aberta e sobre coisas que raramente falamos a outros). Só os meus amigos e a minha namorada sabem que tenho estes problemas de personalidade. E mesmo assim foi complicado com os amigos, ouvir coisas como "isso é coisa de gaja..." não é fácil digerir, principalmente de pessoas que supostamente gostam de nós. A doença mental ainda é muito estigmatizada e olhada de lado, é triste.  

Falando ainda sobre psicoterapia, o meu psiquiatra pediu vaga à unidade de saúde W+ para que eu tivesse acesso a sessões de psicodrama. Não sei se conheces essa forma de terapia. No meu caso seria para recriar situações que me afligem e trabalhar nelas. Infelizmente ainda não recebi resposta.

Viper

Obrigado pela resposta. Em relação à questão dos afectos, eu não consigo culpabilizar os meus pais e também a mim nunca me faltou aquilo que descreves e estou muito agradecido por isso.  O único culpado sou eu, que não consigo pensar e agir de outra forma, sou eu que me auto-destruo e mais ninguém.

No entanto, teres uma mãe que faz jogos psicológicos com uma criança de 7/8 anos, que se fecha no quarto com uma faca a dizer que se mata se contar coisas ao pai terá certamente ajudado a construir esta personalidade.
A mim irmã também tem graves problemas de auto-estima, e já passou por vários episódios depressivos e sabes, acho que há muito de genético nos nossos problemas, com pais e avós maternos um pouco disfuncionais.

Abraço aos dois.

André

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Re: O meu relato.

Mensagem por 1006 em Seg Fev 20 2017, 15:07

Falhanço, para mim, foi ter encontrado o amor e as circunstâncias não serem favoráveis. Consecutivamente, não tive filhos. Considero isso um falhanço. Considero outro falhanço não ter avaliado bem as pessoas, antes de entregar o meu coração.

O que é uma vida, sem amor?

Ainda por cima, sou filha única...

Onde entra a partilha? A partilha da intimidade, dos nossos pensamentos profundos? A partilha das pequenas coisas, experimentar uma comida, um vinho, dar um passeio, ir ao teatro, rir de parvoíces, fazer parvoíces... onde entra isso tudo? Ter um gato ou ir a um canil arranjar mais um cão, aqui para casa, não me resolve nada disso. Há uma falta, há um espaço vazio.

O meu outro falhanço é não conseguir gerir a minha ansiedade. Trabalhei em multinacionais, tive oportunidades excepcionais e não as consegui aproveitar devido a isso. Porque na altura nem percebia o que tinha, só sabia que chegava a uma hora e eu tinha de sair do escritório porque não suportava estar lá nem mais um minuto. E quando isso nos acontece às 16 horas (numa multinacional), já sabemos que a coisa não pode vir a correr bem... apesar da minha rentabilidade no trabalho estar bem acima da dos outros, porque quando vou trabalhar é para trabalhar, não é para andar a beber cafés e a socializar nas escadas, a saber mexericos. Eu quando vou trabalhar, gosto de: entrar, dar o máximo e sair rapidamente. Tal e qual como quando vou ao supermercado. Isso em Portugal não é muito bem visto. O que fica bem é passarinhar todo o dia e sair do emprego às 20h... isto já é a minha revolta a falar. Smile

Também eu sou licenciada, fiz pós-graduação, tenho casa própria, sei usar um berbequim, já substituí uma torneira na cozinha, tudo o que me proponho a fazer, faço com sucesso, até tirar carta de caçador. Admiro-me bastante como mulher, por tudo aquilo que tenho sido capaz de fazer. No entanto, ainda não consegui ir ao ginásio começar as aulas de hidroginástica... porque me atrofio com o banho, com a perfeição da minha depilação, com o que vão achar de mim, se faço alguma coisa que não é suposto, etc, etc, etc

Eu tenho tanto potencial e boicotei tudo. Às vezes olho para mim e sinto-me um zero e tudo o que conquistei e consegui, perde o valor.

Não quero ir para a psicoterapia para contar a minha história. Nunca mais ia parar de falar, não quero colinho, nem chorar no ombro de ninguém e não procuro validação. Quero é mudar a minha maneira de reagir, mudar a minha maneira de pensar, controlar os meus impulsos, arranjar mecanismos para isso. Sozinha, já me consigo travar em muita coisa. Mas, agora preciso de ajuda com o resto.

Nunca ouvi falar de psicodrama, acho eu, mas vou pesquisar.

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Re: O meu relato.

Mensagem por twiggysp em Ter Fev 21 2017, 11:58

Compreendo essa tua dor, embora nunca tenha passado por essa solidão.
Como disse, estou com a minha namorada há 16 anos, e ela tem sido um pilar importantíssimo na minha forma de estar, e um freio contra certas atitudes que, sem ela poderiam ter prejudicado indelevelmente a minha vida.

Não tenho essa experiência, mas acho que como em tudo, não podemos desistir do amor. E ele vai aparecer na tua vida.
Vou-te contar uma história: os meus pais separaram-se a primeira vez era eu uma criança. E durante a separação o meu pai apaixonou-se por uma rapariga, mas a relação não era muito bem vista pelos pais dela porque o meu pai já tinha um filho (outros tempos). Posteriormente a minha mãe quis voltar para o meu pai, e ele, por minha causa aceitou.
Anos mais tarde (já eu homem feito), a minha mãe decide novamente separar-se. Foi uma altura muito conturbada e difícil. Mas aos poucos tudo se compôs. E...sem que nada pudesse prever, a vida do meu pai cruza-se novamente com a tal rapariga (também ela divorciada) e voltam-se a apaixonar. Hoje vivem juntos e felizes.

Só para dizer que o amor pode estar aí ao virar da esquina.
Dizes que falhaste em não ter avaliado bem as pessoas...não falhaste...tentaste, as coisas não deram bem (e quando não dão bem, a culpa é quase sempre dos dois). Tenta mais uma vez, não tenhas receio de nada, mas não deixes que essa má experiência condicione o que pode vir a ser uma bonita história de amor.

Queres muito ser mãe, estás com 41 anos, ainda podes vir a ter? (confesso que não sei a idade limite) Nunca pensaste em adoptar? Tantas crianças a precisar de amor e atenção. E hoje em dia julgo que se pode adoptar sendo solteira. Quem sabe se não seria um boost para ti?! Smile

Tu vales muito, até dizes "Admiro-me bastante como mulher, por tudo aquilo que tenho sido capaz de fazer." E acredito que vás conseguir ser feliz.

Como está a correr a semana? Que tens feito para mudar a tua situação?

André

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Re: O meu relato.

Mensagem por 1006 em Ter Fev 21 2017, 13:16

Ter uma pessoa do nosso lado, é realmente muito importante, não resolve os nossos problemas, mas muitas vezes funciona como uma âncora que nos impede de nos perdermos em mar alto.

Eu já encontrei "o" amor. Encontrei-o logo aos 12 anos. O mal é esse. Se não soubesse como pode ser, talvez fosse mais fácil. Ainda sou do tempo em que não havia telemóveis, e fazer chamadas do fixo era um drama para os meus pais. A vida afastou-nos e reaproximou-nos já várias vezes, mas eu acabo por me fartar de esperar... tem sido já demasiado tempo à espera.

Sinto-me indissociável dele, apesar de tudo. Nem sequer o vejo como outra pessoa, mas como uma extensão de mim própria. O meu outro lado. Ele não é perfeito, e faz coisas que eu às vezes levo a mão à cabeça e penso: 'valha-me Deus...'. Em muitas coisas, sei que não é a pessoa certa para mim. É incapaz de me apoiar, quando eu entro em crise. Acho que ele próprio fica em pânico e não consegue lidar... é tão simples, às vezes tudo se resolve com silêncio e um abraço.

Independentemente de tudo isso, vou ter de fazer eu própria por ser feliz.

Olha, esta semana estou a organizar a minha casa, que ficou caótica... caótica ao nível daquele programa do TLC 'Acumuladores'... Até ao final da semana preciso pôr tudo impecável, porque vou começar a fazer uns pequenos trabalhos no meu escritório, e eu não consigo funcionar numa casa desarrumada. Xanax 0,25, um de manhã, outro à noite. Foi assim que deixei de passar os dias no sofá a ver séries e filmes, e também, verdade seja dita, já não aguentava com dores no corpo de estar tanto tempo deitada.

Desde que me marcaram consulta com o psicólogo, tenho passado os dias a ter conversas mentais com ele, é delirante. Finalmente a consulta é hoje.
E para a semana já terei uma ocupação. Trabalho em casa, mas já é uma ocupação.

Paralelamente a isso, faço meditação. Não sei se já tinha dito.

Eu acho que nós próprios olhamos a doença mental com desconfiança. Tenho lido muita coisa aqui no forum, e pelo que vejo, na maioria defendem o não uso da medicação. De certa forma, eu tenho feito o mesmo. Acho que para um borderline, é mais difícil ainda de aceitar, porque eu tenho crises, mas depois recupero, e quando recupero não vejo motivos para os tomar. Acho que há muito para evoluir no campo das doenças mentais. Medicação só por si, não resolve nada. Psicoterapia, é preciso ter muita sorte. Força de vontade só, não chega.

É preciso encontrar um equilíbrio entre os três. Porque eu também preciso da loucura na minha vida, da fase eufórica da mania, é ela que me dá as melhores ideias, é ela que me dá a genica para fazer coisas que às vezes se arrastam por meses... mas só quero o lado saudável. Não quero andar feita mineira, como andei esta semana, perdida a explorar o buraco em que estava/estou.

E tu, como estás?

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Re: O meu relato.

Mensagem por viper em Ter Fev 21 2017, 16:37

Concordo que tudo influência a nossa personalidade, desde família, amigos e tudo o que nos rodeia. Quanto ao ser hereditário tenho as minhas dúvidas, acho que é mais pela convivência com pessoas assim.
Isso das outras pessoas dizerem "que é coisa de gaja", ou "és fraco" entre outras coisas, mostra com quem podemos contar. Sempre achei que vale mais só que mal acompanhado. Por um lado compreendo, que só quem passa por isto, consegue entender, mas também não gostava de ouvir isso. Uma coisa que contribui para este tipo de problemas é que andamos mais preocupados com que os outros pensam e a comparar-nos com a vida dos outros. Temos de pensar mais em nós, aprendermos a gostar de nós tal como somos.

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Re: O meu relato.

Mensagem por 1006 em Ter Fev 21 2017, 16:50

Eu acho que há um factor hereditário, sim. Pelo menos no meu caso, consigo identificar duas pessoas do lado do meu pai com problemas semelhantes ao meu, e um antepassado (do lado paterno) que se suicidou.
Depois, as circunstâncias da vida funcionam como gatilho para o desenvolvimento das patologias. Por ex, eu ter perdido a minha avó aos 5 anos (a minha avó era tudo para mim, era mãe, era pai, era tudo) marcou-me muito. Os meus pais para mim, eram uns estranhos que viviam naquela casa. Desde que me conheço que sou uma solitária, metida no meu mundo, entretida com a minha própria cabeça. E daí vieram os problemas de socialização. Quando aos 5 anos entrei na pré-primaria e me vi rodeada de crianças como eu, entrei em pânico, eu não sabia interagir com eles. Vomitei-me toda, fiz chichi pelas pernas abaixo, fui entregue à minha mãe no final do dia, num estado lastimoso.

A questão não é só gostarmos de nós. Também é, mas pelo menos no meu caso, é sairmos de 'nós' e sermos capazes de interagir na sociedade, de uma forma livre, expontânea.
O ridículo que é, eu antes de fazer um telefonema ensaiar o que vou dizer vezes sem conta... isto é analfabetismo social.

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Re: O meu relato.

Mensagem por 1006 em Ter Fev 21 2017, 16:52

Vocês não me dêem conversa... senão já viram que eu não páro. Smile

É que é raro encontrar com quem se possa falar destas coisas mais profundas.

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Re: O meu relato.

Mensagem por viper em Ter Fev 21 2017, 19:51

Very Happy tás à vontade!

Bem se calhar há sim um factor hereditário, mas como o funcionamento do cérebro continua uma incógnita, acho que não será nesta vida que iremos ter a confirmação Smile

É engraçado como em vários testemunhos encontro sempre coisas com que me identifico. Por exemplo, esse teu em que tens tendência de ensaiar os telefonemas antes de acontecerem, também me acontece comigo, mas agora é do tipo de comportamentos que tento evitar. Neste caso, sei que tenho medo de dizer alguma asneira, ou esquecer de dizer algo, ou causar má impressão. É sempre o mesmo: medo, medo... Outro comportamento que tenho é se quando vou a sair de casa, oiço o elevador ou alguém a sair, fico à espera para não ter de me cruzar com a pessoa, seja quem for, o que também é estúpido e que agora evito fazer isso. Tenho feito uma lista deste tipo de comportamentos idiotas para evitá-los.

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Re: O meu relato.

Mensagem por 1006 em Ter Fev 21 2017, 20:34

Também tenho essa de evitar ao máximo cruzar com alguém no prédio, ainda por cima moro no rés-do-chão. Uma vez já ia a sair, para despejar o lixo, o meu vizinho da frente abriu a porta e eu voltei imediatamente para trás. Depois passei o resto da noite a questionar o porquê de ter feito uma figura tão rídicula...

Aliás, tenho ali dois sacos para pôr na arrecadação, e ando a evitar por isso mesmo...

Telefonemas para encomendar pizza, eram outro atrofio, mas já ultrapassei esse.

Não sou capaz de abraçar os meus pais, e nem sequer gosto de muito contacto físico com eles. Não sei porquê, mas isso perturba-me e evito ao máximo.

Há uma página no FB, que é das minhas preferidas, porque retrata muito bem, a luta entre o cérebro e as emoções, e o lidar com a ansiedade. Chama-se The Awkward Yeti.
Estas pequenas "pancadas" até têm o seu quê de engraçadas, desde que não nos incapacitem...

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Re: O meu relato.

Mensagem por viper em Ter Fev 21 2017, 20:39

Já fiz exactamente o mesmo. Amanhã põe esses sacos na arrecadação sem pensar 2x! Smile
Vou espreitar essa página Wink obrigado

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Re: O meu relato.

Mensagem por twiggysp em Ter Fev 21 2017, 22:52

A minha namorada por vezes também fica sem saber o que fazer nas minhas crises depressivas. Eu tento não sobrecarregá-la, mas a minha nuvem negra cobre tudo à sua volta.

1006, fico feliz por te estares a mexer. Eu esta semana estou bem diferente, mais "leve" e animado, mas a ansiedade anda nos píncaros. Daqui a um mês vou ter um exame decisivo, onde deleguei toda a minha esperança, e se falhar não vai ser nada, nada bom! O estudo anda um pouco mau, falta de concentração, falta de memória e a ansiedade não ajudam. E depois são as solicitações por parte dos outros! Hellooo, parece que não mas eu tenho a minha vida! Mas claro, aqui o je não sabe dizer que não!

Eu também sou como vocês, eheh, se oiço algum vizinho no prédio, espero que ele entre em casa e depois espero mais um minutos para sair, só para que ele não possa pensar que não me queria cruzar com ele! Ridículo!
Os telefonemas...ui, só se for com pessoal conhecido, de resto é um atrofio, fico com medo de bloquear ou fazer figura de parvo.

E confrontar pessoas?! Eu só de ver duas pessoas a discutir com alguma tensão fico logo agoniado.
Aliás, este é um dos meus maiores pesadelos, o confronto. Simplesmente fico com receio de melindrar as pessoas, ou ofendê-las, mesmo pessoas que não conheço de lado nenhum, o que é estupidamente idiota, pois devia estar a marimbar-me para o que elas pensam ou deixam de pensar em mim! Mas não, aqui o André tem uma necessidade mórbida de agradar a toda a gente excepto àquele que mais deveria fazer, eu.
Mas os outros primeiro, eu que me lixe...irra! Mad

Se soubessem o quanto me odeio. Nojo mesmo, ser miserável e cobarde.

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Re: O meu relato.

Mensagem por viper em Ter Fev 21 2017, 23:01

Tens de começar a mudar, começa a dar pequenos passos de cada vez, é o que tenho feito. E começa a valorizar-te mais, somos todos iguais, ninguém mais que ninguém, e só com duas certezas na vida, uma que nascemos e outra, quer sejamos ricos ou pobres, felizes ou infelizes, morremos... Tudo no meio é bónus e temos de aproveitar. Infelizmente não há milagres, e tudo leva tempo, mas acredita que consegues ultrapassar isso tudo. Luta por isso.

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Re: O meu relato.

Mensagem por twiggysp em Ter Fev 21 2017, 23:07

Ainda sobre os amigos. Tenho um colega de turma (não é amigo) que diz que as doenças mentais não passam de luxo e capricho por parte das pessoas. Depois deu exemplos de pessoas que vivem em tribos em África, que têm vidas miseráveis, que andam todos os dias quilómetros para buscar água e não desistem, e que não se queixam, e que não têm depressões, etc!

Enfim...não passa de um energúmeno. Quem me dera ter coragem de lhe enfiar a estupidez pelo...bem, fiquemos por aqui!

Eu sei viper, mas é tão complicado, é que para além de todas as enfermidades, tenho rigidez de pensamento o que não ajuda. Fixo-me obsessivamente a essas ideias pré-concebidas e não consigo mudar.

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Re: O meu relato.

Mensagem por 1006 em Ter Fev 21 2017, 23:19

André, bolas, tu não és nada meigo contigo próprio!...

Já viste que não estás sozinho? Já viste que temos todos os mesmos problemas? Até tu próprio te riste das nossas figuras que te descrevemos agora...

Não é razão para odiar, nem para nojo, nem nada dessas palavras pesadas que tu empregaste.

Também eu tenho problemas em dizer 'não', também eu tento agradar (demasiado) às pessoas, colocando-me muitas vezes em segundo plano, também eu preciso de muito para expôr as minhas opiniões.
Acho que devia haver cursos de assertividade.

Quanto à tua namorada: abraçar, abraçar, abraçar, conversar, se estiveres para aí virado, e abraçar mais ainda, aqueles abraços que vêm da alma, que transmitem amor e energia boa. Sair de casa, arejar, ir até à praia, nem que seja à noite. E abraçar.

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Re: O meu relato.

Mensagem por 1006 em Ter Fev 21 2017, 23:29

Estamos realmente numa época de culto da imagem, culto do que se transmite a terceiros, e sim, concordo que a nossa sociedade favorece o aumento da ansiedade e da depressão.

Eu vivi um ano, em Angola, fui para lá em trabalho. E posso dizer que realmente, lá não me senti nada avaliada... eu olhava em redor via um só com um chinelo e o outro pé descalço, vi outro com umas calças de fato de treino em q uma das pernas estava cortada, estilo calção, e a outra estava normal... num cenário destes, tu não te preocupas com o que vão pensar de ti, porque já estás a viver no absurdo e rodeado de coisas que na Europa são impensáveis tu veres. Não imaginas como isso me fez sentir bem, como me sentia leve, descontraída, despreocupada. Cá não consigo sentir isso.
Entro num sítio tenho a sensação que me avaliam de alto a baixo e me enquadram em qualquer escalão.
As pessoas são futeis, vivem para a imagem e a nós falta-nos mecanismos para não nos deixarmos afectar por isso.

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Re: O meu relato.

Mensagem por twiggysp em Ter Fev 21 2017, 23:32

1006 escreveu:
Acho que devia haver cursos de assertividade.

E há, exactamente assim: Curso de assertividade! A minha psicóloga já tocou nesse assunto. É um pouco como o psicodrama.

Sim, tenho feito isso quando tenho forças. Este fim de semana, e passado mais de um ano, ganhei força e fui com ela dar uma volta de bicicleta (ela gosta muito). E sabes, até me senti bem em fazê-lo. Smile

E quanto a odiar-me...não dá, é crónico. Não posso ter respeito por mim quando não consigo fazer coisas tão simples.

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Re: O meu relato.

Mensagem por twiggysp em Ter Fev 21 2017, 23:34

Ya, mesmo, eu aqui não consigo ir à rua despejar o lixo sem me vestir como se fosse sair!! Ir de chinelos?! E de roupa de casa? No way!!

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Re: O meu relato.

Mensagem por 1006 em Ter Fev 21 2017, 23:36

Andar de bicicleta é tão fixe... Um dia destes, levo a minha para o paredão da Costa. Já ando a pensar nisso há uns dias.

Pega num papel e escreve as coisas que gostas em ti. As coisas de que te orgulhas. As coisas positivas que tens na tua vida.

Estamos mesmo a dinamizar este forum, hein? ahahahahaha

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Re: O meu relato.

Mensagem por 1006 em Ter Fev 21 2017, 23:38

Sim, também me arranjo para ir ao lixo... com direito a maquilhagem e tudo... e o lixo está a 100 m....

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Re: O meu relato.

Mensagem por viper em Ter Fev 21 2017, 23:40

Isso que o teu colega disse, eu às vezes também penso. Mas a verdade é que muitas dessas pessoas são mais felizes do que as pessoas que vivem em sociedades "avançadas". Se formos a ver este tipo de problemas só começaram a surgir, e em larga escala, recentemente. E tende a piorar. O nosso dia a dia, é casa trabalho casa, fins de semana é quase só sábado, porque domingo é pra stressar porque o dia seguinte é trabalho. Em um ano inteiro, 25 dias de férias. Vivemos fechados em apartamentos e quase não conhecemos a maioria dos vizinhos. Amigos só se fazem no trabalho. A maior parte dos trabalhos já não exigem esforço físico, é passar o dia sentado. A maioria não tira prazer no trabalho. A sociedade crítica por tudo e por nada , impõe estereótipos (eu como não sou casado e nem tenho namorada só posso ser gay... nao tenho nada contra gays já agora) e está sempre a pressionar (tenho de ter bom carro, boa casa,...).
Este estilo de vida, das sociedades modernas, não ajuda nada.

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Re: O meu relato.

Mensagem por viper em Ter Fev 21 2017, 23:43

Eu tb não saio de casa, nem de pijama, ou de chinelos Very Happy mais uma vez medo estúpido do que os outros podem pensar (e dúvido que pensem alguma coisa já que muita gente o faz sem problemas...)

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