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Depressão e mais uns "pós"

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Depressão e mais uns "pós"

Mensagem por dbuddy em Qua Fev 21 2018, 23:09

Olá, pessoal.
Este é dos meus primeiros posts no fórum, embora já esteja registado há uns meses. Registei-me por curiosidade e alguma vontade de partilhar experiências mas, como a disposição às vezes não é a melhor, só hoje digo um "oi".
Antes de mais, permitam-me dizer-vos que não estou certo de este tópico estar na secção correta pois abrange vários temas. No entanto, esta secção pareceu-me a mais indicada.
Vou contar-vos a minha história que aviso, desde já, não é curta.
Apenas para vos situar, neste momento tenho 25 anos (e sou um menino).
Por volta de 2011/2012, comecei a sentir, muitas vezes, ansiedade. Uns dias mais, outros dias menos. Um dia, esta ansiedade começou a fugir do meu controlo e, após aconselhamento numa loja de produtos naturais, comecei a tomar comprimidos de passiflora sempre que me sentia mais ansioso do que poderia suportar. Andei, andei, andei... Até que me deparo com a vida parada por não conseguir terminar Matemática A do 12º ano. Nessa altura andava bloqueado e fui-me bloqueando à medida que ía perdendo as batalhas com a matemática. Comecei por me sentir burro e inútil e claro, ansioso.
Entretanto, em 2013, consigo entrar para a faculdade. Fiz um esforço enorme para conseguir ultrapassar o problema da matemática e sentia-me cansado. Sentia-me cansado logo no momento que mais desejava: entrar para a faculdade. Aliado a esse cansaço, veio o desemprego (estava empregado enquanto estudava), as contas por pagar e consequente falta de dinheiro (cheguei ao ponto de nem um bilhete de metro conseguir comprar). Nisto, apercebi-me, quando assoberbado pelo choque inicial da faculdade, que não estava no curso "correto" (entrei para Ciências da Linguagem). Aí, o meu mundo caíu. Caíu simplesmente. Sentia-me tonto, fechava-me no quarto, de estores fechados, chorava sem parar, sentia-me desamparado. Desculpem a expressão mas sentia-me, de facto, um aborto. Transportei toda a conjuntura para a avaliação que fazia de mim, ficando com a auto-estima bem lá em baixo (já não era muita pois sempre fui roliço e tal sempre me "cutucou" nos piores momentos). Deixei de falar com pessoas, só conseguia falar aos berros de choro. Mal conseguia comer, mal conseguia respirar. Agora que estou a fazer um flashback, quase me voltam a vir à pele os sentimentos que me tanto me fizeram sofrer na altura. Continuando: passados cerca de dois dias de estar fechado no quarto, tomei a decisão de pedir ajuda a um profissional. Tive a minha mãe a ajudar-me conforme podia mas coitada, para além de também sofrer, não tinha como me ajudar.
Fui então a uma consulta com a médica de família. Expus a questão e vim com um pré-diagnóstico de depressão acompanhado por frases citadas pela médica no relatório como "apetece-me agredir as pessoas" e "apetece-me lançar-me para a linha do metro". Foi-me receitada paroxetina (não me recordo da dosagem) e alprazolam 1mg de libertação modificada. Nesta consulta, pedi para ser visto por um psicólogo mas prontamente a médica me informou que teria primeiro que ser visto por um psiquiatra. Assustei-me. Pensei: "mas afinal o quão grave é isto?". Tive um desabafo do género com a médica que, como consequência, vim a saber mais tarde, deixou escrito no pedido que eu não aceitava ser visto por um psiquiatra. Não foi nada disso. Simplesmente me "chocou" ter que ser visto por um psiquiatra. Mais tarde, vim a saber que esse é o processo normal mesmo que não sejam necessárias consultas de psiquiatria no futuro.
Continuando e resumindo: fui medicado, com alguma remissão de sintomas como a ansiedade, embora não totalmente e agravados os sintomas depressivos, provavelmente pela paroxetina. Tive que mudar de antidepressivo, tendo sido alterado para o escitalopram (creio que de 10 mg). Durante os meses seguintes senti-me controlado, embora muitas vezes muito triste (com razão e sem razão), cabisbaixo, sem força, etc. Mas controlado. Nisto, começaram a vir alguns problemas como deixar de dormir, ter sonhos anómalos, ter um agravamento generalizado dos sintomas depressivos. Aí, ainda no médico de família, foi-me acrescentado à medicação o Valdoxan (agomelatina).
Andei uns tempos com o Valdoxan, a dormir melhor e mais satisfeito pois já havia encontrado emprego fixo (no meio de tudo o que disse, estive a trabalhar num call centre). No entanto, este novo trabalho, ao fim de ano e meio (creio), começou a "rebentar" com a minha cabeça. Vi-me a trabalhar numa empresa que acabara de nascer e a necessitar de toda a "mão de obra" possível. Resultado: entrava às 8:30 e saía às 20:00, 21:00, 23:00, 00:30... até que um dia: "Puff!"! O stress constante, a falta de descanso, os "dares nas orelhas" que levava sem razão e falta de vida privada fizeram-me voltar ao médico de família.
Voltei então ao médico de família, com novos sintomas: ataques de ansiedade, atitudes agressivas, humor desregulado e, para mim mais grave, pensamentos atípicos, isto é: ideias de morte de parentes, suicídio, agravamento de sintomas de uma eventual POC (perturbação obsessivo-compulsiva) e mais umas tantas coisas. Aí, o médico (sim, entretanto deixou de ser uma médica e passou a ser um médico, 5 estrelas) disse-me: " «Filipe», não posso fazer mais nada por ti. Vou-te enviar para psiquiatria com urgência".
Enquanto me tentava adaptar à mudança de medicação para Effexor (venlafaxina) e Sedoxil e à espera da tal consulta, mais uma vez não me dei com o antidepressivo. Tinha tremores, crises constantes de ansiedade, entorpecimento dos membros superiores e mais alguns efeitos adversos que, sinceramente, já não me recordo. Mas o mal nem foi esse. O mal foi mesmo ter deixado de dormir por completo, preocupado, ansioso, receoso. Pegaram em mim e "espetaram-me" na urgência de psiquiatria. Aí, após ser avaliado, foi-me mudada a medicação por completo: voltei ao escitalopram mas, desta vez, 30 mg (20+10), Rivotril (clonazepam) 2 mg e risperidona 1 mg.
Depressa senti um alívio generalizado, embora mantivesse ideação suicida (mas nunca me tentei matar), sentimentos de tristeza, desvalorização pessoal, etc. Tive ainda outro desafio a ultrapassar que foi ter passado a dormir do "8 ao 80", urinando-me, por completo, todas as noites. Penso que devido à risperidona. Em cerca de um mês isso passou. No entanto, a minha mente fértil dá-me, como ainda me dá hoje, pensamentos recambolescos, estúpidos, desproporcionados, sei lá... Por exemplo, muitas vezes, vem-me à cabeça, do nada, esteja a fazer o que quer que seja, uma imagem dos meus dedos a serem cortados por uma guilhotina e a deitar sangue por todo o lado. Defensor da causa animal, sonhava e "via" (nesses pensamentos recambolescos) animais a serem mortos. Houve também um agravamento da eventual POC que me começou a impedir totalmente de levar uma vida normal. Desde a ida à urgência, fiquei de baixa médica em casa. Completamente proibido de trabalhar.
Finalmente, tive a tão esperada consulta de psiquiatria. Foi muito estranha esta primeira consulta. Lembro-me da médica olhar para mim e me perguntar: "o «Filipe» nasceu a ferros, não nasceu?". Não me perguntem o que foi aquilo, mas o que é facto é que nasci a ferros. Outras tantas "adivinhas" a médica fez que estavam corretas. Vi, desde logo, que esta que viria a ser a minha médica psiquiatra atual, tinha uma experiência enorme e uma enorme bagagem. A título de curiosidade, já deveria estar na reforma há uns anos mas adora a profissão. E eu adoro-a a ela.
Com ela descobri muitas coisas sobre mim, aprendi a lidar melhor com os outros e com determinadas situações, aprendi a controlar-me melhor, sei lá... foi como que um anjo caído do céu. Aqui, nestas consultas iniciais, abordei o que não havia abordado até então: posso dizer que não tive grande infância. Vi o meu pai bater na minha mãe algumas vezes, vi o horror à minha frente outras tantas e, com 7 anos (após o meu pai ter saído de casa), tive que me tornar o "homem da casa". O resto acho que podem imaginar. Sem me vitimizar, não foi, de todo, uma infância fácil. Sempre preocupado e alerta relativamente a tudo e a todos. O meu anterior patrão chegou a dizer-me: "nota-se que o «Filipe» se tornou adulto muito cedo".
Nisto, fui-me abrindo mais com a médica, tal e qual como estou a fazer aqui, neste post. Fui revelando os meus segredos mais intrínsecos e fui sendo ajudado a pouco e pouco. Tinha noção de que a minha médica considerava o meu caso clínico grave, pois "furou" o sistema e, no sistema nacional de saúde, cheguei a ter consultas todas as semanas, em determinada altura.
Neste momento, estou mais calmo e mais capaz. Não disse mas digo agora: tentei, por duas vezes, voltar a trabalhar, sem sucesso. Agora já me imagino a trabalhar, embora muito apreensivo (despedi-me de onde estava, saí de outra empresa e, por fim fiquei desempregado - o que agora me mói também). Já consigo conviver. Já consigo não me sentir tão ansioso ou, pelo menos, controlar melhor a minha ansiedade. Mas não estou "curado". Penso que ainda estarei um pouco longe. Nem sempre durmo bem, durmo sempre demasiado, estou cansado o dia inteiro. É algo a abordar na próxima consulta.
O caso era tal que cheguei a fazer o chamado "soro", com anafranil (clomipramina), onde, todos os dias, era picado e ficava 3 horas a receber o tal soro por via endovenosa. Seria suposto o "soro" conter também diazepam mas é uma benzodiazepina com a qual me dou mal. Nessa altura mantive mais ou menos a medicação que mantenho hoje, sendo que tomava ainda escitalopram e sertralina.
Por curiosidade, posso dizer-vos o que estou a tomar neste momento:
- Elontril 300 mg;
- Fluoxetina 20 mg;
- Anafranil 75 mg;
- Priadel (lítio) - sim, há possibilidade de ser doente bipolar;
- Socian (amissulprida) 50 mg em ampolas;
- Victan 2mg - em SOS;
- Bromalex (bromazepam) 6 mg;
- Stilnox (zolpidem) 10 mg;
- Zoleptil (zotepina) 25 mg;
- Olanzapina 5 mg - em SOS;
- Risperidona 2mg;
- Rivotril 2mg;
Uma quantidade de comprimidos que me manda abaixo, exatamente por ter 25 anos e saber que, sem estes medicamentos, a minha vida seria muito mais difícil. Se com isto tudo, apoio psicológico e ainda força de vontade não me sinto a 100%, não sei como seria de outra forma. Atualmente, e em tom de desabafo, tenho o reverso da medalha, isto é, as consequências de tomar tanta medicação: aumento do apetite e de peso, falhas enormes de memória e, para mim ainda mais grave, perda total de libido. Com 25 anos.
(esqueci-me de dizer atrás que fui seguido durante cerca de 2 anos por uma psicóloga que não ajudou grande coisa)
A título de curiosidade, tenho uma tia com doença bipolar, outra tia com esquizofrenia paranoide, mãe e avó com depressão, irmã com doença bipolar também... enfim, é uma casa de maluuuucos!!! Laughing Laughing Laughing
De resto, cá vou. Quero resumir isto a: procurem ajuda, conheçam-se e enfrentem a doença. Sim, porque é preciso perceber que a depressão, a bipolaridade ou o que quer que seja, são doenças. No entanto, neste trajeto, tenho-me apercebido, pelas pessoas com quem me cruzei e me cruzo, que se pensa que tudo vai passar tomando comprimidos. Mas não. Reforço que é necessário encontrar o nosso "eu" e batalhar. Não sei como, mas batalhar.
Desculpem o texto tão longo.

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Re: Depressão e mais uns "pós"

Mensagem por jpedro em Sab Fev 24 2018, 18:24


Tenho que te dar os parabéns pela coragem que tiveste para compartilhar a tua história aqui no fórum.
Só te posso desejar muita força e tudo de bom!

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Re: Depressão e mais uns "pós"

Mensagem por RC em Sex Mar 02 2018, 17:28

Obrigado pela partilha! Revejo-me em algumas coisas que escreveste. Ainda bem que estás a começar a melhorar.
Sei o que é olhar a lista de medicação que fazemos e pensar "Fodass só tenho 20 e poucos e tomo isto tudo"!
Sinceramente, isso não interessa, o que interessa é estarmos equilibrados e felizes.

Vai dando notícias Wink

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Imagine uma nova história para sua vida e acredite nela....
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Re: Depressão e mais uns "pós"

Mensagem por dbuddy em Dom Mar 11 2018, 19:52

Agradeço as vossas respostas. Sabe bem saber que não estamos sozinhos!

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Re: Depressão e mais uns "pós"

Mensagem por Coelho em Sab Mar 17 2018, 19:48

Meu caro amigo:

Sou depressivo vai para 20 anos. Tudo por um divórcio... nunca aceitei e ainda não aceito.
Cada vez penso mais que a cura está dentro de nós e não fora. Uma grande parte da terapia para dar resultados é aceitar e perdoar. Não é fácil...

Quanto à sua medicação acho que provavelmente haverá certos medicamentos que o seu médico poderia retirar. Um exemplo são os dois anti-psicóticos que toma (Olanzapina e Zoleptil), ambos têm o mesmo efeito. Mas a decisão do seu médico é soberana. Também o Anafranil parece estar desenquadrado, pois tome já dois antidepressivos.

Aliás, o elontril de certeza que não o vai aliviar da ansiedade uma vez que actua no neurotransmissor dopamina, um neurotransmissor relacionado com o prazer e a euforia.

Fale com o seu médico nestes aspectos.

Para ficar descansado deixo aqui a minha listagem

MANHÂ:
Paroxetina 20mg
Rivotril2 mg
Inderal 10mg

TARDE
Inderal 10 mg
Rivotril 2mg
TriticumAC 150 mg

NOITE:
Valdoxan 25 mg
Lorazepam 2,5mg
Stinox 10 mg

Como vê tenho a minha conta também.
Não pense que é só o meu amigo que vive assim neste mundo, pois há muitos mais...

Uma breve nota: O lítio é um estabilizador de humor e normalmente não é receitado para a depressão.

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Re: Depressão e mais uns "pós"

Mensagem por ninaMaria em Sab Mar 17 2018, 21:44

Que engraçado na minha familia tb existem doenças psiquiatricas....
A medicação serve para estares bem, infelizmente com ela existem outros efeitos secundarios.....eu tb tinha imagens e pesadelos horriveis de morte... dessas e foi me receitado olanzepina, mas tb porque tinha transtorno personalidade.....mas tb ja falei com uma psicologa e ela disse que isso são medos do teu insconsciente eu tb adoro animais e imaginava-me a bater neles.....é tipo, ela disse que são imagens para quebrar as regras,e tu quando estas na pior não imaginas o campo de flores todo bonitinho pois não?
Tens a vida pela frente e olha só as historias de superação que ja tiveste a libido vem com o tempo,e se tiveres tempo procura como aumentar a libido Wink
Eu nao posso ver zolpidem a frente tive uma reaccao tao alergica que parecia ter tido um AVC.....
Tb tenho uma psquiatra como tu,que eu falo e ela entende-me, ando a procura e de uma psicologa a que tinha foi-se embora veio outra que eu nao gostei(a mulher disse em terapia de grupo que tudo o que era dito ali era confidencial, em individual que haveria algumas situações de sigilo mas otras que ela não podia ocultar Neutral ....ando ha meio ano a falar por chat com uma....enquanto
não arranjo outra.......

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Re: Depressão e mais uns "pós"

Mensagem por Chamarrita em Dom Mar 18 2018, 18:18

Caro amigo, o texto é bem curto e resumido. Serial preciso volumes para descrever tudo.
Reparei, no entanto, que a lists de medicamentos é ridiculamente longa, e não percebo como podem dar-lhe receptacles de serotonina quando existe suspeita de doença bipolar, a não ser que queiram despoletar um episódio de mania e rebentar com o fígado. Sugiro que negoceie a medicação com a sua médica, e seja acompanhado por psicoterapia cognitivo-comportamental. EU desisti da medicação, no meu caso só perpetua a depressão (tenho Distimia e perturbação afetiva sazonal) .
Dê notícias....

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Re: Depressão e mais uns "pós"

Mensagem por luna95 em Ter Mar 20 2018, 12:24

Ola dbuddy.
Em relaçao ao POC, ja tinhas isso antes ou comecaste a sentir isso com a depressao?

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Re: Depressão e mais uns "pós"

Mensagem por guevara em Qua Mar 21 2018, 10:05

Olá a todos, eu tomo paroxetina e xanax e agora luto contra ataques de pânico, aliás, síndrome de pânico, dado que tenho medo de ter medo e não consigo viver a vida

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Re: Depressão e mais uns "pós"

Mensagem por Chamarrita em Qua Mar 21 2018, 20:09

guevara escreveu:Olá a todos, eu tomo paroxetina e xanax e agora luto contra ataques de pânico, aliás, síndrome de pânico, dado que tenho medo de ter medo e não consigo viver a vida

Em que doses?  Tanto a paroxetina como o alprazolam podem potenciar/desencadear ansiedade e ataques de pânico.. SIM,leste bem. Aliás, estes efeitos estão descritos na bula do medicamento. Tens de falar com o médico sobre isso.

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Re: Depressão e mais uns "pós"

Mensagem por guevara em Qua Mar 21 2018, 21:26

manhã: 30 mg de paroxetina e 0.5 xanax
noite: 0.5 xanax

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Re: Depressão e mais uns "pós"

Mensagem por Coelho em Seg Mar 26 2018, 17:48

Amigo guevara:



.../... Tanto a paroxetina como o alprazolam podem potenciar/desencadear ansiedade e ataques de pânico .../... DISCORDO COMPLETAMENTE.

É falsa esta afirmação. Um dos antidepressivos mais utilizados na ansiedade generalizada é justamente a Paroxetina. Um dos antidepressivos mais utilizados na agarofobia (fobia social) é justamente a Paroxetina. Melhor do que este só o Aurorix, mas tem o inconveniente de ser um IMAO. Poderia elencar aqui uma série de efeitos benéficos da Paroxetina, mas podem ler a bula no item: indicações.

O problema da Paroxetina é unicamente o desmame. Pelo facto de ter uma semi-vida muito curta, torna~se muito difícil o desmame, só isso.

Quanto ao Alprazolam é uma benzodiazepina que cria grandes probabilidades de adicção. Ultimamente este fármaco tem sido substituído pelo Cloxazolam. Para além de actuar especificamente na ansiedade é um dos que tem menos efeitos secundário, só isso.

Penso que está bem medicado, mas, tente falar com o seu médico no sentido de mudar para o Cloxazolam.
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Re: Depressão e mais uns "pós"

Mensagem por Liliana em Sab Jul 28 2018, 09:43

Caro Coelho

Não é verdade quw a paroxetina seja um bom annntidepressivo para a ansiedade. É sim para a depressao pq trabalha apenas a nivel da recaptaçao da serotonina agora dizer que é dos melhores para a ansiedade é completamente errado.
Transtornos de ansiedade tratam -se com recapores de serotonina e noradrenalina.
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Não é verdade... (???)

Mensagem por Coelho em Dom Jul 29 2018, 17:40

Liliana disse:

Não é verdade quw a paroxetina seja um bom annntidepressivo para a ansiedade. É sim para a depressao pq trabalha apenas a nivel da recaptaçao da serotonina agora dizer que é dos melhores para a ansiedade é completamente errado.
Transtornos de ansiedade tratam -se com recapores de serotonina e noradrenalina.

...................................................................................................................................................................................

Amiga Liliana,

Pois permita-me também discordar do que falou.

No geral, os ISRS, por exemplo os clássico - Escitalopram, Fluoxetina e a Sertralina -, são utilizados essencialmente como antidepressivos pois actuam inibindo a recaptação da seretonina que, em baixa dose no cérebro, levam o paciente a sentir-se deprimido. Sublinharia aqui também que, os clássicos triciclicos, como o Anafranil, Ludiomil por exemplo em toma única à noite pois tem um efeito marcadamente sedativo, são excelentes nos sintomas depressivos, mas... foram substituídos devido aos seus efeitos secundários, coisa que os ISRS manifestam em menor escala.

Quanto *à Paroxetina é sempre um fármaco a considerar quando a depressão é acompanhada de ansiedade. É um antidepressivo generalista mas de elevada eficácia na depressão, transtorno de pânico e transtorno de ansiedade social, transtorno obsessivo-compulsivo, transtorno de ansiedade generalizada e transtorno de stress pós-traumático.

Como pode ver, não é bem como você diz.

Acrescentaria também que devido à sua semi-vida ser curta, tem um grau elevado de adição e dificuldade no desmame. Estes efeitos são contornados em psiquiatria com junção de um ansiolitico de semi-vida mais longa, de forma ao elevado grau de adição ser debelado. Regra geral 1/2 comprimido de Lorazepam 2,5 mg 3 X dia é muito eficaz.

Curiosamente no que toca á noradrenalina, há efectivamente antidepressivos de duplo efeito mas mais marcadamente a nível da noradrenalina, são eles: Venlafaxina, Desvenlafaxina e Duloxetina. Contrariando o que disse, estes fármacos não têm grande eficácia em termos da inibição da recaptação da seretonina, ou seja, dão prioridade à noradrenalina.

Sabemos há muito tempo que existe uma relação bem explicada e já muito estudada que a seretonina , ou melhor a falta dela, é o neurotransmissor com maior influencia na depressão quer endógena ou exógena.

Dir-lhe-ia por exemplo, que os estados depressivos com letargia e diminuição da actividade quer física quer psíquica, têm como génese a falta de dopamina, o neurotransmissor da "felicidade e prazer. Aqui sim, os ISRS não são recomendados devendo apostar-se no Elontril ou Wellbutrim, ambos com a mesma substancia activa, o Bupropiom.

Quando se fala de psicofarmacologia devemos sempre observar que os próprios fármacos são condicionados pela própria personalidade do doente, ou seja, um individuo introvertido tende a que os ISRS se tornem menos eficazes do que quando são administrados a uma personalidade extrovertido.

Aguardo as suas criticas no sentido construtivo.
Rui Coelho

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