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Nada para esperar

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Nada para esperar

Mensagem por Vicent_Vega em Sex Dez 07 2018, 01:01

Começa sempre tudo de novo. O círculo vicioso velho conhecido, com a excepção de que as pancadas não se sucedem em vão.

Estou muito, mas muito cansado. Tudo se repete, o cenário pode mudar, algumas pessoas também, mas há aquele elemento que funciona como a constante e que contamina tudo. No caso, eu.

Tenho 30 anos. E nada dentro deles. Não fiz nada de nada até hoje com a minha vida. Não sei o que fazer, não tenho nada que me faça esperar por amanhãs que cantarão. Antes pelo contrário.

Tenho 30 anos que me dizem que já não sou, não posso ser, não devo ser, um miúdo.

E, no entanto, aqui estou naquele enredado estado de aprisionamento. Sinto-me obcecado novamente por uma pessoa. Trabalho com ela e é um inferno, e é ridículo.

Ainda conto pelos dedos de uma mão as vezes que fiquei assim, mas ainda assim já era altura de aprender com o passado. Se uma coisa a minha vida amorosa tem é coerência: nunca houve sintonia entre as pessoas pelas quais eu me interessei e as que se interessaram por mim. Nunca coincidiu.

Lembro o discurso da minha antiga psicóloga, a teoria de que eu só me apaixonava por pessoas que me rejeitassem, para afundar-me nesse ciclo de procura, rejeição, mais insistência, mais rejeição.

E, no entanto, tudo o que eu quero é aquela pessoa. E nada pode soar mais fantástico e nada me mete mais medo, do que tê-la de facto.

E tudo se mistura com esta dificuldade constante de estabelecer, manter cultivar, relações interpessoais significativas.

E os ciúmes incomportáveis que eu sinto, que me deixam uma pilha de ansiedade e que me atiram prostrado para o quarto escuro e a cama.

E só quero sair pela janela, atravessar a estrada e ser atropelado de vez por um camião TIR.

Mas cá ando, deslizando por dias e dias vazios, medíocres que atestam que a minha vida não faz absolutamente sentido nenhum e que assim não sei como suporta-la, não sei quanto tempo aguento suportá-la a fingir que dias de mudança estão já ali no horizonte, quando sei que não há porra nenhuma à minha espera.


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Re: Nada para esperar

Mensagem por Brick em Seg Dez 10 2018, 21:14

Espero ansiosamente pelo teu livro. É uma pena não escreveres um. Até o Socrates escreveu, dizem.

quanto aos teus amores, fazes-me lembrar alguém quando tinha menos do que a adolescência e vivia essa dicotomia... tudo passou e contigo tudo vai passar, nem precisas da pessoa certa, pois essa és tu.

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