Últimos assuntos
» SENTINDO SOZINHA, RODEADA DE DE GENTE
Ontem à(s) 01:50 por Gustavo B

» Ansiedade e Hipocondria
Sab Nov 17 2018, 12:22 por CELIA GONÇALVES

» Um tabu entre clonazepam e alprazolam
Sex Nov 09 2018, 01:21 por LP0956

» 3 dias sem Paroxetina
Qua Nov 07 2018, 22:55 por Gustavo B

» Medicação para ansiedade
Ter Nov 06 2018, 00:31 por LP0956

» Rivotril ou Xanax para aliviar a abstinência causada pelo fim do efeito do Venvanse no final do dia?
Seg Nov 05 2018, 16:32 por LP0956

» Antidepressivos x vitaminas
Dom Nov 04 2018, 19:03 por Brick

» Mirtazipina
Seg Out 29 2018, 22:09 por Gustavo B

» Se não se morre da doença morre-se da cura!
Seg Out 29 2018, 16:37 por analobo

» Vida paralela
Seg Out 29 2018, 16:35 por analobo

Quem está conectado
8 usuários online :: Nenhum usuário registrado, Nenhum Invisível e 8 Visitantes

Nenhum

[ Ver toda a lista ]


O recorde de usuários online foi de 65 em Seg Jan 01 2007, 03:04

Quando a minha mente chegou ao limite...

Ir em baixo

Quando a minha mente chegou ao limite...

Mensagem por RFCF em Seg Abr 24 2017, 21:54

O início da minha história remonta aos dia das minha Infância/adolescência, como todas as crianças vivemos momentos mais felizes e outros que nos deixam em baixo. E é nestes últimos que eu me vou focar para fazer uma introdução sobre tudo o que veio a seguir.
   Durante a minha infância, como eu era o mais novo e o mais franzino, por vezes era difícil ser respeitado, mesmo estando a falar de crianças, sentimos algum medo de enfrentar situações de conflito ou de maior pressão, o que me levava muitas vezes a chorar e alimentar todas as coisas negativas que isso trazia. (5-10 anos).
    Na começo da adolescência comecei a perceber que devido às dificuldades que tive até então, comecei a ter problemas de interação com outras pessoas, os meus níveis de concentração eram baixos e senti-me muitas vezes à parte, ou seja, senti que os meus colegas não me respeitavam, e que muitas vezes pe punham de parte, por acharem que eu era incapaz de fazer alguma atividade prática ou algo do género. Uma das coisas que me acompanhou desde a minha infância, foi o chorar facilmente, quando sentia algum tipo de pressão. (Sinto que realmente devia ter sido acompanhado nesta fase pela psicóloga da escola, mas para isso, devia ter havido alguma alerta por parte dos professores). (10-15 anos)
   Com alguma dificuldade consegui cumprir os requisitos mínimos e consegui entrar no ensino secundário, bem em relação ao primeiro ano desta nova fase, não há muito de positivo a dizer, porque durante todo este tempo, sentia-me cansado, a minha concentração continuava má, comecei a perder a pouca auto-confiança que tinha, e o resultado disto foi a reprovação. Apesar disto e com a ajuda da minha família decidi mudar de curso.
    O início desta nova etapa foi positivo, ganhei confiança, tinha boas notas e ganhei um amigo que me acompanha até agora. O segundo ano, as coisas começaram a descambar novamente. A minha concentração voltou a baixar, comecei a ficar deprimido, pois os resultados não apareciam como eu queria, e comecei a desvalorizar tudo. O resultado disto foi, notas muito mais baixas, sentia-me um pouco sem rumo e o cansaço voltou com força, levando-me a dormir muitas horas, perdendo muitas vezes a noção do tempo.
    Apesar de mencionar o ficar deprimido, apenas neste ultimo parágrafo, era algo que me acompanha desde meados do primeiro ano de secundário.



     O primeiro ataque de pânico
     
     Após o fim do segundo ano, eu e uns colegas meus decidimos ir um fim de semana de férias, numa noite de diversão e alguns abusos e experiências, o meu corpo não resistiu e comecei a sentir o meu coração a bater demasiado, o que me levou a entrar em paranoia e a ter pensamentos típicos de situações como esta. Bem apesar disto, não dei grande importância, tendo relacionado apenas com facto de ter exagerado um pouco naquela noite.


    Início do terceiro ano e segundo ataque de pânico

    Neste terceiro ano de secundário, qualquer pessoa reparava que eu não demonstrava qualquer interesse em participar nas aulas, obter boas notas, ou até mesmo acabar o curso. Nada mais fazia sentido, e eu ia às aulas porque o meus pais estavam a fazer um esforço para eu me formar e ser alguém na vida, o que é normal.
    Bem, aguentei até ao dia em que tive o segundo ataque de pânico, e tudo começou durante uma aula, em que me comecei a sentir realmente mal, os meus níveis de ansiedade estavam mais altos que o normal, e pedi à professora para sair. Depois disto apanhei um autocarro para ir para casa, mas tudo começou a ficar pior, o medo dentro de mim começou a instalar-se, comecei a ficar tonto, o meu coração estava descontrolado, e tive que pedir ao condutor para sair, tendo ido a pé o resto do caminho. Apesar desta situação ainda tentei voltar às aulas, mas aquele momento não me saía da cabeça, e a ansiedade começou a atacar novamente, e sai da aula, para nunca mais voltar a frequentar o curso.

    Consequências
   
    Toda aquela situação, fez com que ficasse sem sair de casa com medo do que me poderia acontecer se saisse. Com a ajuda de um primo meu, fui saindo aos poucos, mas, o que sentia era que estava a começar do zero, mas com medo de enfrentar todas as situações devido a medo que me acompanhava e à ansiedade que me acompanhava constantemente. Apesar disto tentei procurar alternativas para acabar aquele nível de escolaridade, mas sem sucesso. Poderia ter ido trabalhar para qualquer lado, mas a falta de confiança, ansiedade e a tristeza que me acompanhava, não me permitiram. Foram precisos 4 anos depois da situação do autocarro e a ajuda de um colega meu, para finalmente voltar a estudar.
    Apesar do sofrimento que acompanhava, enquanto frequentei o curso consegui acabar e obter o diploma profissional com o 12º concluído.

   Depois de acabar o curso, começaram a dúvidas sobre o meu futuro, "O que vou fazer a seguir?". Felizmente com a ajuda da psicóloga que me acompanhava na altura, consegui entrar no ensino superior, sempre com muito sofrimento, devido à tempestade de negativismo que se instalou na minha cabeça.

   E aqui estou, no meu primeiro ano de licenciatura, continuando a trazer as coisas negativas comigo, o que me causa frustração. essa frustração ainda se acentua mais, por sentir que me está a prejudicar os meus estudos, o meu bem estar e a minha vida social, que é quase nula. Tive muitos momentos em queria desaparecer, e fiz por isso, mas como na verdade não sabia o que estava a fazer, nao surtiu efeito.
Os pensamentos de suicídio vão se intensificado, a falta de interesse por tudo também, e estou numa faze que não sei o que fazer, mas ainda tenho uma réstia de esperança que consigo passar de ano, o que vai acalmar um pouco a tal tempestade.

   Obrigado por poder partilhar um pouco da minha história e até mais!

RFCF

Mensagens : 1
Reputação : 0
Data de inscrição : 24/04/2017

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Quando a minha mente chegou ao limite...

Mensagem por ester em Ter Abr 25 2017, 18:42

Boa noite, a tua historia é muito triste. estes problemas de negatividade afectam muito a tua vida.
tens que ver o lado positivo. tens conseguido apesar de todos os teus problemas muita coisa boa.
estas na universidade, conseguiste!!! é muito bom. lembra-te do psicologo e do teu primo que te ajudou.. lembra-te dos conselhos que eles te darem e te encontraste melhor.
eu acredito nos pequenos passos. fazes todos os dias um pequeno passo para te encontrares melhor. pode ser uma ida a tomar um café, uma conversa com um colega, qualquer coisa.
Quando estiveres deprimido, foca-te nas coisas positivas que pensavas não conseguir fazer e fizeste! isto vai te mostrar que tens mais valor que a ti te parece!
A vida merece ser vivida! acredita. se começares a pensar demasiado em suicídio, tens que consultar imediatamente porque infelizmente, estas ideias costumam piorar.
Qual é o tipo de pensamento negativo que tens?
Por exemplo, não valo nada transforma-se em sou uma pessoa fixe, bonito, universitário que consegues tudo o que quer. repete isto a vezes que for necessário para te convencer disso.
encara isto como a maior batalha que vais ter na tua vida: ser feliz
e luta de todas as forças para conseguir.
cumprimentos

ester

Mensagens : 117
Reputação : 8
Data de inscrição : 08/04/2016
Localização : portugal

Ver perfil do usuário http:// http://portuguesesfelizes.com/

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Quando a minha mente chegou ao limite...

Mensagem por Cristiane Aparecida Lessa em Qui Abr 27 2017, 02:17

Amigo, li tudo.... e você é um vencedor, pois com as dificuldades, vai além!
Sugiro consultar medico, tendo em vista os pensamentos de suicidio. No mais, que tal yoga? A mim fez muito bem numa fase critica. Deus abençoe!

Cristiane Aparecida Lessa

Mensagens : 3
Reputação : 0
Data de inscrição : 27/04/2017

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Quando a minha mente chegou ao limite...

Mensagem por viper em Dom Abr 30 2017, 19:49

Se pensas em suicídio, tens de pensar que não tens nada a perder e enfrentar os medos. Se morreres, que morras tentando vencer essa guerra, pensa que já não queres saber o que te aconteça (que apareçam os ataques de pânico, que demaies, caias pró lado,...) mas não interessa que vais lutar. O máximo que pode acontecer é morrer né? Tens sempre conseguido ultrapassar os obstáculos e já tás na universidade, se chumbares um ano também não é o fim do mundo! Não precisas de colocar os objectivos tão alto. Continua a lutar e nunca desistas! Nem que seja a única coisa que faças na tua vida, mas tens de vencer essa guerra!
Muita força!!

viper

Mensagens : 136
Reputação : 15
Data de inscrição : 30/12/2016

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Quando a minha mente chegou ao limite...

Mensagem por Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum